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Professores da Faculdade de Medicina de Valença tem salário suspenso. Segundo eles, a universidade gastou muito com as reformas exigidas pelo MEC (Ministério da Educação). Leia mais.
O Centro de Ensino Superior de Valença, que tem um ano para melhorar o ensino da Faculdade de Medicina, sob risco de ter o curso fechado por recomendação do Ministério da Educação (MEC), suspendeu o pagamento do salário de professores e funcionários e não tem previsão de pagar o 13º salário. Os professores acusam a direção de ter gasto acima do orçamento para cumprir as exigências do MEC. Nos últimos meses, 32 professores de medicina com doutorado e mestrado foram contratados e a instituição comprou equipamentos de alta tecnologia, como um tomógrafo computadorizado. "O atraso ocorreu em função da falta de pagamento dos alunos", afirma a secretária-geral do centro de ensino, Ruth Cohen Carneiro. Cerca de 40% dos 2.500 estudantes de 11 cursos oferecidos estariam inadimplentes com as mensalidades. "Se for confirmada a questão do atraso dos salários, vamos entrar com representação na Justiça do Trabalho, pedindo que a escola seja autuada", afirmou o presidente do Sindicato dos Professores de Volta Redonda, Naércio de Paula. Cerca de 600 pessoas trabalham no Centro de Ensino Superior de Valença, que tem até um hospital-escola. O curso de medicina recebeu conceito D no Exame Nacional de Cursos, o Provão. O MEC recomendou que também fossem fechadas a Universidade do Oeste Paulista e a Universidade Católica de Pelotas. (O Estado de S. Paulo)
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