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O ministro da Educação, Cristovam Buarque, afirmou ontem que cota para negros nas universidades não resolve a desigualdade social no país. Segundo Cristovam os alunos de classe baixa continuarão excluídos da universidade. Leia mais.
A Faculdade de Medicina de Botucatu, da Unesp, colocou em funcionamento a Escola Médica Virtual, um novo canal para atualização e treinamento de profissionais de saúde. A Escola Médica Virtual disponibiliza aulas, cursos, relatos de casos clínicos e materiais de estudo. Leia mais.
O ministro da Educação, Cristovam Buarque, afirmou ontem que cota para negros nas universidades não resolve a desigualdade social no País."Cotas ajudam a mudar a cor da universidade, mas não a classe. Os pobres continuarão excluídos", insistiu o ministro. Ele argumenta que a população de baixa renda em geral não passa da 4.ª série do ensino fundamental, bem longe da porta da universidade. Cristovam considera uma vergonha a elite brasileira ser composta apenas por brancos e não haver afro-descendentes entre embaixadores e turistas brasileiros no exterior. Na cerimônia do Fórum Brasil de Educação do Conselho Nacional de Educação, ontem, ele observou que o ministro da Cultura, Gilberto Gil, era um dos únicos negros presentes no auditório com capacidade para 500 pessoas. Apesar das críticas, o ministro diz ser favorável às cotas. Nos Estados Unidos, exemplifica, serviu para garantir o acesso dos hispanos-americanos às universidades. Mas é contra a imposição desse regime para a sociedade inteira: "Não seria bom para os negros." Para o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, a falta de critérios bem definidos não invalida a importância de se ter cota para reduzir a desigualdade. "O sistema permite ir equilibrando a desigualdade, enquanto se busca melhoria substancial do ensino público", defendeu. Werthein disse que nos Estados Unidos também foi complicado definir critérios, mas durante muitos anos ajudou a integrar o setor da população postergada. Cristovam ressalta que a desigualdade entre as classes só se resolverá com "uma tremenda escola pública, gratuita, de qualidade, para todas as crianças". Em 15 anos, esse problema estaria sanado e a discussão de cotas perderia o sentido. "Quando se faz uma revolução não é o fuzil dos revolucionários que traz igualdade, é o lápis do professor que constrói a igualdade", disse o ministro. Cristovam diz que manter a desigualdade é "uma burrice" que acabará gerando dois tipos de brasileiros. Ele insiste que o preconceito mais forte no País não é o de raça, é o de classe. Com base em números do Institituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) do MEC, o ministro comenta que uma pessoa pobre no Brasil recebe ao longo de toda a sua vida R$ 3.200,00 de investimento educacional, porque permanece apenas quatro anos na escola e o Fundef garante o repasse de R$ 800,00 ao ano por aluno. Já um filho de classe média recebe R$ 250 mil de investimento, porque fica 20 anos na escola, gasta R$ 1 mil mensal com escola, ginástica, balé ou inglês. "Um país assim não é uma república ainda", conclui. O sistema de cotas implantado pelo ex-governador do Rio Anthony Garotinho sofreu ontem uma derrota judicial. Nino Oliva, candidato de Direito da Uerj, conseguiu liminar garantindo a vaga a que teria direito pela pontuação caso não existisse a reserva de vagas. (O Estado de S. Paulo - 19/02/03)
A Faculdade de Medicina de Botucatu, da Unesp, colocou em funcionamento a Escola Médica Virtual, um novo canal para atualização e treinamento de profissionais de saúde, que fica no endereço www.emv.fmb.unesp.br. A Escola Médica Virtual disponibiliza aulas, cursos, relatos de casos clínicos, materiais de estudo e todo o acervo de conhecimentos reunidos nos 13 departamentos de especialidades da Faculdade de Medicina de Botucatu e em seus registros e bibliotecas, além de permitir links com outras instituições da pesquisa do Brasil e do Exterior. O coordenador do projeto, prof. Carlos Caramori, do Departamento de Clínica Médica da FMB, informou que a Escola Médica Virtual desenvolverá ainda programas voltados especialmente aos profissionais da rede pública de saúde no Estado de São Paulo. (Agência PontoEdu - 19/02/03)
Os recém-eleitos coordenadores de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero pediram demissão antes do início das aulas, anteontem. A direção da faculdade deve anunciar hoje os substitutos. Haverá composição entre os dois grupos que disputaram a eleição. O processo de escolha da chefia do curso havia criado uma crise. Dezessete professores, de um total de 30, ameaçavam demitir-se por causa da nomeação do coordenador Welington Andrade e do vice-coordenador Carlos Costa. O grupo argumentava que, em eleição entre professores da faculdade, os vencedores foram Luiz Costa Pereira Jr. e Marcelo Coelho, colunista da Folha. Costa Pereira, que concorria a coordenador, teve 19 votos contra os 8 de Andrade. Coelho, candidato a vice-coordenador, recebeu 20 indicações, e Carlos Costa, 7. Nota da direção da faculdade dizia que a eleição serve apenas para formar uma lista tríplice. A nomeação cabe ao diretor, Erasmo de Freitas Nuzzi. Os dissidentes divulgaram carta aberta na sexta-feira passada, na qual ameaçavam demitir-se. No dia seguinte, sábado, os coordenadores nomeados apresentaram sua renúncia. Andrade e Costa disseram que renunciaram para facilitar as negociações. O novo coordenador deve ser Mario Vitor Santos, ex-ombudsman da Folha, e o vice, o próprio Andrade -numa composição dos dois grupos. Andrade diz que foi consultado e aceitou ser vice. Carlos Costa faz uma ressalva. Ele afirma que, durante a polêmica, faltou discutir a qualidade do ensino. Segundo Santos, a faculdade vai atender a reivindicações apresentadas: o número de alunos por classe será reduzido de 50 para 45 em 2004, e o coordenador anterior Marco Antonio Araújo poderá ser readmitido. (Folha de S. Paulo - 19/02/03)
Estudantes e professores podem encontar gratuitamente e em versão integral, na Internet, uma série de obras literárias de alguns dos mais importantes autores da literatura mundial. Tudo isso e uma série de outras informações podem ser facilmente acessadas no site da Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro (Bibvirt), que vem crescendo a cada ano. A Bibvirt conta hoje com mais de 200 obras da literatura brasileira e portuguesa, como textos dos autores Machado de Assis, Eça de Queiroz e José de Alencar. Ler uma dessas obras na Bibvirt é muito simples, como explica a editora do site Simone Freitas: 'a pessoa entra na página, seleciona o texto e pode ler diretamente na tela ou fazer o download para imprimir ou mesmo ler sem estar conectado. Muitas obras também podem ser acessadas em um Palm'. A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro nasceu em 1997 de uma parceria entre a AT&T Foundation e a Escola do Futuro da USP. Além dos livros, conta ainda com resenhas enviadas por colaboradores e com uma hemeroteca que disponibiliza artigos de revistas e publicações com assuntos não encontrados nos livros. 'Com isso é possível para o internauta encontrar uma variedade muito maior de temas', explica Simone. A quantidade de informação vai ainda mais longe, com vídeos, áudios e mais de 1.500 imagens. Para as crianças há uma sessão especial com histórias faladas e músicas. Dentro da sessão de sons, a Bibvirt conta ainda com o 'Tome Ciência' com o áudio de entrevistas feitas pelo IBICT/MCT em parceria com a SBPC e veiculados pela rádios USP nos anos 80. Também está disponível a versão completa do Telecurso 2000, todas as aulas dos livros do programa são encontradas no site. A Biblioteca Virtual busca apoio para aumentar ainda mais o seu conteúdo e pode ser acessada no endereço www.bibvirt.futuro.usp.br. (Agência PontoEdu - 19/02/03) |
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