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Na disputa entre o governo, servidores e professores das universidades estaduais do Paraná, os prejuízos sobraram para estudantes. Com mais de cinco meses de paralisação, cerca de 35 mil alunos praticamente perderam um semestre de estudos e formandos que não puderam colar grau. Leia mais
A Universidade de São Paulo (USP) está disponibilizando um número de telefone para que alunos denunciem a prática de trotes, proibidos na instituição desde 1999. Mesmo assim, ontem (18/02) foi dia de caras pintadas na Cidade Universitária. Até pais participaram das brincadeiras. Leia mais
Na disputa entre o governo do Paraná, servidores e professores das universidades estaduais do Estado, os prejuízos sobraram para estudantes. Com mais de cinco meses de paralisação, cerca de 35 mil alunos praticamente perderam um semestre de estudos. Pior para os formandos que não puderam colar grau nas universidades de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste). Em conseqüência do movimento, os vestibulares de verão da UEL e da UEM foram suspensos. Em Cascavel, 2.180 calouros comemoraram a aprovação no concurso e já fizeram as matrículas. Mas ninguém sabe quando as aulas começarão. Segundo o presidente do sindicato dos professores da UEL, Cesar Caggiano, mais de 50% dos formandos estão tendo aulas. "O comando não autorizou, mas a pressão dos alunos levou a um acordo com o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão", disse. Na UEM, não há nenhuma aula. Vinte alunos de medicina conseguiram judicialmente o diploma. Em Cascavel, os formandos de odontologia receberam os diplomas por decisão judicial. Na Paraíba, o governo pediu à Justiça que decretasse a inconstitucionalidade da greve na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que já dura 125 dias. Segundo o representante do comando de greve, Eli Brandão, a Paraíba tem o menor piso salarial de professor do País: R$ 179. (O Estado de S. Paulo)
Ontem foi dia de caras pintadas na Cidade Universitária. Como o trote está proibido na Universidade de São Paulo (USP) e a reitoria colocou à disposição dos calouros um número de telefone para denunciar abusos, o que se via por todo lado eram alunos veteranos se esforçando para não extrapolar os limites. As matrículas nos câmpus da USP terminam hoje para os aprovados na Fuvest. Na Faculdade de Educação Física, os alunos tinham de deixar registrada a sua vontade de participar do trote. Uma câmera de vídeo registrava a intenção do calouro, que também precisava deixar a sua assinatura. Em seguida, começavam as brincadeiras. Com o cabelo raspado, o rosto e o corpo cheios de tinta e espuma de barbear, Daniel de la Monica, de 18 anos, "nadava" em uma poça de água. "É uma forma de conhecer os colegas", disse. Ao mesmo tempo, calouros e calouras passavam um palitinho de dente de boca em boca. "Ninguém precisa fazer o que não quiser", garantia o aluno do 3.º ano Cássio Marques. Perto dali, calouros e pais de calouros lotavam sala de matrículas da Escola Politécnica. Uma empresa gerenciada por alunos da própria Poli foi contratada para organizar o processo e montou um ciber café para que os pais pudessem relaxar enquanto os filhos se registravam na USP. Já a pedagoga Ideli Lopes dos Santos fez questão de acompanhar o filho Vinícios em tudo. Pediu para que escrevessem "Poli" na sua testa e tornou-se a sensação da festa de recepção dos calouros quando aceitou cair na piscina de tiro ao alvo. "Os pais participam de todo o processo do vestibular com o filho, por que não do trote?", explicou. Ideli aprovou todas as brincadeiras que fizeram com o filho. "Está tudo muito organizado e sem violência." Mais de 95% dos 750 novos alunos da unidade eram esperados ontem. "Estava ansioso e cheguei uma hora antes de começar a matrícula", contou Fábio Silveira, de 17 anos, que foi o primeiro a se matricular no curso de engenharia. O trote na USP está proibido desde 1999 por causa da morte do calouro Edison Tsung-Chi Hsueh, de 22 anos, cujo corpo foi encontrado no fundo da piscina do clube atlético da Faculdade de Medicina. (O Estado de S. Paulo)
A ouvidoria da USP criou neste ano um serviço para receber as denúncias de abusos cometidos pelos estudantes, o disque-trote, e os atendentes são alunos da própria universidade. O trote foi proibido na USP em 1999, após a morte do calouro Edison Tsung-Chi Hsueh, 22. Segundo a assessoria de imprensa da USP, até as 19h de hoje, primeiro dia de funcionamento, nenhum incidente havia sido registrado. O disque-trote funcionará de segunda a sexta, das 9h às 21h, até 18 de março, pelo telefone 0800-121090. (Folha de S. Paulo)
Está dada a largada para a campanha das próximas eleições para reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mal foram divulgados os nomes dos três únicos candidatos - o decano de Economia Carlos Lessa, o professor de Educação Física e presidente de escola de samba Eloy Eharaldt e o engenheiro civil Person Candido, ex-ocupante de cargos políticos no Estado - e o intrincado processo de escolha do novo administrador da universidade já promete render polêmica. Todos os candidatos têm se apresentado como nomes de oposição ao atual reitor, José Henrique Vilhena. Mas setores da comunidade acadêmica temem ainda um golpe para manutenção de Vilhena no cargo. As eleições na UFRJ não passam de uma consulta prévia a professores, estudantes e funcionários. Nas urnas, o peso dos votos dos docentes é maior (70%), do que os dos demais grupos (15% cada). Sem obrigação de respeitar o resultado do pleito, o Colégio Eleitoral elabora uma lista tríplice e o ministro da Educação, também livre de atender aos anseios da comunidade acadêmica, escolhe um dos nomes para ser o novo reitor. Pela segunda vez em quatro anos, caberá ao ministro Paulo Renato de Souza tomar a decisão. A consulta à comunidade acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de março. No dia 21, a lista tríplice será encaminhada ao ministério. ''O regulamento permite que, até o dia 21, apareça o Vilhena como candidato ou um indicado dele'', teme Simone Silva, diretora de Comunicação da entidade que representa os 18 mil funcionários da UFRJ, Sintuferj. O Sintuferj já tomou posição contra o sistema de escolha do novo reitor. ''É um processo ilegítimo, nada democrático. Não reconheceremos o resultado. A gente acha que isso é um golpe'', afirmou Simone. De uma reunião hoje, na sede do Sintuferj, sairá o texto final de um manifesto contra as regras em vigor para seleção do reitor. Amanhã, em assembléia geral, os funcionários decidirão de que forma se manifestarão contra a ordem vigente. Entre os 30 mil estudantes da UFRJ, nem mesmo os seus representantes fecharam uma posição única, a ser tirada somente em assembléia no próximo dia 26. ''Não reconheceremos o resultado dessas eleições e há uma proposta até de organizar um pleito paralelo com base em conceitos democráticos. Não estamos sequer em clima de campanha'', reclamou um dos diretores do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Bruno Bacellar, de uma das principais correntes estudantis, a Reviravolta, ligada ao PSTU. (Jornal do Brasil)
· Carlos Francisco Lessa - 65 anos, professor da UFRJ desde 1978, foi contemporâneo da economista Maria da Conceição Tavares no Instituto de Economia, que já dirigiu e do qual é decano desde 1998. Também preside o Instituto Virtual de Economia e Logística. · Eloy Eharaldt - 57 anos, engenheiro civil, já trabalhou no Incra e é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, do Departamento de Tecnologia da Construção da UFRJ. Também preside uma escola de samba, a Boi da Ilha do Governador. · Person Candido Matias da Silva - 50 anos, professor da Escola de Educação Física e Desportos e do Instituto Benjamin Constant. Ex-aluno, trabalha na UFRJ desde 1976. Ex-subsecretário estadual de Educação Física e ex-dirigente da Federação de Associações de Moradores do Estado. (Jornal do Brasil)
O reitor José Henrique Vilhena tem provocado polêmica desde o princípio de sua gestão, em 1998. Votado por uma minoria de professores, funcionários e estudantes (11%) e indicado em terceiro lugar pelo Colégio Eleitoral da universidade, ele foi o escolhido pelo ministro Paulo Renato que estava insatisfeito com o candidato mais votado, Aloísio Teixeira. Na época, Teixeira se manifestou contra o governo antes mesmo de ser oficializada a nomemação. Vilhena acabou tendo que recorrer à Polícia Militar para assumir o gabinete, ocupado por resistentes. Na ocasião, o Conselho de Graduação chegou a suspendeu as inscrições para o vestibular de 1999. Mas, por decisão do novo reitor, o vestibular acabou se realizando na data prevista. No ano passado, Vilhena voltou a estar na berlinda, por conta da decisão pessoal de não adiar o último vestibular. Alunos da rede pública federal seriam prejudicados nas provas por uma greve de professores. As provas foram anuladas pela Justiça e só serão realizadas em março próximo, nos dias 3, 17 e 24. (Jornal do Brasil)
A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) aumentou ontem seu time de professores titulares. O cirurgião do aparelho digestivo Joaquim José Gama-Rodrigues é o mais novo professor titular do Departamento de Gastroenterologia. O concurso para receber
o título é formado por duas etapas: prova didática
de erudição (aula) e arguição do memorial
(documento sobre a vida acadêmica, científica e profissional
do candidato, entregue com antecedência para a banca examinadora).
Como tema da aula, o professor escolheu câncer de estômago. A escolha foi motivada pela importância da doença no País. "É a segunda causa de morte por câncer nos homens e a quarta nas mulheres", afirmou o professor, também coordenador do Projeto Genoma Câncer Gástrico. Segundo Gama-Rodrigues, é preciso aprofundar o conhecimento sobre a doença. "Temos de elucidar aspectos desconhecidos e aplicá-los no diagnóstico, na prevenção e no tratamento do câncer gástrico." Em sua aula, o professor chamou a atenção para os fatores de risco da doença e a importância do diagnóstico precoce. O câncer de estômago é mais comum em pessoas na faixa dos 45 anos. No Brasil, 10% dos casos são diagnosticados precocemente. (O Estado de S. Paulo) |
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