|
|||||||||||||||
|
O Senado aprovou o projeto de lei que concede reajuste de 13% em média a professores e funcionários das universidades federais. O governo prevê que o reajuste represente um acréscimo de R$ 366 milhões às verbas destinadas à educação em 2002. Leia mais
O Movimento do Sem Universidade (MSU) reuniu 100 integrantes ontem (19/12) de manhã para invadir um prédio administrado pela Universidade de São Paulo (USP). O grupo, que só deixou o local durante a tarde, protestava contra o número de aprovados na primeira fase da Fuvest: 27.206 entre mais de 140 mil inscritos. Leia mais
O Senado aprovou, em votação simbólica (não nominal) o projeto de lei que concede reajuste de 13% em média a professores e funcionários das universidades federais. O projeto agora vai para a sanção do presidente. O governo prevê que o reajuste represente um acréscimo de R$ 366 milhões às verbas destinadas à educação em 2002. Do montante, apenas R$ 150 milhões provém do Ministério da Educação. O restante foi obtido em emendas parlamentares. O projeto foi votado em regime de urgência, já que sua aprovação foi condição para que a greve dos professores federais fosse encerrada. O reajuste foi estendido às gratificações dos aposentados, beneficiários e residentes dos hospitais universitários federais. A greve dos professores federais durou mais de cem dias e causou adiamento de vestibulares e atraso no término do ano letivo. As universidades, que têm autonomia sobre o calendário escolar, retornaram ao trabalho após a aprovação do projeto no Congresso, no dia 6 de dezembro. No entanto, os efeitos da paralisação serão sentidos até 2003. A LDE (Lei de Diretrizes da Educação) determina que o semestre letivo tenha pelo menos cem dias de aula. A maioria das instituições federais de ensino decidiram recomeçar as aulas após as festas do fim de ano, ou seja, no começo de janeiro. (Folha Online)
O Movimento do Sem Universidade (MSU) reuniu 100 integrantes ontem (19/12) de manhã para invadir um prédio administrado pela Universidade de São Paulo (USP), na rua Major Diogo, Centro da cidade. O grupo, que só deixou o local durante a tarde, protestava contra o número de aprovados na primeira fase da Fuvest: 27.206 entre mais de 140 mil inscritos. "Precisamos de mais vagas nas universidades públicas. Hoje, as pessoas não têm o direito de ver seus filhos na universidade. Mas é o dinheiro do ICMS do pãozinho e do arroz do povo que sustenta essas universidades", afirmou um dos coordenadores do movimento, Sérgio José Custódio. O MSU reivindica também a construção de uma universidade popular no espaço da Casa de Detenção, no Carandiru, Zona Norte, que está sendo desativada pelo estado. "Apresentaremos a nossa pauta de reivindicações na Assembléia e queremos uma resposta do Governo", completou o coordenador. (Diário de S. Paulo)
A lei que reserva 50% das vagas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) para alunos da rede pública corre o risco de não ser posta em prática no próximo ano caso o governo do Estado não libere a tempo os recursos para a aplicação das provas. De acordo com a Uerj, são necessários R$ 10 milhões para a realização de quatro exames destinados a 600 mil estudantes do ensino médio, que sempre estudaram em escolas públicas do Rio. (O Globo)
O vestibular é o meio que a instituição tem para definir qual o perfil deseja de seus futuros estudantes. Essa opinião é do presidente da Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu), Magno Maranhão, que dirige uma entidade que reúne 56 dos 60 centros universitários do País. Segundo o professor Maranhão, cada faculdade ou centro universitário tem o direito de escolher que tipo de aluno vai freqüentar os cursos da faculdade. "Se a instituição tem ênfase nas ciências da saúde, pode selecionar alunos com perfil nessa área", afirmou. As instituições também podem ter outros interesses, como matricular somente alunos com alto nível de escolaridade. O concurso serviria então para eliminar pessoas com menos bagagem cultural. "Não se pode perder a idéia de que a universidade é elitista. Dar um diploma para todo mundo não vai trazer desenvolvimento para o País", disse. Para se aumentar o percentual de brasileiros que fazem um curso superior - a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) prevê como ideal que 30% dos brasileiros façam algum tipo de curso superior - Maranhão cobra uma ajuda do Estado. "Se o Governo não financiar, não vai se absorver a camada pobre", afirmou Maranhão. Para o presidente da Anaceu, o Governo poderia criar um vale-educação como forma de dar condições para as pessoas que não teriam condições de frequentar uma faculdade privada. (Agência PontoEdu) |
|
|||||||||||||