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As universidades estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp) terão em 2002 uma verba suplementar de R$ 50 milhões, além dos 9,57% da cota-parte da arrecadação do Estado com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o dinheiro tem como meta criar 3.000 vagas e instalar novos cursos em cidades que precisam alavancar a economia. Leia mais
Os sindicatos dos professores e trabalhadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) se uniram ontem (20/12) para um ato político, didático e festivo em frente ao Hospital São Paulo, na Zona Sul. O encontro aconteceu em comemoração ao reajuste salarial de 13% e a contratação de dois mil professores para 52 universidades em todo o país, conquistados com o fim da greve. Leia mais
As universidades estaduais de São Paulo -USP, Unesp e Unicamp- terão em 2002 uma verba suplementar de R$ 50 milhões, além dos 9,57% da cota-parte da arrecadação do Estado com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que recebem normalmente. Segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o dinheiro tem como meta criar 3.000 vagas e instalar novos cursos em cidades que precisam alavancar a economia. "Nos últimos 12 anos, as universidades abriram 200 vagas no vestibular a cada ano. Neste ano já foram 1.086 com os novos cursos." No vestibular 2002, foram oferecidas 7.811 vagas na USP, 5.525 na Unesp e 2.574 na Unicamp. Este ano, a cota-parte líquida do Estado na arrecadação do ICMS ficou em torno de R$ 24 bilhões. Dos 9,57% repassados às universidades, cerca de 5% vão para a USP, 2,3% para a Unesp e 2,1%, para a Unicamp. Ontem (20/12), Alckmin também liberou crédito suplementar de R$ 17 milhões para a Unesp, para que seja implantado o programa Pedagogia Cidadã, de formação de professores das redes municipais. "Os professores de 1ª a 4ª série do Estado já fizeram o curso de pedagogia oferecido por nós. A Unesp vai fazer o mesmo para os professores municipais." Alckmin e a secretária Rose Neubauer (Educação) tiveram ontem encontro com representantes de diversas prefeituras. Foram assinados convênios com 242 municípios para reforma e construção de escolas municipais e estaduais e convênios com 17 prefeituras no programa de municipalização do ensino fundamental. Sobre os resultados do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar), feito em 29 de novembro, Alckmin disse acreditar que houve avanço no sistema de ensino do Estado. "A avaliação mostrou que não existe aprovação automática, os alunos vão fazer cursos nas férias e melhorar." Cerca de 30% dos 929 mil alunos que fizeram o exame não conseguiram acertar nem metade das 30 questões e farão recuperação em janeiro. Caso não passem, farão um ano de recuperação. O deputado estadual Cesar Callegari (PSB) entrou com representação no Ministério Público contra a recuperação nas férias. Segundo Callegari, as escolas devem decidir se os alunos são ou não aprovados. Para a secretária Rose Neubauer, a representação não faz sentido. "O que estamos fazendo é garantido pela Lei de Diretrizes e Bases." (Folha de S. Paulo)
Os sindicatos dos professores e trabalhadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) se uniram ontem (20/12) para um ato político, didático e festivo em frente ao Hospital São Paulo, na Zona Sul. Um bolo de quatro metros de altura foi preparado para o evento e os pedaços foram distribuídos a professores, alunos, funcionários, residentes da universidade e para pacientes do hospital. "Neste final de ano letivo estamos comemorando as conquistas da greve que durou 108 dias: reajuste de 13% no salário e a contratação de dois mil professores para 52 universidades federais em todo país em 2002", explicou a presidente do sindicato dos professores da Unifesp, Soraya Smaile. Os pedaços de bolo foram distribuídos acompanhados de bandeirinhas com mensagens de protesto, como: "Se vocês pensam que a educação é cara, tentem a ignorância." O deputado estadual Jamil Murad (PC do B) disse que o bolo tinha um sabor de conquista. "Os professores e servidores mostraram garra e união. Vitória para o povo e derrota para o ministro da Educação, Paulo Renato", disse Murad. Uma fatia de bolo também foi servida ao deputado federal Ivan Valente (PT), membro da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados. "Comemoro com a comunidade acadêmica as boas lutas e as vitórias de 2001", comentou. (Diário de
S. Paulo) |
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