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A paralisação dos docentes da USP (Universidade de São Paulo) contra a reforma da Previdência e o aumento da contribuição previdenciária no Estado ainda atinge parcialmente o campus da instituição na capital. Apenas 2 das 23 unidades aderiram ao movimento. Leia mais:
Cerca de 40 alunos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), invadiram anteontem (12/08), o prédio da reitoria por volta das 18h de anteontem para cobrar uma posição da instituição em relação à implantação de cotas para afrodescendentes. Leia mais:
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Depois de três dias, a greve dos docentes da USP (Universidade de São Paulo) contra a reforma da Previdência e o aumento da contribuição previdenciária no Estado ainda atinge parcialmente o campus da instituição na capital. Segundo a reitoria, só 2 das 23 unidades aderiram ao movimento: a FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e a Faculdade de Educação (Feusp). Embora admita que a greve não é "igual à de 2000" -quando praticamente toda a USP parou por quase dois meses-, o presidente da Adusp (sindicato dos professores), Américo Kerr, diz que também deixaram de ter aulas a ECA (Escola de Comunicações e Artes), a Poli (Escola Politécnica) e os institutos de Física, Matemática, Geociências e Psicologia. A Adusp diz não ter, porém, um balanço do percentual de adesão em cada uma dessas unidades. "É claro que tem de tudo: gente deprimida com a atitude do PT, gente que acha que "Inês é morta" e gente que ainda nem se deu conta do que está ocorrendo. Mas o principal indicativo de mobilização é a presença nas assembléias." Na segunda-feira, cerca de 80 docentes estiveram na primeira reunião do movimento. Na Unesp (Universidade Estadual Paulista), 3 dos 15 campi do interior estão parados, segundo a Adunesp (sindicato dos professores). Segundo a reitoria, são dois campi totalmente parados e dois parcialmente paralisados. Ontem, representantes da Adusp se reuniram com o reitor da USP, Adolpho Melfi, para discutir de que forma podem, em conjunto, pressionar deputados para que modifiquem e vetem pontos da reforma previdenciária no segundo turno de votações. "Só precisamos tirar 51 votos do PT", afirma Kerr, que foi um dos fundadores do partido. De acordo com ele, o governo federal não está levando em consideração na proposta algumas especificidades dos servidores das universidades públicas. Um exemplo é o fato de que muitos professores dão aulas há anos sem serem concursados (somente na USP, são quase 30% do quadro). Até agora, eles tinham os mesmos direitos previdenciários dos concursados, mas, com a reforma, perdem a aposentadoria integral. (Folha de S. Paulo – 14/08/03)
Com colchonetes, travesseiros e livros, cerca de 40 alunos da UFBa (Universidade Federal da Bahia) invadiram o prédio da reitoria por volta das 18h de anteontem para cobrar uma posição da instituição em relação à implantação de cotas para afrodescendentes. Até a conclusão desta edição, os estudantes permaneciam acampados no prédio, localizado no centro de Salvador. "Nós queremos uma resposta escrita e assinada pelo reitor [Naomar Almeida] em relação às nossas reivindicações", disse o estudante de ciências sociais Kleber Rosa. Segundo a assessoria da UFBa, há dois meses o reitor Almeida encaminhou ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da instituição a proposta para a implantação das cotas. O projeto ainda está em fase de avaliação, de acordo com a universidade. Além das cotas para negros, os estudantes que invadiram a reitoria reivindicam a isenção do pagamento da taxa para a inscrição no vestibular e a criação de um calendário para acompanhar a tramitação do projeto da reitoria. "Também queremos assegurar uma política que ofereça aos negros auxílio para a moradia, transporte e alimentação", disse Roquildes Ramos, estudante de sociologia da UFBa. Para a estudante, o sistema atual de ensino restringe a participação dos negros na universidade. "Ser pobre e branco é muito diferente de ser pobre e negro, já que os pobres e brancos têm mais privilégios", afirma ela. Durante todo o dia
de ontem os estudantes acampados participaram de reuniões com o
reitor. "Não ficamos satisfeitos com as respostas parciais.
Queremos mais objetividade", disse Rosa. No Estado, a primeira universidade a implantar um sistema de cotas para negros foi a Uneb (Universidade Estadual da Bahia). No último vestibular, em janeiro, a instituição reservou 40% das vagas para os afrodescendentes. "Não existe outra alternativa, pelo menos por enquanto, para o negro ter as mesmas oportunidades dos brancos no ensino superior", disse Roquildes Ramos. (Folha de S. Paulo – 14/08/03)
O estudante Diego Amorim Vieira, 20, entrou em coma alcoólico depois de trote dado pelos colegas veteranos do curso de zootecnia da UCG (Universidade Católica de Goiás), em Anápolis. Ele recebeu alta hoje do Hospital Lúcio Rebelo. (Folha Online – 13/08/03) |
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