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As grandes instituições particulares foram as principais responsáveis pela expansão do ensino superior pago na década de 90: 5% das instituições concentravam 45% do total de alunos da rede privada. Leia mais:
Investidores financeiros e fundos de investimento querem entrar no mercado do ensino superior. Leia mais:
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O ensino superior privado no Brasil cresceu na década de 90 impulsionado principalmente pelas maiores universidades. Um estudo dos pesquisadores Jacques Schwartzman e Simon Schwartzman, feito a pedido do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mostra que, em 2000, 5% das instituições concentravam 45% do total de alunos da rede privada. Em 1991, o grupo das maiores universidades que representavam 5% do total concentrava 38% dos alunos, segundo dados elaborados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) a pedido da Folha. Essa concentração aumentou principalmente por causa do crescimento de grandes instituições de ensino superior. Em 1991, a maior universidade do país era pública (USP) e tinha 31 mil alunos. Em 2000, o título de maior passou para uma instituição privada (Unip), com 66 mil alunos, quase o dobro de alunos da segunda no ranking (USP), que possuía 34 mil. O estudo analisa as estratégias de mercado de instituições de pequeno, médio e grande porte e mostra que as instituições maiores possuem estratégia de crescimento baseada na oferta de mais vagas, com menos professores por aluno. No estudo, as 946 instituições pesquisadas foram divididas em três grupos. Foram chamadas de grandes as 315 com mais alunos, de pequenas as 315 com menos alunos e de médias as da faixa intermediária. Nas 315 instituições de grande porte (com média de 5.078 alunos), há 19,5 alunos por professor. Nas de médio porte (média de 518 alunos), a relação é de 15,6, enquanto nas demais (média de 142 alunos), é de 9,7. As instituições de grande porte possuem importantes economias de escala, expressas no maior número de estudantes por docente e por funcionário. Além disso, empregam uma proporção maior de funcionários sem nível superior, dizem os pesquisadores. "Uma sala com menos alunos, em tese, tem melhor aproveitamento. Muitas instituições, no entanto, estão tentando diminuir o custo com uma relação de professor por aluno mais alta. A qualidade pode ser afetada ou não, dependendo da infra-estrutura e material de apoio que a instituição ofereça ao aluno para que ele não fique dependendo apenas da exposição do professor", disse Gabriel Mário Rodrigues, presidente do Semesp (associação das mantenedoras de cursos de SP). O estudo estima também que o setor movimenta por ano R$ 10 bilhões, empregando 115 mil professores e 85 mil funcionários. Apesar de os números parecerem grandiosos, os pesquisadores traçam um cenário pouco otimista para o crescimento do setor. Segundo eles, o ensino superior não sofre demanda excessivamente alta de vagas, e a situação não deverá mudar cedo. Rodrigues, do Semesp, faz coro a uma queixa comum a mantenedoras de instituições privadas. "Há necessidade de encontrar novos mecanismos de financiamento. A grande demanda que vai crescer é a de alunos da classe C." (Folha de S. Paulo – 21/09/03)
Investidores financeiros e fundos de investimento querem entrar no mercado do ensino superior. Isso é o que revela a pesquisa realizada pelo Grupo CM de Consultoria Educacional. Cerca de 26% das instituições privadas do ensino superior já foram procuradas por agentes nacionais e internacionais, revela o estudo. (Folha Online – 21/09/03)
A Universidade de Bancoc, na Tailândia, está oferecendo a suas alunas a chance de ganhar diamantes, se elas se vestirem de maneira recatada e deixarem de lado roupas justas e curtas. (Folha Online – 22/09/03) |
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