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O governo do Paraná obteve o apoio de 150 representantes da sociedade condenando a greve nas universidades estaduais, que fez cinco meses no fim de semana. O texto foi assinado na apresentação do projeto de lei propondo autonomia administrativa às instituições de ensino superior. Leia mais
O governo do Paraná obteve hoje (20/02) manifesto de apoio de cerca de 150 representantes da sociedade condenando a greve nas universidades estaduais, que fez cinco meses no fim de semana. O texto foi assinado na apresentação do projeto de lei propondo autonomia administrativa às instituições de ensino superior. Amanhã, o comando de greve das três principais universidades do Estado irá à Assembléia tentar discutir o projeto com os deputados. A proposta prevê repasse de 9% da receita de ICMS para sustento das universidades, transfere às instituições a definição de reajustes e implantação de planos de carreira, cria controle externo e reserva 80% das vagas para estudantes paranaenses. Para Pedro Gordan, reitor da UEL (Universidade Estadual de Londrina), "o pacote dá possibilidade ao reitor para propor reposição salarial a médio prazo, mas a greve é por reposição agora". O governo estuda até suspender salários, segundo membro da equipe do governador Jaime Lerner (PFL). O governador disse que "a conta da greve é de R$ 105 milhões, pagos a servidores que não trabalham" e que a paralisação "lembra adolescentes que pedem aumento de mesada". O professor da Unioeste (Universidade do Oeste do Paraná), Luiz Fernando Reis, do comando de greve, diz que o projeto "não prevê ganho salarial algum". Os grevistas querem reajuste de 30%. (Folha OnLine) |
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