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A partir do próximo semestre os estudantes carentes de faculdades privadas terão direito a bolsas de estudos iguais ou superiores a 50% do valor das mensalidades. A lei, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda modifica algumas regras do Fundo de Financiamento ao estudante do ensino superior. Leia mais
A Universidade Edith Cowan, na Austrália, enxergou potencial acadêmico por trás das pranchas e criou a primeira graduação para surfistas. É o curso Surfe, Ciência e Tecnologia, que terá duração de três anos. A primeira turma está prevista para janeiro de 2002. Leia mais
A partir do próximo semestre os estudantes carentes de instituições de ensino privadas terão direito a bolsas de estudos iguais ou superiores a 50% do valor das mensalidades. Isso é o que determina uma lei sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com a lei 10.260, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República no dia 12 de julho, as instituições de ensino superior que usufruem da isenção das contribuições ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) terão que destinar o equivalente às contribuições economizadas à concessão de bolsas de estudos a estudantes carentes. As instituições terão que formar uma comissão para selecionar os estudantes que realmente necessitem do benefício. Além de dar o direito da bolsa de estudos, a lei ainda modifica algumas regras do Fundo de Financiamento ao estudante do ensino superior. De acordo com o secretário-executivo do MEC, Luciano Oliva Patrício, as instituições irão continuar a receber exclusivamente títulos que servem para pagar contribuições ao INSS. A diferença é que, com a nova lei, as instituições podem negociar os seus títulos com outras empresas, pelo valor que conseguirem. "Agora, os títulos podem ser negociados com fornecedores, empresas prestadoras de serviços ou mesmo bancos aos quais as escolas devam", afirmou. O secretário-executivo afirmou ainda que as empresas que comprarem os títulos das instituições de ensino superior terão que usá-los no pagamento de contribuições ao INSS. A lei prevê trata também dos saldos devedores do antigo Programa de Crédito Educativo, que deverão ser vendidos à Caixa Econômica Federal. Segundo o MEC, estes recursos serão destinados para o caixa do Fies. Com essa nova determinação, o Ministério espera que a Caixa poderá oferecer melhores condições para os devedores do antigo programa de crédito. (Folha OnLine)
Uhuuuu! O grito que os surfistas costumam soltar depois de sair de tubos nas mais perfeitas ondas do mundo vai ser ouvido na entrega de um canudo de curso superior. A Universidade Edith Cowan, a 200 km de Perth, na Austrália, enxergou potencial acadêmico por trás das pranchas e parafinais e criou a primeira graduação para essa tribo. É o curso Surfe, Ciência e Tecnologia, coisa séria, com duração de três anos, e primeira turma prevista para janeiro do ano que vem. ''Não é brincadeira, vai ser um bacharelado rigoroso'', avisa a reitora da universidade, Elisabeth Hatton. Mas ratos de praia, catadores de concha e outros bichos-preguiça de plantão que vivem nas praias do mundo também poderão ter vez, se quiserem estudar. ''O curso é uma forma de ter algo que os interesse, uma graduação de verdade, que não fariam em outra situação'', perdoa a reitora. Entrar pode até não ser assim tão difícil, mas Hatten não quer colocar bacharelados em surfe sem boa formação no mercado. Montou, então, uma grade com temas que areia nenhuma emperraria: ciência, tecnologia, negócios e trabalhos práticos. ''Começa com noções básicas sobre o curso, como ciências do oceano, materiais, tecnologia e estudos em business. Ao mesmo tempo, o aluno vai analisar o esporte relacionado à recreação e iniciar os trabalhos práticos, que serão desenvolvidos mais tarde'', explica Hatten, em entrevista ao Jornal do Brasil via e-mail. O vagabundo que resolver matar aula para pegar onda com os amigos não vai resistir ao segundo ano. ''A ciência do oceano é direcionada aos assuntos do surfe, como meteorologia marinha, ondas e correntes. Os materiais são aprofundados apenas para o esporte. A parte de business esportivo, incluindo a administração de eventos, e os processos financeiros serão analisados'', antecipa a reitora. Nos bimestres finais, a aula fica mais legal. ''Estudarão biologia aliada à performance no esporte''. Com muitas aulas práticas, claro. Quem chegar ao último ano, além de trocar a toga da formatura por uma bela camisa florida, vai longe no mercado. ''O curso foi feito para formar profissionais capazes de trabalhar em companhias multinacionais envolvidas nesse esporte, como Billabong e Rip Curl, ou trabalhar em empresa médias como sócio ou gerente. Ainda há a possibilidade de trabalhar em áreas ligadas ao mar ou ao meio ambiente'', diz Hatton, que firmou parceria com a Universidade de Plymouth, na Inglaterra. (Jornal do Brasil)
Alunos da rede pública acorrentaram-se ontem às grades do campus da Universidade do Estado do Rio (Uerj), em protesto contra a demora na regulamentação da lei que destina 50% das vagas da instituição aos candidatos de escolas públicas. Um deles chegou a subir numa cruz, imitando Jesus Cristo. A lei foi votada no início do ano e sancionada em abril pelo governador Garotinho. Foi, então, criada uma comissão para estudar sua regulamentação. (O Estado de S. Paulo) |
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