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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) montou um portal eletrônico que atende a 97 instituições brasileiras públicas e privadas de ensino superior. É o segundo maior portal do gênero no mundo. Leia mais:
Será aplica na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) o sistema de cotas para negros, onde apenas 1,5% dos alunos integram a raça. Dos 40.361 inscritos no concurso, apenas 44 negros e 162 pardos foram classificados. Leia mais:
Dirigentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) apresentaram ao ministro da Cristovam Buarque, na semana passada, o portal eletrônico que atende a 97 instituições brasileiras públicas e privadas de ensino superior. Criado para atender ao meio acadêmico e científico, o portal é o segundo maior do mundo no gênero, superado apenas pelo Califórnia Digital Library. De acordo com Jamil Cury, presidente da Capes, sete milhões de pesquisadores consultaram o site no ano passado. No entanto, para manter o sistema funcionando são necessários R$ 65 milhões anuais, valor que pode ser reduzido em conseqüência dos cortes no Orçamento anunciados pelo governo. Instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) demonstram interesse pelo sistema, que permite aos usuários acesso a 3,5 mil periódicos nacionais e estrangeiros três meses antes de eles chegarem às bibliotecas. Com o objetivo de facilitar a pesquisa, as consultas são feitas por área de conhecimento. Cristovam Buarque defendeu a ampliação do número de acessos do portal para que um maior número de pesquisadores possa receber instantaneamente a produção mundial de cerca de um milhão de profissionais. A Universidade de Brasília (UnB) oferece o serviço em todos os seus terminais de computadores, com acesso remoto também para pesquisa em casa. (MEC) (Agência PontoEdu - 25/02/03)
O sistema de cotas para negros será aplicado na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), onde apenas 1,5% dos alunos integram a raça. A pouca representação da comunidade afro-descendente no ensino superior é comprovada pelo resultado do último vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Dos 40.361 inscritos no concurso, apenas 44 negros e 162 pardos foram classificados. Enquanto o tema ainda é discutido na UFSC, a Udesc decidiu que anunciará em março um percentual de vagas - provavelmente 20% - à comunidade negra. O sistema será implantado a partir do próximo vestibular, pois a universidade precisa de tempo para se adaptar à novidade, acredita a pró-reitora comunitária e coordenadora de um grupo de trabalho que discute o tema, professora Neli Goes. O tema gerou controvérsias onde foi implantado. No Rio, uma estudante entrou na Justiça para recuperar uma vaga que ganharia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) caso as cotas não existissem. A polêmica é oriunda da falta de informação e debate antes do sistema ser implementado, acredita a advogada do atendimento às vítimas da discriminação no Núcleo de Estudos Negros (NEN), Flávia Lima. Ela acredita que o sistema de cotas é uma das únicas maneiras de proporcionar o acesso aos afro-descendentes. "Os negros são historicamente injustiçados desde a época da escravidão." A advogada disse que prova disso são as estatísticas. A primeira delas é um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Ele concluiu que o negro tem dois anos e meio a menos de estudo que o branco no Brasil. "Historicamente o negro tem uma condição precária de vida, mora na periferia e precisa largar os estudos para ajudar no sustento da família." Flávia cita também um trabalho do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Penud) de 1999. Dos 174 países avaliados, o Brasil ficou em 74º lugar em desenvolvimento quando pesquisados apenas os habitantes brancos. Se verificados apenas os negros, o país caiu para a 101ª posição. A cota para negros foi o tema debatido recentemente num encontro promovido pela Associação dos Professores da UFSC (Apufsc). O vice-reitor da UFSC, Lúcio Botelho, disse que a instituição aguarda a regularização da lei para estudar a possibilidade de implantação das cotas. (Diário Catarinense -25/02/03)
Cerca de 200 alunos do campus de São Bernardo da Uniban interditaram a avenida Doutor Rudge Ramos nos dois sentidos na noite desta segunda. A via ficou bloqueada por mais de uma hora, provocando grande congestionamento, e foi liberada por volta de 21h30. O protesto era contra o fato de a instituição encerrar turmas do período da manhã dos cursos de Fisioterapia e Farmácia, obrigando estudantes a fazer o curso no período noturno ou transferir a matrícula para outro campus, na Vila Guilherme (zona Norte de São Paulo). Alunos protestaram também contra a redução da quantidade de aulas semanais. A Uniban decidiu neste ano fechar, no período da manhã, três turmas do curso de Farmácia e duas do curso de Fisioterapia. A medida, de acordo com a direção da entidade, atingiu cerca de 100 estudantes. "A direção da faculdade não deu voz aos alunos e não recebeu a gente. Eles avisaram que a gente teria de estudar à noite ou pedir transferência para São Paulo e ficou por isso", afirmou o balconista Franklin Gomes, 23 anos, do 2º ano de Farmácia. "Tem gente, como eu, que precisa trabalhar à noite e também não pode estudar em São Paulo". Segundo o diretor do campus ABC da Uniban, Oswaldo Brás Daniel dos Santos, a alteração de turmas está prevista no contrato de matrícula e no estatuto da instituição e os coordenadores de curso fizeram uma reunião com alunos para anunciar a medida antes que as aulas começassem. "Fomos avisados um dia antes de começarem as aulas", disse Angenildo da Silva, 33, do 4º ano de Farmácia. "O que acontece é que há baixa procura na manhã por esses cursos", disse Santos. "Mas no caso do 4º ano do curso de Fisioterapia, que atendia às determinações do estatuto e do contrato, a turma foi mantida de manhã", disse. Estudantes dos cursos de Fisioterapia e Enfermagem também reclamaram da redução de cinco para quatro aulas semanais. Santos rebateu as queixas, dizendo que apenas o curso de Fisioterapia teve alteração na quantidade de semanas de aula, passando de 38 para 44, o que provocou a redução. "O curso de Enfermagem continua normal", disse. No final do protesto, uma comissão de alunos foi recebida pelo diretor do campus, e entregou uma carta reivindicando que seja revertido o fechamento das turmas da manhã e a alteração de carga horária. Antes da reunião, o reitor afirmou à reportagem do Diário que dificilmente as reivindicações seriam atendidas. (Diário do Grande ABC - 25/02/03)
O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar de Almeida Filho, aprovou a proposta de realização do II Encontro Nacional de Administradores Acadêmicos das Instituições de Ensino Superior (ENAAC), que vai acontecer entre os dias 19 e 22 de agosto deste ano, no Centro de Convenções, promovido pela UFBA. O comitê gestor do evento pretende levar a Salvador o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Cristovam Buarque (Educação) e Jaques Wagner (Trabalho), dada a dimensão internacional (no âmbito do Mercosul) do encontro, que terá a presença também dos ministros de Educação da Argentina e Chile, além de outros nomes de realce na área acadêmica. Mais informações sobre o II ENAAC podem ser encontradas no site www.enaac.com.br. (Agência PontoEdu - 25/02/03) |
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