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Jovens descendentes de negros e indígenas de nove Estados poderão ter acesso a cursos preparatórios para o ensino superior gratuitamente, além de receber uma bolsa de R$ 60 a R$ 80. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, anuncia amanhã a ampliação do programa Diversidade na Universidade. Leia mais:
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, reafirmou, na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife, que o sistema de avaliação do ensino superior vai mudar. Além de medir o desempenho do curso e do aluno, o Provão passará a avaliar "até o reitor e o ministro". Leia mais:
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Jovens descendentes de negros e indígenas de nove Estados poderão ter acesso a cursos preparatórios para o ensino superior gratuitamente, além de receber uma bolsa de R$ 60 a R$ 80. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, anuncia amanhã a ampliação do programa Diversidade na Universidade. Serão investidos US$ 9 milhões, sendo US$ 5 milhões repassados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O programa vai financiar instituições públicas e privadas que promovem cursos para afrodescendentes e/ou indígenas. Um projeto-piloto já funcionou em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro. No ano passado, participaram 900 alunos, dos quais 200 conseguiram passar no vestibular. Negros deixam a escola antes dos brancos, diz pesquisa (Folha de S. Paulo – 15/07/03)
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, reafirmou, na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife, que o sistema de avaliação do ensino superior vai mudar. Segundo o ministro, além de medir o desempenho do curso e do aluno, o Provão passará a avaliar "até o reitor e o ministro". O Provão que existe hoje vai ser mais rigoroso - disse Cristovam, que, durante o encontro, saiu em defesa do ensino superior público e gratuito e propôs a criação um sistema de reciclagem para quem deixa a universidade. Em entrevista publicada no sábado no Globo On Line, o ministro havia confirmado que o Provão passaria a conferir notas às universidades, o que, segundo ele, pode dar aos estudantes poder de barganha diante de aumentos de mensalidades. Nesta segunda-feira, ele propôs a adoção de um sistema de reciclagem periódica para manter os ex-alunos em dia com os avanços em suas áreas profissionais. As universidades brasileiras deveriam criar pró-reitorias de reciclagem - disse o ministro. - O graduado pode até nem querer, mas a universidade tem a obrigação de oferecer essa reciclagem profissional. Segundo o ministro, pelo sistema, a cada curso, o ex-aluno receberia um certificado adicional de reciclagem. De manhã, em uma conferência sobre educação e inclusão social, Cristovam disse que, como professor, não abre mão do direito de defender a gratuidade do ensino superior brasileiro. Como exemplo, o ministro disse que um estudante de medicina que paga RS$ 2 mil de mensalidade a uma universidade privada provavelmente vai se formar não para defender a saúde pública, mas para defender os próprios interesses. Buarque afirmou que a universidade tem que ser "para todos", e defendeu a possibilidade de que cada professor aprovado em concurso público tenha o direito de entrar automaticamente nessas instituições, para cursar cadeiras ligadas à profissão (O Globo – 15/07/03)
Pesquisadores qualificados o País tem. Centros de excelência, também. Todo esse potencial, entretanto, além de melhor financiado, precisa ser descentralizado, afirma o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Erney Camargo. "A ciência brasileira tem condições de acompanhar a vanguarda científica internacional. Nosso problema é que só alguns poucos pesquisadores compõem essa vanguarda. É indispensável que mais segmentos participem desse desenvolvimento", disse Camargo, em entrevista ao Estado na qual aborda aspectos da ciência nacional na semana da reunião anual da SBPC. Estado - Quais são os principais entraves ao desenvolvimento científico no Brasil? Erney Camargo - A carência de recursos e o excesso de discursos têm sido os maiores fatores de atravancamento. Acho, no entanto, que começamos a reverter esse processo. A formação de pesquisadores é importante, e a proposta do governo é elevar para 10 mil o número de doutorados por ano no País. Já aumentamos o número de bolsas, mas isso não basta; é preciso diversificar o seu destino. Nossa política de pós-graduação tem sido historicamente centrípeta, isto é, formado mestres e doutores para a academia, sem nenhuma preocupação com o setor empresarial. Em todo o mundo desenvolvido a tendência é a contrária. Estado - Quais devem ser as prioridades políticas para a ciência nesse momento? Camargo - Analisando o perfil de aplicação de recursos observamos claramente uma ênfase muito pequena em saúde. Vários países possuem um sistema de financiamento da pesquisa em saúde independente do financiamento de ciência e tecnologia em geral. É o caso dos EUA, onde o orçamento dos National Institutes of Health é maior do que o da National Science Foundation, responsável por todas as outras áreas da ciência. O CNPq, no passado, investiu muito pouco na pesquisa em saúde. Esta deve ser, claramente, uma prioridade para os próximos anos. Estado - O último governo deu ênfase à formação de grandes redes de pesquisa. Essa estratégia deve continuar? Camargo - A formação de redes de pesquisa visa à resolução de problemas específicos na área das ciências. Não deve ser, contudo, o modelo canônico de estruturação da atividade científica. Queremos promover a formação de redes nas situações onde este modelo se mostre adequado, mas não limitar as demais modalidades de estruturação da comunidade científica. Projetos mais simples, e mesmo individuais, são formas muito eficientes de promover o avanço do conhecimento. (O Estado de S. Paulo – 15/07/03) |
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