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Neste mês, 173 funcionários da fábrica da Volkswagen recebem o diploma do curso superior de Tecnologia em Processos de Produção. Esses funcionários fazem parte da primeira turma beneficiada pelo convênio de educação corporativa firmado entre a montadora e o Centro Universitário de Santo André. Leia mais.
A reserva de vagas para os negros ingressarem nas universidades é um tema que necessita de debate, segundo o ministro da Educação Cristovam Buarque. 'A seu ver, a decisão da Uerj 'colocou o tema da discriminação na mesa dos brasileiros'. Leia mais.
Neste mês, 173 funcionários da fábrica Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), recebem o diploma do curso superior de Tecnologia em Processos de Produção. Esses funcionários fazem parte da primeira turma beneficiada pelo convênio de educação corporativa firmado entre a montadora e o Centro Universitário de Santo André (Uni-A), em fevereiro do ano 2000. Pelo convênio, a escola estabeleceu horários flexíveis para que os empregados que trabalham na linha de produção, em sistema de revezamento por turnos, pudessem frequentar a universidade. O curso oferece disciplinas como robótica, meio ambiente, logística e relações humanas. Em contrapartida, a Volkswagen fornece informações e recursos necessários para adequar o currículo aos objetivos práticos de formação de seus empregados. A parceria prevê, ainda, descontos para funciários e familiares que se matriculam em qualquer curso do Uni-A. Segundo o vice-presidente de recursos humanos da Volkswagen do Brasil e patrono da turma, João Rached, o curso proporcionou uma real oportunidade de capacitação e melhoria para montadores e média liderança das linhas de produção da fábrica Anchieta, além de prepará-los para aproveitar os avanços tecnológicos. "Muitos participantes, que possuiam apenas o conhecimento prático, passaram a entender questões teóricas", afirma. (Agência PontoEdu - 24/02/03)
O fato de os negros brasileiros terem reserva de vagas para entrar nas universidades é um tema que necessita de debate, na opinião do ministro Cristovam Buarque. 'A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) prestou um grande serviço ao colocar as cotas e o debate, na prática, sobre a assunto', disse o ministro. A seu ver, a decisão da Uerj 'colocou o tema da discriminação na mesa dos brasileiros'. O ministro destaca que, há dez anos, ninguém falava em reserva de vagas para negros. Segundo ele, 'todo mundo está falando na discriminação racial em geral, mas contra uma proposta que corrija esta discriminação'. Como educador e pensador, Cristovam Buarque é um dos defensores das cotas para negros, como ministro, não propõe a medida como política pública. 'A adoção das cotas para negros não pode ser imposta, depende de medida que crie antagonismo racial em vez de uma superação de preconceito', comenta. Na sua opinião, as cotas devem ser definidas depois de um amplo debate da sociedade em busca de consenso, com uma base de apoio mais ampla. 'A elite brasileira é branca. Temos que mudar a cor da pele dos alunos da universidade, mas não podemos impor isso, nem aos negros nem aos brancos. Acredito que não deve ser uma experiência para o País inteiro, de uma só vez. Vamos experimentar em um lugar, em outro, vamos ver como se faz a identificação. Aos poucos podemos chegar lá'. Para ele, a decisão das cotas não deve, também, ser descartada. Precisa ser discutida devagar. É um assunto que não está maduro. Quanto a entrar na justiça contra as cotas, entende que é o direito de cada um. O ministro exemplifica que se um porteiro de edifício não deixar um negro entrar no elevador social ele vai preso. 'A Universidade é um elevador social. A gente tem que fazer com que o negro entre nesse elevador, também'. Em sua avaliação, as cotas para negros são para os negros que terminam o ensino médio, que em geral não são pobres. 'Os pobres só terminam a quarta série do primeiro grau. As cotas ajudam a mudar a cor da universidade, mas não a classe. No Brasil, o preconceito mais forte não é de raça e sim de classe, embora exista um preconceito racial, também. As cotas para negros podem ser benéficas do ponto de vista de quebrar a vergonha de sermos um País meio africano, com uma elite branca'. A seu ver, a melhor maneira de dar esta oportunidade aos negros é existindo no País uma escola pública de qualidade para todos. (MEC) (Agência PontoEdu - 24/02/03)
As universidades e faculdades particulares brasileiras podem ser obrigadas a criar um crédito educativo interno para estudantes de baixa renda. Essa é a sugestão (Sug-2/03) apresentada este mês pela Associação Secundarista e Universitária de Alagoas à Comissão de Legislação Participativa da Câmara. A proposta, que aguarda a designação de um relator, será votada no plenário da Comissão e, se aprovada, será transformada em projeto de lei de autoria da Comissão e tramitará pelas comissões permanentes da Casa. O texto determina que os créditos educativos correspondam a, pelo menos, 15% do total das matrículas realizadas pelo estabelecimento de ensino. Para fazer jus ao benefício, o estudante de baixa renda deverá ter um desempenho satisfatório. A seleção dos candidatos ao benefício será realizada por comissão da própria universidade ou faculdade, que deverá divulgar os requisitos necessários para o recebimento do crédito. Entre os membros desta comissão, devem estar representados professores e alunos do próprio estabelecimento de ensino, assim como representantes da direção. Esses integrantes ficarão responsáveis pela averiguação e acompanhamento da situação econômica dos alunos e do rendimento escolar apresentado. A sugestão também estabelece o ressarcimento do valor à universidade ou faculdade após a conclusão do curso. O prazo será de um ano e meio, quando o aluno irá devolver o crédito utilizando com base no valor atual da mensalidade, a fim de que possa ajudar um outro estudante beneficiário do programa. A Associação ressalta que os alunos, já no momento do vestibular, disputam as vagas das universidades públicas com estudantes que se preparam por anos, tendo que, ao mesmo tempo, conciliar estudo e trabalho. Conseqüentemente, muitas vezes não conseguem êxito nas universidades mais disputadas, ou não completam o curso nas particulares por causa da inadimplência. ¨Por isso é justo que o estudante de baixa renda que comprove competência e capacidade ao ser classificado em um vestibular de faculdade particular possa assumir esse compromisso, que será a oportunidade de mudança econômica-social de sua vida¨, justifica Marcelo Costa dos Santos. (Agência Câmara) (Diário da Tarde - 24/02/03) |
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