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A partir do próximo mês, o FIES (Programa de Financiamento Estudantil) do Ministério da Educação (MEC) iniciará o processo de seleção. Serão 40 mil vagas destinadas, principalmente, a alunos de cursos de licenciatura, estudantes de escolas públicas e professores que buscam graduação em outras áreas. Leia mais.
A prestigiada Universidade de Siena, na Toscana (norte da Itália), incluiu em seu programa de 2003 uma nova matéria chamada "cultura e consciência dos sentimentos e das sensações". Leia mais.
Ferramenta para formação de professores. Assim deverá funcionar o Programa de Financiamento Estudantil (FIES) do Ministério da Educação (MEC) a partir do próximo processo de seleção, que começa em março. Serão 40 mil vagas destinadas, principalmente, a alunos de cursos de licenciatura, estudantes de escolas públicas e professores que buscam graduação em outras áreas. O MEC quer, com isso, acabar com a defasagem de professores na rede pública. Estudantes de outros cursos também poderão concorrer ao FIES, mas não são prioridade para o governo. Além das alterações imediatas nas estrutura do financiamento, o MEC estuda, para o ano que vem, mudanças básicas para aumentar o número de estudantes beneficiados. Uma delas é acrescentar novos tributos à lista de impostos dedutíveis das universidades que oferecerem o FIES. Hoje, o dinheiro que as instituições privadas de ensino deixam de receber dos alunos que têm financiamento é debitado do INSS que elas devem pagar ao governo. A idéia do MEC é usar outros impostos federais, como o FGTS e a CPMF, no programa. Ou seja, a universidade abriria mais vagas para o FIES e descontaria de outros impostos a verba financiada. Ao contrário do Crédito Educativo, que ajudou estudantes carentes e faliu porque 70% dos beneficiados não restituíram os empréstimos aos cofres do governo, o financiamento não é acessível a todos. Os beneficiados devem dar garantias de que poderão pagar o dinheiro investido pela Caixa Econômica Federal em, no máximo, uma vez e meia o tempo em que usufruiu do programa. Embora apenas 6% dos beneficiados sejam, hoje, inadimplentes, muitos estudantes de baixa renda não têm acesso ao financiamento. Para tentar solucionar esse problema, o MEC pretende criar uma bolsa de estudo financiada pelo governo e direcionada, exclusivamente, para alunos carentes. (Jornal do Brasil - 18/02/03)
A prestigiada Universidade de Siena, em Toscana (norte da Itália), incluiu em seu programa de 2003 uma nova matéria chamada "cultura e consciência dos sentimentos e das sensações", anunciou a instituição nesta segunda-feira. (Folha Online - 17/02/03)
O advogado Manoel Peixinho entrou ontem com mandado de segurança na 3 Vara da Fazenda Pública do estado, contra a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), para que o estudante Bruno Alvares de Azevedo Gomes, de 25 anos, seja incluído na lista de classificados do vestibular Estadual 2003. Segundo Manoel, por causa da reserva de vagas para negros e pardos utilizada pela instituição, 15 estudantes com nota inferior à de Bruno entraram para o curso de medicina. O objetivo do advogado é conseguir uma vaga para o candidato e não desclassificar os estudantes que entraram pelas cotas. Bruno fez 85,50 pontos e ficou em 144 lugar no concurso. Mesmo que não houvesse a reserva na Uerj, ele não teria pontuação suficiente para conseguir uma vaga. Porém, com o benefício das cotas, candidatos com até 81 pontos conseguiram vaga em medicina. Sou moreno. Se tivesse me declarado pardo teria conseguido a vaga. Não concordo com a autodeclaração. Não sei como são as pessoas que entraram com nota menor que a minha. UFRJ e UNI-Rio liberam as listas de classificados O candidato é formado em engenharia pela PUC e, no ano passado, saiu de um emprego para fazer cursinho e se dedicar ao vestibular. O advogado Manoel Peixinho está entrando na Justiça alegando que a lei estadual que prevê a reserva de vagas na Uerj viola o princípio de igualdade entre os candidatos. A autodeclaração não basta. Não faço críticas às cotas e sim à falta de critério na aplicação da reserva de vagas. A UFRJ e a UNI-Rio divulgaram ontem suas listas de classificados no vestibular 2003. Na UFRJ, a matrícula será feita de acordo com uma escala: estudantes com iniciais de A a M, na sexta-feira, e classificados de N a Z , no dia 24 deste mês. O curso de engenharia tem uma programação diferente: todos os aprovados no primeiro semestre devem se matricular na sexta-feira, e os classificados para o segundo semestre, no dia 24. O atendimento será das 10h às 16h, mas os calouros de engenharia devem chegar às 9h, pois haverá uma recepção para os estudantes. Os locais de matrícula estão no site <www.vestibular.ufrj.br>. Os coordenadores do vestibular da UFRJ avisam que os classificados já podem preencher o formulário de matrícula no site <www.vestibular.ufrj.br/matricula>. O estudante não precisa imprimir o documento, basta salvá-lo. A prova da UFRJ valia 60 pontos e a maior nota do concurso foi 53,87, no curso de engenharia. Na UNI-Rio, os habilitados para o primeiro semestre devem se matricular quinta ou sexta-feira. Os horários e os locais de atendimento estão no site <http://vestibular.unirio.br>. A universidade também divulgou a lista de aprovados para o segundo semestre, mas esses estudantes só deverão se matricular em junho. A maior nota da UNI-Rio foi no curso de medicina: 180,78 pontos (a prova valia 200 pontos). A PUC liberou a segunda lista de reclassificados. A matrícula deve ser feita sexta-feira, das 10h às 16h, na PUC. (O Globo - 18/02/03) Na noite de terça-feira passada as ladeiras de Olinda, em Pernambuco, foram mais uma vez percorridas por um animado bloco. Não eram foliões em ritmo de pré-carnaval e sim universitários de todo o país, que participavam da 3 Bienal da União Nacional de Estudantes (UNE), realizada em Recife durante a semana passada. Tanto no desfile como em todo o evento o ambiente era de euforia pela chegada de Lula à Presidência. Depois de quase 40 anos na oposição, agora o movimento estudantil é pró-governo. Um mês e meio depois da posse de Luís Inácio Lula da Silva, os estudantes ainda comemoram. Todo mundo acha que chegou a nossa hora, diz o presidente da UNE, Felipe Maia, resumindo bem o que a maioria dos cerca de cinco mil estudantes na bienal parecia estar sentindo. Não era só efeito da festa em Olinda. O movimento estudantil está mudando de rumo. Depois de combater a ditadura militar e de fazer oposição aos governos que se seguiram, a UNE volta a apoiar um presidente. Na quinta-feira da semana passada, Felipe tomou posse em Brasília como um dos 82 integrantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Lula. Pode se dizer que a UNE está governista? Não. A UNE vai fazer parte de um órgão que representa a sociedade. Mas a UNE não é do governo, disse o carioca Felipe na véspera da posse. Não é a primeira vez que a UNE, que está fazendo 66 anos, apóia um presidente. O poeta Ferreira Gullar, que integrou o Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE nos anos 60, lembra que ela apoiou João Goulart no começo do seu governo: A UNE era a favor das reformas e só começou a criticar o governo depois. A UNE está em lua-de-mel com o novo governo. Na bienal, cada broche com o nome da organização estava quase sempre acompanhado de outro com o nome de Lula. E Felipe só tem elogios ao presidente. O Governo Fernando Henrique Cardoso foi fechado para nós. Só conversamos com o então ministro da Educação, Paulo Renato, três vezes em oito anos, e sempre para negociar o fim de greves, reclama. Qual foi a primeira medida do Cristovam (Buarque, ministro da Educação) ? Não foi receber a UNE e sim ser recebido por ela. O secretário de Ensino Superior do MEC, Carlos Antunes, diz que o movimento estudantil será chamado a repensar o ensino público. As universidades públicas contribuíram muito para o Brasil, mas não estão acompanhando as transformações do mundo, diz o secretário, que participou de uma das conferências da bienal. Precisamos dos estudantes para encontrar saídas. O presidente da UNE aprova as recentes medidas econômicas e a ida de Lula ao Fórum Econômico, em Davos. Não podemos exigir que Lula mude tudo de uma hora para a outra, diz Felipe. O fórum de Davos é ultrapassado, mas entendo que um chefe-de-estado recém-eleito evite conflitos com forças que podem desestabilizar o país. A viagem de Lula foi diplomática. Mas ainda há oposição no movimento estudantil, de uma minoria, ligada ao PSTU. Na bienal, a barraca dessa galera exibia a faixa "UNE não pode ser governista". Lula foi eleito para reformular a política econômica de FH, rever o acordo com o FMI, parar de pagar a dívida externa e combater a expansão do ensino privado e não está fazendo isso, ataca o paulista Hermano Melo, diretor da UNE e filiado ao PSTU. A UNE está abrindo mão das suas bandeiras para não entrar em conflito com o governo. Somos minoria, mas vamos continuar lutando contra. O escritor e jornalista Arthur Poerner, autor do livro "O poder jovem", que relata a participação política dos estudantes na História do Brasil, recorda o período em que João Goulart também viveu sua lua-de-mel com a UNE: Jango até visitou a UNE com seus ministros em 1962. Foi a única vez em que um presidente visitou a UNE. Mas o movimento estudantil tem futuro sem o encanto de estar na oposição? Para Felipe, a eleição de Lula mostrou aos jovens que ser militante vale a pena. Ele prevê um aumento no número de estudantes no movimento. E engana-se quem acha que a UNE abandonará as manifestações. Vai haver oposição de forças conservadoras no Congresso e vamos pressionar a sociedade para apoiar as reformas de Lula, diz Felipe. Faremos pressão a favor. Bruno Porto viajou a convite da UNE (O Globo - 18/02/03) |
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