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De 1995 a 2001, fisioterapia foi a carreira da área de saúde que proporcionalmente mais cresceu, de 63 para 210 cursos. Leia mais:
O Ministério da Educação (MEC) credenciou quatro cursos de graduação a distância do Instituto Universidade Virtual Brasileiro (IUVB): bacharelado em Administração, Marketing, Economia e Secretariado Bilíngüe. Leia mais:
De 1995 a 2001, fisioterapia foi a carreira da área de saúde que proporcionalmente mais cresceu, de 63 para 210 cursos. Segundo o MEC, os 233% de aumento só são superados por turismo, que cresceu 794% (de 36 para 322). O "boom" na oferta de cursos fez com que o mercado de trabalho ficasse cada vez mais disputado na década passada. Ainda hoje, para arranjar um emprego, o recém-formado precisa ter diferenciais, como as especializações, que geralmente duram entre um e dois anos, após a graduação. Algo que compensa o número de profissionais é a grande variedade de áreas de atuação, que vão de clínicas a clubes de futebol, passando por hospitais e empresas. Em todas elas, o objeto de trabalho são os movimentos do corpo e seus possíveis problemas. O fisioterapeuta é o responsável por fazer o chamado diagnóstico funcional, em que são avaliados quais as funções e os movimentos que um determinado problema afetou e em que são verificados, por exemplo, se houve perda de sensibilidade. A partir disso, o próprio profissional define e aplica o tratamento, avaliando a sua evolução. Além das técnicas que têm por base a repetição de movimentos, o fisioterapeuta pode utilizar outros recursos, como calor, corrente elétrica e laser. Além dos tratamentos, o fisioterapeuta também atua na prevenção. Em empresas, por exemplo, ele integra uma equipe com outros profissionais de saúde, avaliando se os movimentos feitos pelos trabalhadores podem causar as chamadas LER (lesões por esforços repetitivos) e propondo mudanças para evitá-las. O mesmo acontece na área esportiva, em que, mais do que acelerar a recuperação de um atleta, procura-se evitar que ele se contunda. No curso da Unesp de Presidente Prudente, por exemplo, é feito um trabalho com alguns dos membros da equipe olímpica de atletismo. Segundo Susimary Padulla de Souza, coordenadora do curso da Unesp, a área esportiva é uma das oito em que os estudantes são obrigados a estagiar. A presença de fisioterapeutas também é cada vez mais comum nas UTIs dos hospitais. "Com o trabalho dos fisioterapeutas, os pacientes se recuperam mais rapidamente e diminui o risco de infecção", disse Fátima Caromano, coordenadora do curso da USP. Segundo ela, por ficarem muito tempo deitados, os pacientes de UTI podem ter problemas renais, feridas na pele e acúmulo de secreção nos pulmões, o que pode causar pneumonia. Em todas as áreas, uma característica da atuação do fisioterapeuta é uma maior proximidade com o paciente e um caráter educativo. Como geralmente o tratamento é longo, o profissional encontra o paciente várias vezes por mês e por um tempo maior, o que aumenta o contato entre eles. Esse foi um dos motivos que atraíram Cristiane Silva, 26, formada no ano passado na Unisa (Universidade de Santo Amaro) e que, agora, dedica-se apenas a cursos. "As relações interpessoais sempre foram muito importantes para mim. São várias seções, você conversa com o paciente e o vê melhorando", disse ela, que já era formada em música pela Unesp e pretende aliar as duas áreas. O contato maior possibilita ao fisioterapeuta realizar um trabalho educativo com o paciente, tentando mudar hábitos para melhorar sua qualidade de vida. "Em pneumologia, por exemplo, temos de explicar para o paciente como tossir corretamente e como realizar os exercícios. Depois de um tempo, ele se torna quase um especialista", disse Fátima Caromano, da USP. (Folha Online - 22/04/03)
O Ministério da Educação (MEC) credenciou quatro cursos de graduação a distância do Instituto Universidade Virtual Brasileiro (IUVB). Os cursos de bacharelado em Administração, Marketing, Economia e Secretariado Bilíngüe serão de 4 anos, ministrados 80% pela internet e 20% em sala de aula. O início das aulas está previsto para fevereiro de 2004, com 600 vagas por curso a cada semestre. O IUVB foi fundado há 3 anos por dez instituições privadas de ensino superior distribuídas por oito Estados brasileiros para promover o ensino on-line através da internet. De acordo com a metodologia pedagógica aprovada pelo MEC, as turmas serão compostas de no máximo 30 alunos. As aulas acontecem em uma sala de aula virtual _um ambiente na internet onde são disponibilizados os conteúdos, atividades e ferramentas de comunicação entre alunos e professores. "Teremos apostilas impressas, CD-ROMs, leitura de livros, exercícios e trabalhos em pequenos grupos virtuais", disse René Birochi, diretor geral do IUVB. O processo seletivo e as avaliações serão realizados em uma das unidades escolhidas pelo aluno no momento da inscrição, de acordo com exigência do MEC. Para Gabriel Mario Rodrigues, presidente do IUVB, "o Brasil entra definitivamente em uma nova era da educação superior. Aquilo que já era uma tendência expressiva fora do país, constitui-se agora como uma realidade sem volta. No futuro, todas as relações de ensino-aprendizagem estarão permeadas pelas novas mídias". As universidades que integram o IUVB são Anhembi Morumbi (SP), Unama (Universidade da Amazônia - PA), Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - MS), Unisul (Universidade do Sul de SC), Unp (Universidade Potiguar - RN), Veiga Almeida (RJ) e os centros universitários Monte Serrat (SP), Triângulo Mineiro (MG), Newton Paiva (MG) e Vila Velha (ES). (Folha Online - 22/04/03) |
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