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O impasse entre docentes em greve e o Ministério da Educação continua. A secretária de Ensino Superior do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães, anunciou que os professores em greve devem apresentar até amanhã (26/10) uma posição em relação à proposta do MEC. O ministério quer incorporar cerca de 50% da GAE (Gratificação por Atividade Executiva) aos salários. Leia mais
O vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), Adolpho José Melfi, venceu o primeiro turno das eleições na instituição. A etapa escolheu oito candidatos que disputarão o segundo turno, em 9 de novembro, quando será definida a lista tríplice. O novo reitor deve ser escolhido pelo governador Geraldo Alckmin. Leia mais
A secretária de Ensino Superior do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães, anunciou nesta quinta, 25, que os professores universitários em greve devem até esta sexta-feira, 26, apresentar uma posição em relação à proposta do MEC. Na sexta também termina o prazo para votação das emendas parlamentares que podem garantir os recursos já previstos, no valor de R$ 250 milhões, e até negociar mais R$ 100 milhões para a categoria no Orçamento de 2002. Os congressistas propuseram aos professores, na quinta, 24, a incorporação de cerca de 50% da GAE (Gratificação por Atividade Executiva) aos salários e também o aumento geral na tabela de vencimentos dos docentes. Os professores estão parados há mais de dois meses. O acordo que encerrou a greve dos servidores das federais foi assinado na quinta, mas pelo menos duas universidades não voltarão ao trabalho nesta sexta. Os servidores da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo) e da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) decidiram permanecer em greve. A proposta apresentada pelo MEC aos servidores foi a de incorporação da Gratificação por Atividade Executiva (GAE) a partir de 2002. Os trabalhadores da Ufes reivindicam uma reposição salarial de 75,48%, manutenção do regime jurídico único, realização imediata de concurso público, dentre outros. Segundo um dos coordenadores
do Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes), Wellington Pereira,
a categoria decidiu pela continuidade da greve por não acreditar
que o Governo cumpra a proposta. "Nas outras greves, o Governo fez
promessas e não as cumpriu. Queremos garantias de que elas serão
concretizadas", afirmou. "Estamos solicitando, através do Fórum das Universidades Unidas, uma plenária para este final de semana, em Brasília, à Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra)", disse uma das coordenadoras do Sindicato dos Trabalhadores da Ufes, Janine Teixeira. (Terra)
"Quando a greve dos professores acabar vamos fazer uma reunião entre os coordenadores dos vestibulares das universidades federais para discutir as novas datas". Apesar de admitir o adiamento, a UFF poderá manter o calendário original, que prevê provas nos dias 9 de dezembro e 6 e 13 de janeiro, caso a greve dos professores acabe nos próximos dias. Há 49.404 inscritos no vestibular da universidade, que oferece 4.277 vagas. No início do mês, a UNI-Rio também anunciou o adiamento de seu vestibular. Como na UFF, o novo calendário depende do término da greve dos professores e, caso a paralisação chegue logo ao fim, as datas iniciais, 25 de novembro e 17 de dezembro, poderão ser mantidas. (O Globo)
Se na UFF e na UNI-Rio a situação é relativamente tranqüila, na UFRJ o clima ainda é de incerteza a três dias da data marcada pela reitoria para a primeira prova do vestibular, domingo. A Procuradoria Geral da universidade e a Procuradoria Geral da União requereram ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2 Região a cassação da liminar que adia o concurso, concedida anteontem pelo juiz da 5 Vara Federal, Firly Nascimento Filho, em ação do Ministério Público. A decisão agora está nas mãos do presidente do TRF, Arnaldo Lima, que deve dar uma sentença ainda hoje. Ontem, representantes da Associação de Docentes da UFRJ (Adufrj) estiveram reunidos com Arnaldo Lima para expor os problemas que podem acontecer se a primeira prova do vestibular for mesmo realizada domingo. A briga deve se estender até os últimos instantes. O procurador dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Daniel Sarmento, pode recorrer no próprio TRF se a liminar for cassada. Enquanto a novela do vestibular ganha novos capítulos, os estudantes ficam a cada dia mais tensos. "Nós queríamos uma decisão. Estar a poucos dias da prova sem saber se ela vai acontecer só nos deixa estressados", disse Manuela Guimarães, aluna da 3ª série do ensino médio do Colégio Santo Agostinho. Todos os 192 alunos do colégio que farão o vestibular da UFRJ estão sendo orientados a comparecer aos locais de prova no domingo. "Não tem jeito. Para garantir, a única saída é comparecer. Se uma ação judicial de última hora garantir o vestibular, quem faltar dificilmente vai poder recorrer", comentou o coordenador de ensino médio, Afonso Barros. (O Globo)
A recomendação é a mesma feita pelo coordenador administrativo do vestibular da UFRJ, Cesar Scelza. Segundo ele, tudo ficará pronto para a realização da prova, no domingo, e os candidatos devem normalmente comparecer aos locais de prova. Caso o concurso seja realizado, quem faltar será eliminado. Os servidores da UFRJ decidiram ontem que voltarão hoje ao trabalho. Apesar disso, a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ diz que os funcionários apóiam a paralisação dos professores e que a maioria não pretende trabalhar no domingo. De acordo com a diretora de imprensa do sindicato, Simone Silva, cerca de 40% dos fiscais de prova são funcionários da UFRJ. Apesar da confusão anunciada, a UFRJ não montará nenhum esquema especial de segurança para a prova. Ontem, os membros do Conselho de Ensino de Graduação (CEG) da UFRJ elaboraram um documento a ser entregue ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, denunciando supostos crimes administrativos cometidos pelo reitor, Luiz Henrique Vilhena. De acordo com a denúncia, a reitoria não cumpre as deliberações dos conselhos. Em assembléia realizada ontem, professores da UNI-Rio decidiram pedir ao reitor, Pietro Novellino, que não ceda as dependências da instituição para as provas do vestibular da UFRJ. Novellino, no entanto, não aceitará o pedido: "Não seria democrático negar a cessão do espaço. Afinal de contas, o vestibular é da UFRJ e não da UNI-Rio". (O Globo)
O vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), Adolpho José Melfi, venceu ontem o primeiro turno das eleições na instituição, com 410 votos. Esta etapa do pleito escolheu os oito candidatos que disputarão o segundo turno, em 9 de novembro, quando será definida a lista tríplice. O novo reitor deve ser escolhido pelo governador do Estado ainda no mês que vem. A pró-reitora de graduação, Ada Pellegrini Grinover, ficou logo atrás, com 396 votos. O terceiro colocado foi o diretor da Escola Politécnica, Antonio Marcos Massola, que teve 366 votos. Segundo o reitor Jacques Marcovitch a eleição foi tranqüila em todas as 35 unidades. A votação terminou às 13 horas e o resultado final foi divulgado às 21h30. Tupã Gomes, ex-diretor da Escola de Comunicações e Artes (ECA), recebeu 26 votos e foi o único entre os nove candidatos declarados que não passou para o segundo turno. Disputarão ainda a próxima etapa Hernan Chaimovich (321 votos), Erney de Camargo (316 votos), Jair Borin (270 votos), Magda Carneiro Sampaio (242 votos) e Gil da Costa Marques (240 votos). Apesar de um boicote anunciado pelo Diretório Central Estudantil (DCE), a abstenção nas eleições foi considerada baixa. Das 1.496 pessoas que tinham direito a voto, 1.248 compareceram. Cada eleitor podia escolher três nomes entre os 755 professores titulares da USP, apesar de nove deles terem manifestado interesse pelo cargo. "Votar nessa eleição significa legitimar um processo que não consideramos legítimo", diz o coordenador do DCE da USP, Marcelo Souza. A entidade aprovou em assembléia que nenhum dos estudantes que pertencem ao colegiado compareceria à eleição. Eles defendem o voto direto e paritário. Apesar da determinação, Souza considerava difícil impedir que todos eles votassem. "Avisaram-me agora na entrada que eu não deveria votar", disse o aluno do curso de letras Marcelo do Carmo, de 28 anos, logo depois de depositar sua cédula na urna. O voto não é obrigatório e os setores da USP são representados. Poderiam votar ontem 125 alunos, 1.299 professores, 63 funcionários e outras 9 pessoas de entidades externas. A reitoria não divulgou o número de abstenção em cada segmento. (O Estado de S. Paulo)
O Centro Paula Souza
deve inaugurar no primeiro semestre do ano que vem uma nova Faculdade
de Tecnologia (Fatec) na zona leste. As obras dos três prédios,
com 16 salas de aulas e 5.840 metros quadrados estão aceleradas.
Segundo a assessoria da instituição, a idéia de uma
Fatec na região surgiu há cerca de dois anos. Estudos mostraram
que havia grande demanda e pouca oferta de cursos superiores na zona leste. O Paula Souza administra nove Fatecs. O novo prédio fica na Avenida Águia de Haia, na Cidade A. E. Carvalho. O governo estadual investiu R$ 7,6 milhões. (O Estado de S. Paulo) |
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