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O Fies (Financiamento Estudantil) do Ministério da Educação dará prioridade para os alunos do ensino superior particular do Norte e do Nordeste do país, estudantes de pedagogia - curso normal ou licenciatura. O Fies financia até 70% do curso dos beneficiados. Leia mais:
A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) vai pedir ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal de Justiça do Rio para participar dos processos que analisam a constitucionalidade das leis que reservam vagas. São as chamadas cotas, dada a alunos da rede pública, negros e deficientes físicos em faculdades estaduais do Rio. Leia mais:
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Alunos do ensino superior particular do Norte e do Nordeste do país e que estudam pedagogia, curso normal ou licenciatura, terão prioridade na seleção do Fies, o Programa de Financiamento Estudantil do Ministério da Educação (MEC), que paga até 70% do curso dos beneficiados. Para se candidatar, é preciso se inscrever via internet até 22 de agosto. O ministério espera 300 mil inscrições; 70 mil pessoas serão escolhidas. O investimento total do Fies será de R$ 140 milhões. Poderá receber a ajuda qualquer aluno matriculado numa das cerca de 1.300 universidades e faculdades particulares cadastradas no MEC e que tenha uma boa avaliação no provão (não receberam D nem E nos últimos três anos). O financiamento vai até o fim da duração regular do curso. Os juros, durante a vigência do contrato, são de 9% ao ano fixos. Depois de concluir os estudos, o estudante passa a pagar mensalidades reajustadas pela tabela price. A intenção do MEC é evitar que a maior parte dos beneficiados se concentre na região Sudeste, como ocorreu em 2002. Por isso, para calcular a distribuição de vagas e de verba por Estado, usou a relação entre o total de matrículas em instituições de ensino superior e a população de 18 a 24 anos alfabetizada em cada um deles. De acordo com o ministério, só 11% das pessoas nessa faixa etária estão nas universidades. Por outro lado, as instituições particulares detêm 67% do total de vagas do ensino superior. O critério individual de seleção está baseado numa fórmula que leva em conta o perfil socioeconômico do candidato. Para cada item respondido na ficha de inscrição, são atribuídos valores que, somados, dão uma nota. Por ordem, os candidatos que tiverem notas menores são escolhidos para uma entrevista, na qual terão de comprovar o que declararam. Após preencher a ficha na internet, o candidato deverá imprimir o protocolo de inscrição em duas vias e entregá-las à instituição em que estuda para confirmação. Só serão consideradas inscrições confirmadas pelas universidades. O Fies foi criado em 1999 para substituir o Programa de Crédito Educativo. Desde então, beneficiou 220 mil estudantes. (Folha de S. Paulo – 22/07/03)
No primeiro dia de inscrição para o novo programa de financiamento estudantil foi grande a procura pelas 70 mil vagas oferecidas pelo governo. O site do Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies) ficou congestionado na internet. As inscrições só podem ser feitas por computador e por isso foram seis mil acessos por minuto, em média. A estimativa é que, até o último dia de prazo (22 de agosto), 300 mil estudantes se inscrevam no programa destinado a alunos de universidades particulares que não podem pagar as mensalidades. As inscrições devem ser feitas no site: http://fies.caixa.gov.br (O Globo – 22/07/03)
A Uerj vai pedir ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal de Justiça do Rio para participar dos processos que analisam a constitucionalidade das leis que reservam vagas nas universidades estaduais do Rio para alunos da rede pública, negros e deficientes físicos. O objetivo é poder enviar informações aos órgãos em defesa do sistema de cotas na instituição. Segundo a reitora da Uerj, Nilcéa Freire, somente o governo do estado e a Alerj estão envolvidos nas ações que correm na Justiça. - Vamos entrar com pedido de amicus curiae (amigos da corte). Oito entidades representantes do movimento negro já entraram com esse recurso e estão acompanhando os processos. Como a Uerj é apenas a executora das cotas, não é convocada para prestar esclarecimentos. Mas podemos ajudar enviando dados e estatísticas sobre a reserva de vagas - disse Nilcéa. A reitora da Uerj recebeu ontem, na universidade, advogados dos Estados Unidos que atuaram na defesa da Universidade de Michigan pela manutenção do critério racial para ingresso na instituição. Os advogados Theodore M. Shaw e John Payton participaram do encontro, cujo objetivo foi a troca de experiência entre as duas instituições. (O Globo – 22/07/03)
Os professores da
coordenadoria de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero estão
novamente em conflito com o diretor da Faculdade, prof. Erasmo de Freitas
Nuzzi. (Último Segundo – 21/07/03)
Jóia do ensino superior americano pode sofrer cortes orçamentários de US$ 760 milhões Para muitos candidatos, ingressar na Universidade da Califórnia em Berkeley é o Santo Graal, uma chance de estudar com as melhores cabeças do mundo. Mas enquanto candidatos e pais conheciam o campus na semana passada, a escola tinha de trabalhar duro a fim de manter as aparências, em meio a uma crise orçamentária sem precedentes. Berkeley é a jóia da Universidade da Califórnia, um sistema de dez campus que inclui o de Los Angeles. Seria bom o bastante para qualquer Estado, mas a Califórnia fez questão de oferecer ainda mais: o sistema da Universidade Estadual da Califórnia, com 23 campus e uma sofisticada rede de faculdades comunitárias. Tudo isso permitiu que, há 20 anos, os californianos se orgulhassem de ter a melhor educação pública - do jardim da infância ao doutorado. Porém, no fim dos anos 80, o aumento das matrículas nas séries inferiores abalou o sistema. Depois, iniciativas populares bagunçaram tudo, dos gastos ao tamanho das classes e ao currículo. Os problemas orçamentários se espalharam - afetando as escolas públicas, as faculdades de comunidades, as universidades estaduais e, agora, Berkeley. Na semana passada, a Comissão de Reitores da Universidade da Califórnia votou a favor de aumentar o preço para os estudantes em 25% (para US$ 5.247, em média, na graduação). "É um desastre", disse o presidente da Universidade da Califórnia, Richard Atkinson. "Estamos tendo grandes cortes em programas. Centenas de pessoas perderão o emprego. Se esses problemas não forem combatidos com eficácia, o futuro da universidade como um todo estará em jogo." Até agora, o orçamento de US$ 3 bilhões da universidade, financiado pelo Estado, sofreu cortes de US$ 360 milhões - e o Legislativo estadual poderá cortar mais US$ 400 milhões. Entre as principais preocupações está a proteção da diversidade no campus. Cortes em fundos para recrutamento de minorias podem tornar mais difícil a inclusão de estudantes das áreas pobres das cidades. Segurar os professores é outra prioridade. "Os professores mais graduados estão mais disponíveis para serem recrutados por algum outro lugar", afirma o chanceler de Berkeley, Robert Berdahl. (O Estado de S. Paulo – 22/07/03) |
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