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Representantes das universidades estaduais em greve do Paraná (Londrina, Maringá e Oeste do Paraná) reuniram-se ontem (16/01) com o secretário estadual de Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, para tentar pôr fim a paralisação. Os grevistas pedem um reajuste de 30% nos salários, mas o governo diz que o aumento não pode ser concedido por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal. Leia mais
Representantes das universidades estaduais em greve do Paraná (Londrina, Maringá e Oeste do Paraná) reuniram-se hoje, em Curitiba, com o secretário estadual de Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, para tentar pôr fim a paralisação, que completa amanhã quatro meses. No entanto, o impasse continua. Os grevistas pedem um reajuste de 30% nos salários. O governo diz que o aumento não pode ser concedido por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, sancionada pelo presidente em abril de 2000. Segundo a lei, os estados podem gastar até 60% da receita com folha de pagamento. O secretário afirma que o limite já foi alcançado no Paraná. Por outro lado, o presidente da Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná), Luiz Fernando Reis, diz que o orçamento proposto para 2002 limitava o gasto em 45,66%. O governo se comprometeu com os grevistas em apresentar, a partir de abril, um projeto de lei à Assembléia Legislativa, com uma proposta de flexibilização do orçamento, mas pede que a greve seja suspensa a partir de fevereiro. "Nós temos de estudar as possibilidades", comentou Wahrhaftig. A proposta agora deve ser passada para votação em assembléias nas universidades. "No entanto, acho difícil ela ser aprovada sem que o governo proponha um índice de reajuste", explicou Reis. Os professores prometem uma passeata nesta quinta-feira, em Curitiba, a partir das 10h, partindo da praça Santos Andrade até o Centro Cívico, no centro da cidade. Em 122 dias de greve, 3.676 professores e 6.797 servidores estão parados. Cerca de 22 mil estudantes são afetados, o que corresponde a 80% dos estudantes matriculados em universidades estaduais do Paraná. Os hospitais universitários estão funcionando em esquema de plantão, ou seja, com apenas 25% de sua capacidade. Os vestibulares das instituições também foram prejudicados. Em Maringá e Londrina as provas foram adiadas, ainda sem data para ocorrer. Na Unioeste (do Oeste do Paraná) o exame foi mantido, mas a universidade deve decidir pelo adiamento nesta semana. (Folha OnLine) |
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