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O contato com outras culturas, a capacidade de se adaptar em ambientes diferentes e o conhecimento que se adquire são muito valorizados atualmente. Leia mais |
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Ter no currículo a experiência de um curso ou estágio concluído em um país diferente pode contar muitos pontos na hora de disputar uma vaga no mercado de trabalho. O contato com outras culturas, a capacidade de se adaptar em ambientes diferentes e o conhecimento que se adquire são muito valorizados atualmente, segundo os especialistas na área de educação. Mas vale o alerta de que não basta simplesmente uma incursão pelo exterior para se ter um lugar ao sol. Saber escolher os cursos, as escolas e as empresas onde serão realizados o intercâmbio é fundamental para se evitar frustrações. Opções existem aos montes, principalmente quando se faz uma pesquisa pela Internet. São várias as agências que oferecem pacotes sedutores, mas que podem causar uma grande decepção. Para não se arriscar em aventuras furadas, o ideal é pesquisar e buscar, principalmente nas faculdades e universidades, o elo para se encontrar uma boa oportunidade. A maior parte das instituições de Ensino Superior oferece um serviço de intercâmbio para seus alunos, que pode ser consultado por outros interessados. A estudante do oitavo período do curso de Relações Internacionais da PUC-Minas Amarilis Busch Tavares, 21 anos, está se preparando para embarcar, em janeiro, para a Holanda. Ela se inscreveu para participar do intercâmbio entre a PUC e a universidade Haagse Hogeschool, da Holanda, onde vai ficar por seis meses. Amarilis Tavares conta que já estava à procura de uma oportunidade, mas todos os pacotes que via eram muito caros ou não muito confiáveis. Descobrir o serviço da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da universidade foi a melhor coisa que me aconteceu. Lá, eu tenho a segurança de que não vou cair em cilada, afirma a Amarilis. O perfil da estudante, segundo a diretora interina da DRI, Rita Louback, é o que normalmente as instituições procuram. Pessoas que gostam de conhecer outras culturas, têm facilidade de se adaptar, possuem fluência em um idioma estrangeiro e bom rendimento acadêmico. A experiência de Amarilis no exterior também pode ter contado pontos para a seleção. Ela morou um ano nos Estados Unidos, onde aperfeiçoou os sete anos de curso de inglês feitos no Brasil, e um mês na Inglaterra. A PUC-Minas trabalha
com parcerias e convênios com universidades do exterior, com objetivo
estritamente acadêmico. A oferta de vagas é restrita aos
alunos de graduação e pós-graduação
da universidade. Nos intercâmbios oferecidos, normalmente o aluno
tem que arcar com a estadia e a alimentação. Apenas as taxas
dos cursos são gratuitas. Amarilis estima gastar cerca de US$ 600
por mês para se manter. Mas a contrapartida não é equivalente. Segundo Rita Louback, o Brasil não é um destino muito forte de intercâmbio, muito pela dificuldade de idioma. A oferta é bem maior em países do primeiro mundo, porque eles não conseguem preencher o quadro de alunos e buscam no terceiro mundo pessoas interessadas em se aperfeiçoar, diz. Na UFMG, o serviço de intercâmbio também existe e um dos princípios é a reciprocidade. Ao mesmo tempo em que a universidade manda alunos para o exterior, recebe estrangeiros que buscam conhecimento nos setores de excelência da universidade mineira. A Diretoria de Relações Internacionais da UFMG, segundo a diretora de Divulgação do setor, Maria Ester Melo Vale, está criando um novo convênio, com Argentina, Uruguai e Chile. Mas outras opções estão sempre disponíveis para consulta dos alunos, que precisam ter cursado 50% dos créditos, ter rendimento semestral igual ou maior que três e proficiência na língua do país para onde desejam ir. Informações também são disponibilizadas para quem não estuda na UFMG. Tanto a UFMG quanto a PUC têm convênio com a Alban, um programa de bolsas da Comissão Européia apenas para a América Latina. Além dos intercâmbios acadêmicos, há aqueles voltados só para estágios. A UNA Ciências Gerenciais abriga, em BH, o escritório da ONG Aiesec, presente em 87 países e em 15 cidades brasileiras. A ONG é administrada por estudantes e objetiva o desenvolvimento profissional e pessoal do estudante através do intercâmbio. A presidente da ONG em BH, Virgínia Nunes Alfenas, conta que são selecionados estudantes de graduação que tenham completado até 60% do curso ou que tenham até dois anos de formados. Informações pelo site www.aiesec.org.br. Pesquisar, correr atrás e descobrir oportunidades que se encaixam com o que o estudante está procurando. A Internet é um meio de se fazer essa pesquisa. No Brasil, existem várias instituições internacionais que trabalham com projetos e programas que visam levar o estudante brasileiro a experimentar o conhecimento no exterior. Um deles é o British Council, órgão oficial do Reino Unido para relações culturais e educacionais, que neste ano está levando, através de um de seus projetos, sete universitários para o Reino Unido. Um dos selecionados é o mineiro Cristiano Botelho Veloso, 22 anos, estudante de Direito da UFMG. Ele vai estudar Direito Comercial Internacional na University of Newcastle upon Tyne. Segundo a gerente de Educação do British Council no Brasil, Isobel Oliveira, os projetos e programas são sempre realizados com parceiros brasileiros como escolas de idiomas, associações de professores e outras instituições de ensino. As bolsas e os programas, normalmente, cobrem o custo do curso, o que, segundo ela, já é uma grande ajuda, porque são muito caros. Cabe ao aluno providenciar moradia e alimentação. A gerente do British Council afirma que os estudantes brasileiros são muito populares no Reino Unido, por serem ativos, criativos e interagir com facilidade. Os vários projetos e programas do Conselho Britânico, que oferece cerca de 600 mil cursos no Reino Unido, podem ser pesquisados no site www.britishcouncil.org.br ou www.educationuk.org.br. Em 27 de outubro, acontecerá em BH, no Minascentro, a Feira de Educação Britânica, onde serão sorteadas bolsas de estudos de cursos de inglês. A entrada é gratuita. Mas se o aluno está sem saber a que recorrer, as agências de cursos e intercâmbios no exterior podem ser uma saída, como a Foreign Language Service. Segundo uma das proprietárias, Márcia Proença, o serviço da agência faz o acompanhamento completo do estudante, com montagem do pacote de acordo com o que ele quer. Até 26 de setembro, a Foreign está cadastrando universitários, com inglês avançado, para trabalharem em Orlando (EUA). Informações pelo telefone 3227-7256. (Hoje em Dia – 18/09/03)
Uma empresa brasileira, a Embraer, sozinha, seria capaz de absorver todos os engenheiros aeronáuticos que se formam por ano e ainda teria necessidade de contratar profissionais para que o seu quadro de funcionários se completasse. (Folha Online – 18/09/03)
Algumas graduações oferecem diferentes habilitações para os estudantes. Isso pode acontecer, por exemplo, em alguns cursos de farmácia, no qual o aluno pode escolher ênfase em alimentos, em análises clínicas e em fármacos e medicamentos. As faculdades podem oferecer grades específicas ou dar opções de matérias optativas. Quando há disputa de vagas nas disciplinas, em geral, é utilizado o desempenho acadêmico para a classificação e a seleção dos alunos. (Folha de S. Paulo – 18/09/03) |
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