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Terminam hoje (22/08) as inscrições para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) do Ministério da Educação, destinado a estudantes universitários da rede de ensino particular. Esse ano foram oferecidas 70 mil vagas. Leia mais:
O Ministério da Saúde determinou o cancelamento temporário de todos os processos de abertura de novas faculdades da área de Saúde no País. O objetivo é promover a análise das instituições já existentes no país, avaliando fatores como qualidade do ensino e principalmente oferta de vagas. Leia mais:
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Terminam hoje as inscrições para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) do Ministério da Educação, destinado a estudantes universitários da rede de ensino particular. São 70 mil vagas, com financiamento de até 70% do valor da mensalidade. Há 1.473 instituições registradas no programa. O formulário para inscrição deve ser preenchido no site do Fies (http://fies.caixa.gov.br) e estará disponível até as 23h59 de hoje. Para o preenchimento, o aluno vai precisar dos números do CPF e de matrícula na faculdade. (O Estado de S. Paulo – 22/08/03)
O Ministério da Saúde determinou o cancelamento temporário de todos os processos de abertura de novas faculdades da área de Saúde no País. A decisão, anunciada ontem, em Curitiba, pelo coordenador nacional do Programa Saúde Bucal do Governo Federal, Gilberto Pucca, atinge as faculdades de Medicina, Odontologia, Enfermagem e Fisioterapia e será estendida por 180 dias. O objetivo é promover a análise das instituições já existentes no país, avaliando fatores como qualidade do ensino e principalmente oferta de vagas. Pucca informou que o governo pretende reverter a "situação insustentável" em que se encontra o ensino superior na área de Saúde, que tem oferta excessiva em algumas regiões e carência total em outras. "Só no Paraná existem 14 faculdades de Odontologia, enquanto no Amapá, Roraima e Acre não há nenhuma", considera. Pucca, que participa em Curitiba do 7º Congresso Internacional de Odontologia do Paraná, explica que esse é o primeiro passo de uma ampla ação do Ministério da Saúde que pretende colocar em prática o Artigo 200 da Constituição Federal. O artigo delega ao Ministério a função de ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde, controle que até então era do Ministério da Educação. Para fiscalizar as instituições de ensino, Pucca explica que serão formadas comissões conjuntas entre os dois ministérios. Ele diz que poderão ser fechadas algumas faculdades, mas que um dos principais objetivos já foi atingido: "Controlar a abertura de novas faculdades. Só no Paraná existiam quatro pedidos de abertura de novas instituições para este ano". Pucca diz que o controle mais rigoroso dos cursos é uma reivindicação antiga da classe médica. O consenso entre odontólogos é que a abertura de novas faculdades é inversamente proporcional à qualidade dos novos profissionais. "Onde existem mais faculdades há maior concentração profissional, o que se reflete em desemprego." (Gazeta Mercantil – 22/08/03)
Às vésperas de completar 110 anos, a Escola Politécnica da USP vai implementar um projeto de mudanças estruturais com o objetivo de "humanizar" os seus futuros engenheiros. Ontem, o atual diretor da faculdade, Vahan Agopyan, reuniu sete ex-diretores para o lançamento do Poli 2015, que será anunciado oficialmente na próxima segunda-feira, data do aniversário da instituição. Essas mudanças do Poli 2015 planejam "reconectar" os alunos da Poli à sociedade, introduzindo questões que a atual diretoria define como do "século 21", como o ambiente. "Na segunda metade do século 20, a engenharia começou a se especializar demais e houve um afastamento dos profissionais das iniciativas sociais", disse Agopyan. Os antigos diretores afirmaram que, no passado, a Poli foi pioneira em introduzir cursos humanísticos, mas isso se perdeu. "Infelizmente, na reforma universitária de 1970, essas disciplinas foram transferidas", afirmou o ex-diretor Oswaldo Fadigas. Agora, com o Poli 2015, a idéia é trazer de volta aos alunos a noção de que eles têm um importante papel a desempenhar na sociedade. Questionado se isso poderia ser uma forma de voltar a "produzir" políticos influentes, como os ex-governadores Mário Covas (morto em 2001) e Paulo Maluf, Agopyan falou que "isso é consequência, não um fim". Para o diretor da Poli, "na hora em que você conscientiza o aluno de sua importância na sociedade, ele ganha consciência política". Como exemplos de iniciativas atuais que indicam os caminhos do Poli 2015, a atual diretoria cita o novo curso de engenharia ambiental, que deve envolver 11 unidades da USP, e o "diploma duplo" -uma parceria com faculdades estrangeiras, em que os alunos cursam dois anos fora do país. A primeira turma de brasileiros deverá se formar em 2004. A faculdade também vai lançar na segunda-feira o livro "Diretores da Escola Politécnica", com biografias de seus 22 ex-diretores. (Folha de S. Paulo – 22/08/03) |
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