|
|||||||||||||||
|
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou na noite de anteontem, durante a cerimônia de formatura de 6.233 professores em Pedagogia, no Ginásio do Ibirapuera, o lançamento de um programa de bolsas de mestrado aos professores da rede estadual. Leia mais.
O governador Geraldo Alckmin anunciou na noite de anteontem, durante a cerimônia de formatura de 6.233 professores em Pedagogia, no Ginásio do Ibirapuera, o lançamento de um programa de bolsas de mestrado aos professores da rede estadual. A platéia de quase 8 mil pessoas - incluía parentes dos formandos - vibrou com a novidade como em um programa de auditório, acenando com os chapéus de formatura nas mãos, canudos com diploma e assobiando. Alckmin disse que o número de beneficiados ainda será definido. Presente no evento, o secretário de Estado da Educação, Gabriel Chalita, antecipou que há um estudo técnico nas mãos de especialistas que avaliam custos e formas de concessão das bolsas. Uma análise prévia, porém, estima que mais de 7 mil professores possam fazer a especialização e a meta é viabilizar o programa já no primeiro semestre do próximo ano. "Vamos investir R$ 300 milhões em capacitação dos professores e a verba para os programas de mestrado está no meio desse montante", disse Chalita. A inscrição no programa deve partir espontaneamente do professor. Ao ser aprovado em um mestrado, se for em uma universidade pública, é provável que o professor receba uma ajuda de custo para a compra de livros. Caso seja em uma faculdade particular, o Estado poderá bancar o curso integralmente e ainda ajudar na compra de material. (Terciane Alves) (O Estado de S. Paulo - 20/12/02)
A mão-de-obra em idade ativa com grau superior também é a menor, 7%. Na qualidade das escolas públicas, o Brasil é o penúltimo entre os países analisados, com 58%, perdendo apenas para o México, com 60%. O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, disse que, apesar do resultado da pesquisa, "reconhece os esforços feito pelo governo federal no sentido de melhorar a educação no país." (Agência PontoEdu - 20/12/02)
Comissão analisa quatro opções de local para abrigar nova unidade; preferência é por espaço no parque do Carmo Quatro regiões da zona leste de São Paulo estão sendo estudadas para abrigar um novo campus da USP. Uma comissão da universidade está analisando a infra-estrutura e as condições dos locais. Segundo Adolpho José Melfi, reitor da USP, a região de preferência da instituição seria uma área do parque do Carmo. Isso porque o local integra o projeto de expansão do Metrô e da avenida Jacu-Pêssego, que faria a ligação entre Guarulhos e o ABC. O campus poderia ser instalado no parque Ecológico do Tietê, mas o terreno dificultaria a obra de fundação dos prédios, além de a região estar sujeita a alagamentos. Outras duas regiões analisadas têm problemas de contaminação de solo ou a área disponível é pequena. A Assembléia Legislativa aprovou na quarta-feira uma emenda ao Orçamento do Estado que destinará R$ 5 milhões para o novo campus. O projeto de lei será encaminhado ao governo, que terá 15 dias para sancioná-lo. Para Melfi, esses recursos serão suficientes só para o primeiro ano de obras. O custo do novo campus deve ser divulgado em fevereiro, quando nova proposta de orçamento será levada aos deputados. Atualmente, estima-se que o campus custará R$ 60 milhões, em quatro anos. O início das aulas está previsto para 2004. Em 2001, o governador Geraldo Alckmin vetou o projeto de lei do deputado estadual Jamil Murad (PC do B) que previa a criação de uma universidade pública na zona leste. Neste ano, foi inaugurada a Fatec da Zona Leste -primeira instituição pública e gratuita de ensino superior na região-, que oferecerá 240 vagas em cursos de tecnologia semestrais em 2003. Segundo Sérgio José Custódio, coordenador do MSU (Movimento dos Sem Universidades), a criação do campus é o primeiro passo para atender às necessidades da população da região. Ele diz que um estudo feito pelo MSU aponta que faltam cerca de 180 mil vagas em universidades públicas no Estado para pessoas que não podem pagar a mensalidade de uma instituição privada. Desse total, 20 mil seria a demanda não atendida na zona leste. Serão oferecidas mil vagas em cursos de graduação de quatro anos. Os cursos previstos são: arquitetura (paisagística e de interiores), arqueologia, ciências ambientais, marketing (pesquisa de mercado e pesquisa de opinião), turismo, promotor cultural, serviço social, psicologia (recursos humanos), cooperativismo, políticas públicas, ciências atuariais, formação de professores, música (popular), esporte e moda. (Folha de S. Paulo - 20/12/02)
Mal se passaram seis meses de calmaria depois de quatro anos de uma tumultuada gestão de José Henrique Vilhena e a UFRJ já começa a viver novamente o clima de eleição. Com o anúncio ontem de que o atual reitor Carlos Lessa deixará a universidade para ocupar a presidência do BNDES no dia 1 de janeiro, o conselho universitário decidiu, em sessão extraordinária, que uma nova consulta deve ser feita até o início de abril para a escolha de seu sucessor. Enquanto isso, assume o atual vice-reitor, Sérgio Fracalanza. Na própria reunião do conselho universitário já foram citados prováveis integrantes da lista tríplice que deverá ser entregue ao futuro presidente, para que ele escolha o novo reitor. Além de Fracalanza, surge como nome forte na UFRJ o professor de economia Aloísio Teixeira, candidato mais votado na consulta para reitor de 1998, que acabou sendo derrotado por Vilhena, escolhido pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Teixeira discursou ontem na sessão extraordinária na universidade. Lamento a ida do Lessa para o BNDES, mas, se for escolhido pela universidade, assumirei a reitoria, disse. Lessa descarta possibilidade de voltar ao cargo Apesar de adversário do físico Luiz Pinguelli Rosa, outro nome cotado, Teixeira disse que apenas um dos dois vai concorrer ao cargo, o que foi acertado numa reunião há dois dias. Outro nome que corre por fora é o de Carlos Tannus, decano do Centro de Letras e Artes. No último conselho universitário como reitor, Lessa descartou qualquer possibilidade de voltar para o cargo: Só pretendo continuar na universidade como professor. Lessa anunciou um convênio com a Petrobras que pode resultar na construção de uma concha acústica às margens da Baía de Guanabara. (O Globo - 20/12/02)
Conseguir um emprego será difícil para muitos estudantes de escola de administração de empresas que vão se formar na próxima primavera, mas será especialmente desafiador para os candidatos estrangeiros de MBA. Entre 30% e 40% da maioria das classes das principais escolas de administração são compostas de estudantes estrangeiros e muitos deles freqüentemente permanecem nos Estados Unidos. Mas, muitas vezes, são deixados de fora - e não apenas devido à economia. Os empregadores também relutam cada vez mais a contratar tais estudantes devido às rígidas regras de imigração. Algumas companhias de serviços de tecnologia e financeiras e de produtos de consumo vêm informando às escolas de administração que não estão nenhum pouco interessados em estudantes estrangeiros neste ano. "Estamos realmente limitados no que podemos fazer por eles (nos Estados Unidos)", diz Ilse Evans, diretor executivo de serviços de carreira e iniciativas da Escola Haas de Administração de Empresas da Universidade da Califórnia, em Berkeley. As oportunidades para os estudantes estrangeiros de administração de empresas que estudam nos Estados Unidos também estão limitadas em outros lugares. Os dirigentes da Escola Anderson de Administração de Empresas da Universidade da Califórnia, Los Angeles, fizeram recentemente uma turnê e descobriram que esse era o caso em locais como Londres e México. Embora o passo natural para os estudantes seja o de voltar para casa devido ao ritmo lento do mercado norte-americano, "em certos lugares, as oportunidades também estão secando", diz Alysa Polkes, diretor de carreiras e iniciativas corporativas na escola. Existem outras questões. Um conselheiro de carreira de escola de administração diz que os estudantes de alguns países enfrentam pressão cultura para encontrar empregos. "Fui informado por um estudante chinês que se ele retornasse à China sem ter sido contratado para trabalhar nos Estados Unidos, teria sido considerado uma desgraça", explica. "A vergonha é um fator cultural importante que a maioria de nós que cresceu nos Estados Unidos não consegue compreender." A situação está tão difícil que certas escolas de administração estudam admitir menos estudantes de fora em anos subsequentes. A maioria das escolas está simplesmente empenhada em criar iniciativas de busca de emprego que ajudarão os candidatos em programas de mestrado em administração de empresas tanto nos Estados Unidos como no exterior. Argentinos e brasileiros No mês passado, a escola Tuck de Administração de Empresas, de Dartmouth, em Hanover, New Hampshire, fez levantamento para identificar preocupações dos estudantes, focando a nacionalidade. "Fizemos isso porque os argentinos têm uma situação diferente dos brasileiros", explica Steve Lubrano, reitor assistente e diretor do programa de MBA. "Um tamanho não se ajusta a todos." Se um recrutador diz que entrevistará somente cidadãos norte-americanos e residentes permanentes, o sistema de currículos online na Escola Goizueta de Administração de Empresas da Universidade Emory, em Atlanta, não permitirá a inscrição de estudantes estrangeiros. A escola, mesmo assim, enviará um lote de currículos destes estudantes junto com uma carta explicativa para convencer o recrutador a considerar, de qualquer forma, o candidatos com MBA. E a Escola de Graduação Babcock de Administração de Empresas da Universidade Wake Forest, em Winston-Salem, Carolina do Norte, tenta educar empregadores resistentes sobre como é fácil e custa pouco à empresa patrocinar um visto para estudante. "Estamos distribuindo folhetos de marketing que tentam educar os empregadores a esse respeito, porque cerca de 50% do tempo, essa questão é debatida", afirma Ned Tobey, diretor do centro de gerenciamento de carreiras da escola. Mas na maioria das vezes, são os próprios estudantes que tentam melhorar sua situação. Paola Arguella, de 23 anos, da Nicarágua que é candidata de MBA em Goizueta, não permitiu que a relutância de alguns recrutadores em aceitar seu currículo a impedisse de promover agressivamente sua experiência varejista na feira de carreiras da Sociedade Nacional de MBA Hispânicos realizada no mês passado em Phoenix, Arizona. Ela diz que obteve boa receptividade e acabou com algumas indicações. "Só tive de ser clara e articulada quando à maneira como eu poderia ajudar a companhia deles", relata Arguella. (Gazeta Mercantil - 20/12/02) |
|
|||||||||||||