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Uma portaria publicada pelo MEC determina que as instituições de ensino superior com prazo de credenciamento vencido têm de apresentar em 90 dias um pedido de recredenciamento. As universidades e centros universitários com bons conceitos nas avaliações terão recredenciamento automático pelo prazo de cinco anos. Leia mais
No dia 4, o ministro Paulo Renato Souza homologou parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) autorizando a Fundação Institituto de Pesquisa Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) a abrir 60 vagas do bacharelado de ciências atuariais. O curso será oferecido pela Faculdade Brasileira de Gestão e Negócios, cuja mantenedora é a fundação. A autorização causou reação imediata na direção da USP. A pró-reitora de Graduação, Ada Pellegrini Grinover, vê "conflito de interesses" no fato de uma fundação que se propõe a apoiar a universidade montar um curso de graduação pelo qual cobrará mensalidade estimada em R$ 600. "Uma fundação de apoio à USP pode oferecer especializações ou cursos de extensão e cobrar por eles a fim de colaborar financeiramente com um departamento, mas um curso de graduação é muito diferente", comenta. Por isso, a reitoria da USP exigirá que a Fipecafi desista da idéia de oferecer a graduação ou se desvincule totalmente da universidade. "O descredenciamento de uma fundação está previsto na regulamentação que votaremos no fim do mês", complementa a pró-reitora Ada. A regulamentação da atuação das fundações na USP é alvo de uma polêmica que resultou na invasão de uma reunião do Conselho Universitário por um grupo de alunos no fim de junho. Os estudantes utilizaram pés de cabra para entrar na sala de reuniões e espirraram spray tóxico no rosto dos conselheiros. A reunião foi interrompida e a regulamentação deixou de ser votada. O incidente está sendo investigado por uma comissão de sindicância criada pela reitoria. Existem cerca de 30 fundações atuando em prol da USP. A Fipecafi é uma delas e apóia a Faculdade de Economia e Administração da USP. Portanto, parte da receita obtida pela entidade com prestação de serviços a empresas e cursos é revertida para a faculdade. Em geral, é firmado um convênio entre as partes. O diretor presidente da Fipecafi, Iran Siqueira de Lima, estima que 15% da receita da fundação seja revertida para a USP. Em 2000, a Fipecafi arrecadou cerca de R$ 28 milhões. O bacharelado foi aprovado pela Secretaria de Ensino Superior do MEC com conceito muito bom em infra-estrutura e corpo docente para o 1.º ano e ao programa de curso. Segundo Lima, o curso deverá começar a funcionar no primeiro semestre de 2002 e deverá ser de "excelência". As turmas terão no máximo 25 alunos e cada um terá à sua disposição um laptop. Já foi montada uma biblioteca no prédio da faculdade, que fica nos arredores da USP. Os professores são, em sua grande maioria, egressos da USP, conta Lima. "Existe uma demanda por profissionais nessa área, por isso decidimos montar a graduação", explica ele, referindo-se à necessidade de pessoal para trabalhar como consultor e auditor em previdência. "A USP ofereceu esse curso até o começo da década de 90, mas ele deixou de ser oferecido", diz. Ele lembra que, por se tratar de uma fundação, a entidade tem autonomia para oferecer cursos e prestar serviços. A Fipecafi atua há mais de cinco anos no mercado cursos de especialização e MBA em contabilidade, atuária e finanças, entre outros. Também realiza pesquisas e presta serviços para diversas empresas. (O Estado de S. Paulo)
Uma portaria publicada pelo MEC determina que as instituições de ensino superior com prazo de credenciamento vencido têm de apresentar em 90 dias um pedido de recredenciamento, sob o risco de serem punidas por funcionar irregularmente. As outras instituições devem apresentar seus processos 180 dias antes do vencimento do seu prazo legal de credenciamento. As universidades e centros universitários com bons conceitos nas avaliações do MEC terão recredenciamento automático pelo prazo de cinco anos. A SESu (Secretaria Ensino Superior do MEC) vai conceder a vantagem às instituições com A ou B em mais da metade de seus cursos nas últimas três edições do Provão, e que tiveram conceitos CMB e CB em mais da metade dos cursos vistoriados pela Avaliação nas Condições de Oferta No caso de universidades, terão recredenciamento automático aquelas instituições que comprovarem a oferta de programas de pós-graduação, mestrado e doutorado, com conceito superior a três. As informações são da Agência Brasil. (Folha OnLine)
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, descartou a possibilidade de auxílio financeiro à UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) para a implantação do novo campus da universidade. O documento foi expedido para o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, que havia solicitado parecer de Paulo Renato na implantação do campus em uma área de reserva ambiental localizada em Iperó (SP). No documento, Paulo Renato afirma que seu ministério não possui verba para arcar com as despesas para a instalação do projeto. "Independentemente do seu mérito intrínseco", afirmou. No campus, a UFSCar programava a criação de cursos voltados ao turismo ecológico e à conservação ambiental. O investimento previsto era de R$ 8 milhões. A verba seria destinada para a implantação do Centro de Ciências e Tecnologias para a Sustentabilidade. Segundo a reitoria da UFSCar, ontem, às 16h, a universidade ainda não havia sido informada oficialmente pelo ministério sobre o assunto. (Folha OnLine) |
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