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O ministro da Educação Cristovam Buarque voltou a defender a cobrança de taxa de ex-alunos de universidades públicas como uma forma de financiamento do ensino superior. Leia mais:
O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), do Ministério da Educação, abrirá as inscrições no dia 30 deste mês, para as instituições particulares se cadastrem para que seus alunos de graduação possam obter financiamento. Leia mais:
O ministro Cristovam Buarque (Educação) voltou a defender ontem o debate da proposta do ex-deputado petista Padre Roque, que prevê a cobrança de taxa de ex-alunos de universidades públicas como uma forma de financiamento do ensino superior. A defesa foi feita durante o lançamento do documento "Alinhamento Estratégico 2003", que traz as 19 principais metas para a educação neste ano. Entre elas estão a ampliação de fontes de financiamento, o início da implantação da Escola Básica Ideal -em cem municípios com menos de 30 mil habitantes- e a preparação para o Fundeb, fundo para a educação básica que substituirá o Fundef (que atende só a fundamental). O ministro disse que o levantamento dos custos não foi fechado, mas ele calcula que, para 2004, seriam necessários de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões a mais para o setor, incluindo gastos de União, Estados e municípios. Isso seria um acréscimo de 50% em comparação ao que é gasto atualmente pelas três esferas no setor. Nas metas também se incluem a alfabetização de 3 milhões de jovens e adultos -de um total de 20 milhões até 2006. A proposta de Roque, a ser reapresentada no Congresso, prevê um fundo para o ensino superior público, cobrando alíquota de 2% para ex-alunos que ganhem de R$ 30 mil a R$ 50 mil anuais e de 3% para salários anuais acima disso. "Sou comprometido com a gratuidade do ensino. Mas defendo buscar fontes de recursos, desde que não seja do bolso do aluno", disse Buarque. Para ele, a proposta não fere o princípio da gratuidade do ensino superior. (Folha de S. Paulo – 17/06/03)
O Fundo de Financiamento
ao Estudante do Ensino Superior (Fies), do Ministério da Educação,
abrirá as inscrições no dia 30 deste mês, para
as instituições particulares se cadastrem para que seus
alunos de graduação possam obter financiamento. (Último Segundo – 16/06/03)
Professores da Universidade de São Paulo (USP) vão lecionar cursos de pós-graduação nas universidades federais da região amazônica, disse ontem o ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral. A iniciativa faz parte da estratégia do ministério de descentralizar a estrutura científica do País. “Há um déficit altíssimo de mestres e doutores na Amazônia”, disse Amaral, que passou o dia visitando a USP. “Em vez de trazer 30 alunos para aprender aqui, o que seria muito caro, vamos levar 2 ou 3 professores para ensinar lá.” A primeira fase do programa vai envolver as Universidades Federais de Roraima, Amapá, Rondônia e Acre. Até agosto, será feito um levantamento dos equipamentos disponíveis e das áreas com maior déficit pedagógico. A partir daí, a USP deverá selecionar professores para lecionarem cursos por um período de três a seis meses. A região também ganhará este ano um laboratório de pesquisas de genoma e DNA, instalado no Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), em Manaus. O CBA foi “inaugurado” em dezembro, mas ainda não começou a funcionar. “Agora vamos colocar os equipamentos e pesquisadores”, disse o ministro. A idéia é que o centro funcione como um “laboratório-serviço”, equipado com tecnologia de ponta para uso dos cientistas de toda a região. (O Estado de S. Paulo – 17/06/03) |
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