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Universidades filiadas ao Fies (Financiamento Estudantil) repensam sobre as vantagens do sistema e ameaçam não abrir mais vagas. Segundo Antonio Carlos Ronca, presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), cerca de 200 mil alunos podem ficar sem financiamento. Leia mais.
Criado pelo MEC para facilitar o acesso do estudante carente às universidades,
o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), que substitui
o antigo Crédito Educativo, ainda não emplacou. Atualmente, 124
mil alunos estudam no País graças ao programa. Para esse ano, foram
abertas mais 50 mil vagas e espera-se pelo menos o dobro de pedidos de inscrições.
O governo financia até 70% das mensalidades e o restante deve ser pago
pelo aluno. A maioria que tenta o financiamento esbarra, no entanto, na burocracia
e não consegue o crédito. O maior obstáculo, quase sempre,
é a obrigatoriedade do fiador. Para combater a inadimplência, a partir
de maio de 1999, o governo passou a exigir um avalista com renda duas vezes maior
que o valor da mensalidade do curso. "O aluno pobre está condenado
a ficar sem ensino", critica o presidente da União Nacional dos Estudantes
(UNE), Wadson Ribeiro. (IstoÉ) |
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