| |||||||||||||||
|
Com a falta de recursos governamentais, as universidades públicas estariam passando por um processo de privatização "de dentro para fora", em uma tentativa de conseguir mais verbas. Essa foi uma das conclusões que chegaram os participantes de dois debates sobre financiamento educacional. Leia mais
Foi aprovado ontem (25/04), a criação da Fundação Universitária Federal do Vale do São Francisco (Univast). A universidade será a primeira instituição federal de ensino superior com caráter regional e vai abranger os estados da Bahia e Pernambuco. Leia mais
Por falta de recursos governamentais, as universidades públicas estariam passando por um processo de privatização "de dentro para fora" ao recorrer a fundações de apoio e convênios com a iniciativa privada em uma tentativa de angariar mais verbas para sua sobrevivência. Essa foi uma das conclusões a que chegaram os participantes de dois debates sobre financiamento da educação que aconteceram na quarta-feira (24/4) durante o IV Congresso Nacional de Educação. De acordo com Marcos Magalhães, ex-presidente da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (USP), "a política educacional do ministério da Educação acabou fazendo com que as universidades, tendo cada vez menos recursos do governo, tivessem que achar novas formas de financiamento", disse. Para Magalhães esta seria a origem da "proliferação" das fundações de apoio e parcerias das universidades públicas com órgãos privados. Para a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dalila Oliveira, as fundações e os convênios com o setor privado estariam provocando um "processo de privatização por dentro, contando muitas vezes até com uma contribuição inconsciente da comunidade acadêmica", disse. Os participantes dos debates sobre financiamento na educação criticaram o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e o acusaram de estar destinando recursos que poderiam ser aplicados na melhoria da educação para o pagamento das dívidas interna e externa. De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes), Roberto Leher, "sobraram só as migalhas para a educação". Ainda segundo Leher, é "preciso pensar as verbas para a educação dentro de um contexto de verbas públicas", disse. Segundo dados apresentados por Leher, a dívida externa brasileira aumentou de US$ 208 bilhões para quase US$ 900 bilhões no período de 1995 a 2001, época dos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. O portal na Internet do Banco Central (www.bcb.gov.br) anuncia números diferentes. Segundo o BC, a dívida externa líquida em 1995 era de US$ 110 bilhões em 1995 e em 2001, de US$ 167 bilhões. Ainda de acordo com informações do Banco Central, a dívida externa total de janeiro de 2002 é de US$ 209,5 bilhões, sendo que deste total, 44% é referente ao setor público. Leher defendeu o calote da dívida externa pelo governo brasileiro. Para o sindicalista, "sem o fim do pagamento da dívida externa, não dá para pensar no País que queremos". Ele classificou como tarefa fundamental das entidades da área da educação e da sociedade civil organizada a luta pela ampliação de verbas para a educação. Durante sua apresentação, Leher afirmou que no período do governo Fernando Henrique o investimento em educação caiu de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para 3,8% do PIB. O IV Coned segue até hoje (26). O congresso é composto por mesas, conferências e debates sobre temas como avaliação, gestão e financiamento da educação nacional. O IV Coned acontece no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. (Agência PontoEdu - 26/04/02)
A Câmara dos Deputados aprovou hoje (25) a criação da Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A universidade será a primeira instituição federal de ensino superior com caráter regional e vai abranger os estados da Bahia e Pernambuco. A sede da Univasf será na cidade de Petrolina, em Pernambuco. (Último Segundo - 26/04/02)
Ao final do próximo ano, as indústrias do Médio Paraíba poderão contar com o apoio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para o desenvolvimento de novas tecnologias e troca de conhecimentos. A universidade implantará na região o Campus Regional do Médio Paraíba, orçado em R$ 10,855 milhões e parte do programa de interiorização da instituição. No campus, será criado um centro tecnológico e um pólo farmacêutico, além de cursos de graduação e pós-graduação. O objetivo é estimular o crescimento regional. Para o desenvolvimento do projeto foram analisados aspectos como a geografia, a população, a educação e a economia da região, composta por 12 municípios, entre eles Barra do Piraí, Barra Mansa, Resende e Volta Redonda. A economia do local é baseada na exploração de petróleo e derivados, gás (Pólo Gás-químico e plástico) e aço. Desde 1992, a universidade atua na região, ministrando o curso de Engenharia de Produção, criado com a cooperação de indústrias e órgãos governamentais locais. Dos alunos graduados, 80% foram absorvidos pela indústria local. Em 1996, a instituição ainda criou a empresa junior de engenharia Ética Consultoria e Projetos, para apoiar pequenos e médios empresários locais. O objetivo da Uerj agora é ampliar sua atuação com a criação de novos cursos de graduação, pós-graduação e o desenvolvimento de pesquisas, próxima ao pólo industrial, numa área de 230 mil metros quadrados. Assim, o projeto prevê a instalação do Centro de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (CDIT), a elaboração do Programa de Educação Médica (Projeto Mantiqueira) e a formação de um pólo farmacêutico. Metas. Conjunto de laboratórios montados pela universidade em parceria com o setor público ou privado, o CDIT terá como metas a melhoria da infra-estrutura básica nas áreas industriais, a capacitação e qualificação de pessoal para as necessidades do mercado regional, a implantação de infra-estrutura tecnológica de apoio às indústrias e a continuidade do planejamento de um parque industrial. Entre as atividades do CDIT estarão o treinamento de técnicos e engenheiros de empresas interessadas, a oferta de serviços tecnológicos aos setores econômicos, a análise de produtos industriais e a melhoria de equipamentos existentes. O Programa de Educação Médica será voltado para a formação geral de medicina da família, em parceria com municípios da região e empresas públicas ou privadas. Já em relação ao pólo farmacêutico, a universidade pretende instalar uma nova unidade de produção de medicamentos, criar a Faculdade de Farmácia e realizar pesquisas para viabilizar outros projetos de interesse da região. O orçamento de implantação do campus está previsto para R$ 10,855 milhões, com término em dezembro de 2003. Estão em fase de estudos a criação de um centro de Biotecnologia como referência para estudos da Mata Atlântica, a implantação de um centro de qualificação para professores do ensino médio nas áreas de Matemática, Física, Química e Biologia e um centro de aprendizado de idiomas integrado ao contexto industrial. (Jornal do Comércio - 26/04/02)
Reitores de universidades ibero-americanas participam, de hoje a sábado, na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre, do encontro 'Universidade Pública: Educação e Desenvolvimento'. (Folha Online - 26/04/02) |
| |||||||||||||