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Estudantes estão se matriculando mais nas universidades do interior do que nas das capitais brasileiras. Leia mais:
A Unicamp poderá modificar em 2004 o modelo da primeira fase do vestibular, caso o número de inscritos venha a aumentar. Leia mais:
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As matrículas na educação superior estão crescendo em um ritmo mais acelerado no interior do que nas capitais brasileiras. Em 1995, para cada estudante no interior, havia um nos grandes centros urbanos. Hoje há 19,5% mais alunos fora das capitais. Nesse período, o aumento no número de universitários no interior foi de 115,7%, contra 79,9% nas capitais. Os dados resultam do cruzamento, feito pela Folha, de informações do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e dos Censos da Educação Superior de 95 a 2002, o mais recente, divulgado em outubro. A rede particular, que nesse intervalo teve crescimento de 167% de matrículas no interior, hoje é responsável por 68,8% do setor. Nas capitais, representa 71% do total de universidades. "Nesse período, começou a crescer o negócio do ensino superior no interior", afirma Sérgio Wether Duque Estrada, sócio-diretor da consultoria Valormax. "Os empreendedores começaram a ver que os estudantes saíam de casa para fazer cursos na capital. Eles começaram a entender que existia uma oportunidade de criar um pólo de ensino superior nessas cidades do interior", diz. Esse foi o primeiro passo: a oferta. Quando se percebeu que, de fato, havia uma demanda robusta, isso possibilitou o fortalecimento de quem já estava no mercado e reforçou o interesse de novas instituições em entrar no setor. "Hoje muitas universidades em São Paulo [capital], por exemplo, estão olhando para o interior com o objetivo de comprar universidades", completa Duque Estrada. Segundo ele, nas capitais, há uma grande concorrência consolidada, o que gera "a canibalização de preços ou, no mínimo, a dificuldade de repassar os custos para os alunos". Com quatro anos de existência, a Facamp (Faculdades de Campinas) foi uma das que apostaram no interior. A diretora Liana Aureliano ressalta pontos positivos da localização: Campinas tem filial de todos os bancos brasileiros e agências de empresa estrangeiras e a região possui cerca de 15% da população do Estado, estradas em boas condições, ferrovia e aeroporto de cargas, sendo um pólo exportador e porta de entrada do interior paulista. Além disso, a instituição aposta em outro público. "Gente de classe média e classe alta da capital mora aqui e trabalha em São Paulo. Eles buscam qualidade de vida", disse. Na região Centro-Oeste, que teve o segundo maior crescimento da educação superior no interior (210,5%), a tendência pode estar relacionada às novas fronteiras da agricultura brasileira. Para Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), a expansão do ensino superior para o interior não mudou o perfil do estudante. O nível social e a renda são similares aos do público de dez anos atrás classes A e B. "A expansão se dá em áreas onde ainda não se tinha o ensino superior, mas isso não incorporou populações mais pobres. As universidades entraram para pegar a elite do interior", diz. O secretário de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), Carlos Antunes dos Santos, sustenta, por sua vez, que a interiorização das faculdades é um dos fatores importantes para a inclusão social. "Existem dificuldades para o estudante se locomover para a capital. E as instituições acabam indo em direção a eles." (Folha de Educação – 24/11/03)
Caso o número de inscritos no vestibular da Unicamp cresça muito em 2004, o modelo da primeira fase, com 12 questões escritas e uma redação, será revisto, segundo Leandro Tessler, coordenador-executivo da Comvest, comissão responsável pela prova. A Unicamp é uma das poucas universidades públicas do país que não aplicam na primeira fase testes de múltipla escolha, mais rápidos e baratos de serem corrigidos, já que os cartões de resposta são processados em leitoras óticas. Só neste ano, a banca de correção da redação da Unicamp terá 132 pessoas. Cada disciplina, que tem duas perguntas nessa fase, terá outros 24 corretores. "Se crescermos muito, o que é nossa intenção, teremos de mudar. Já estamos discutindo saídas para isso", disse Tessler. Além do preço, outro problema, segundo ele, é "acertar a logística da correção". "Quanto mais aumentarmos a banca de redação, mais complicado fica manter um padrão comum a todas as provas." A dificuldade de manter o padrão de correção seria um dos motivos, segundo Tessler, para que a nota da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não seja aproveitada. Como a primeira fase da Unicamp é toda discursiva, o candidato não tem como saber com precisão qual a nota que receberá. Para ter uma idéia aproximada, a Comvest divulga em seu site a expectativa da banca de redação. As possíveis respostas das questões podem ser vistas em . www.fovest.com.br A lista de aprovados para a segunda fase, a ser aplicada entre os dias 11 e 14 de janeiro, será divulgada no dia 17/12. Outra peculiaridade da Unicamp é ter a segunda fase comum para todos os candidatos, independentemente da área de seus cursos. O peso de cada disciplina na nota final, entretanto, é variável. Os aprovados em primeira chamada serão conhecidos no dia 4 de fevereiro de 2004. Mais informações no site www.comvest.unicamp.br ou pelo telefone 0/xx/19/3788-7932. (Folha de S. Paulo – 24/11/03)
Ao defender a ampliação dos financiamentos a estudantes pobres no ensino superior privado para aumentar o acesso à universidade, o Ministério da Fazenda deixou de dar destaque à renúncia fiscal a que parte dessas entidades tem direito. Só os cofres da Previdência deixarão de arrecadar R$ 634 milhões neste ano das universidade privadas filantrópicas. É mais do que custam as deduções das despesas com educação no Imposto de Renda -um dos grandes alvos da reforma proposta pela Fazenda no documento "Gasto Social do Governo Central", divulgado há dez dias. A Receita Federal deixará de arrecadar neste ano R$ 626 milhões com o abatimento dos gastos com educação no Imposto de Renda da Pessoa Física. A Fazenda avalia que esse último benefício fiscal privilegia os brasileiros mais ricos. E o fim da "proteção exagerada" aos brasileiros mais abastados é o que norteia o roteiro de reforma sugerido pela Fazenda. Uma reforma que o ministério prefere classificar de "diagnóstico". A renúncia das entidades filantrópicas à Previdência Social também supera o gasto de manutenção das instituições federais de ensino superior, de acordo com dados do Ministério da Educação. Neste ano, serão gastos R$ 551 milhões. Não estão incluídas aí as despesas com folha de pagamento, o maior custo do ensino superior público. O fim do incentivo às filantrópicas, sugerido muito sutilmente pela Fazenda, conta com o apoio de João Carlos Di Genio, reitor da Unip (Universidade Paulista), a entidade privada com o maior número de alunos, segundo o último Censo da Educação Superior: mais de 88 mil matrículas. Formado em medicina pela USP, ele diz que o aumento das matrículas não pode se concentrar no ensino privado: "Atualmente sobram vagas porque falta aluno com capacidade de pagar, e a inadimplência média é de 30%". As entidades ditas filantrópicas são obrigadas por lei a conceder o equivalente a 20% do faturamento em bolsas a estudantes pobres. Em sucessivas auditorias realizadas nos últimos anos, a Previdência constatou que a regra é desrespeitada em todo país. Em troca da suposta benemerência, as filantrópicas têm isenção da quota patronal de 20% sobre a folha de salários para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), além de outros impostos. A Receita Federal não divulga dados sobre o custo dos benefícios tributários a essas instituições. Apontado pela Fazenda como melhor caminho para ampliar o acesso ao ensino superior, os financiamentos a estudantes da rede privada contarão no ano que vem com R$ 829,2 milhões, 23% a mais do que neste ano. Nos últimos cinco anos, o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) consumiu pouco mais de R$ 2 bilhões, e 300 mil alunos se beneficiam dos empréstimos, a maioria com renda familiar entre três e cinco salários mínimos. O dinheiro extra no ano que vem será insuficiente para atender à demanda por empréstimos. Em 2003, mais de 200 mil alunos pediram financiamento, mas só 73 mil puderam ter acesso ao fundo. Na opinião do ministro Cristovam Buarque (Educação), uma alternativa para atender aos universitários carentes é a concessão de bolsas de ensino na rede privada pagas pela União. Em contrapartida, esses alunos prestariam serviços sociais, como a participação em programas de alfabetização. A proposta, que prevê beneficiar 30 mil estudantes e precisa de aprovação do Congresso, está na Casa Civil. (Folha de S. Paulo – 23/11/03)
As inscrições para o processo seletivo dos cursos de pós-graduação oferecidos pelas Faculdades Senac em São Paulo foram prorrogadas até o dia 29 de novembro. (Folha Online – 24/11/03) |
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