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Os funcionários das universidades federais entram em greve hoje (26/07). Entre as universidades onde a paralisação já foi aprovada estão as cinco de Minas Gerais (UFMG, UFU, UFJF, Ufop e Ufla), a UFBA (Bahia), UFPE (Pernambuco), duas do Rio Grande do Sul (UFRGS e UFSM), a paulista Ufscar e outras. Leia mais
A Universidade de São Paulo enviou hoje (26/07) um comunicado à imprensa se manifestando contra a criação do curso de graduação na Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuárias e Financeiras). A nota foi emitida a pedido da pró-reitora de graduação da USP, Ada Pellegrini Grinover. Leia mais
Os funcionários técnicos e administrativos das universidades federais entraram hoje (26/07) em greve por tempo indeterminado. Segundo a Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras), 24 de seus 39 sindicatos afiliados já confirmaram a adesão ao protesto. Entre as universidades onde a paralisação já foi aprovada estão as cinco de Minas Gerais (UFMG, UFU, UFJF, Ufop e Ufla), a UFBA (Bahia), UFPE (Pernambuco), duas do Rio Grande do Sul (UFRGS e UFSM) e outras. Em São Paulo, a UFSCar (de São Carlos) continua greve que já dura uma semana, e os funcionários da Unifesp (ex-Escola Paulista de Medicina) confirmaram a paralisação hoje. A Fasubra ainda aguarda ainda a confirmação da greve em outras universidades com grande número de funcionários, como a UFRJ (Rio de Janeiro). A entidade possui sindicatos em todas as Ifes (Instituições Federais de Ensino Superior), exceto nos Cefets (Centros Federais de Educação Tecnológica) e na Universidade Federal de Roraima. As universidades federais podem iniciar o semestre letivo também com os professores parados. A Andes (sindicato nacional dos professores universitários) prepara uma "greve de advertência" para os dois primeiros dias de agosto. A proposta deve ser votada neste fim de semana. Uma das principais razões do protesto de docentes e funcionários das Ifes é a intenção do governo de submetê-los ao regime de trabalho da CLT (Código da Legislação Trabalhista). Os professores querem derrubar um projeto de lei elaborado pelo MEC, que pode submeter os servidores das Ifes às mesmas regras de contratação do setor privado. Segundo o presidente da Andes, Roberto Leher, a mudança de regime faria com que os professores perdessem o direito à aposentadoria integral e à estabilidade. "A estabilidade é de um valor muito grande para nós", diz. Segundo ele, o benefício é necessário à categoria porque o trabalho de produção científica "requer muita crítica" e os professores ficariam em situação de risco caso não houvesse a estabilidade. Além de reivindicar a manutenção do atual regime de trabalho, os docentes pedem reajustes salariais. Os funcionários reivindicam reajuste de 74,48% nos salários e a volta da GAE (Gratificação de Atividade Executiva). Os funcionários querem que ela substitua a atual GDAE (Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico-Administrativa Educacional), que implica em um percentual menor e não recai sobre salários dos aposentados. "Isso tudo é calculado com base no Dieese e é referente a perdas entre janeiro de 1995 e dezembro de 2000", diz a coordenadora de formação e comunicação da Fasubra, Tânia Maria Flores. Segundo ela, a última medida provisória de correção salarial para a categoria estabeleceu "um reajuste insuficiente" e "não manteve a isonomia entre os funcionários". Entre outras reivindicações da Fasubra estão a isonomia salarial para os aposentados, instituição de um plano de carreira e reajuste de benefícios como o auxílio escolar e o auxílio alimentação. Os servidores públicos federais debatem uma proposta para início de uma greve geral no meio do mês de agosto. A Andes tem uma assembléia no dia 4 para decidir a posição dos professores universitários em relação à paralisação de todo o funcionalismo. (Folha OnLine)
A USP (Universidade de São Paulo) enviou hoje um comunicado à imprensa se manifestando contra a criação de um curso de graduação na Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuárias e Financeiras), instituição com a qual mantém vínculos. A nota foi emitida a pedido da pró-reitora de graduação da USP, Ada Pellegrini Grinover, que critica a criação de um curso pago na Faculdade Brasileira de Gestão e Negócios, criada pela fundação. "É inaceitável que uma fundação que se propõe a apoiar uma universidade pública crie um curso de graduação particular", afirma o comunicado. A reitoria da USP vai exigir que a fundação desista da idéia ou se desvincule totalmente da Universidade. A Fipecafi é diretamente ligada à FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP), e foi criada para oferecer cursos de especialização e mestrado em contabilidade, atuária e finanças, além de realizar pesquisas e prestar serviços para diversas empresas. O diretor da fundação, Iran Siqueira de Lima, justifica a criação do novo curso afirmando que ele atenderia a uma demanda na área que hoje não é suprida pela USP. A Fipecafi havia pedido autorização há um ano e, no último dia 4, o ministro Paulo Renato Souza oficializou a permissão para o funcionamento da Faculdade Brasileira de Gestão e Negócios, que poderá oferecer cursos pagos de graduação como qualquer particular. Trabalhando com a maioria de professores da USP, a fundação pretende abrir 60 vagas, já em 2002, para formação de bacharéis em ciências atuariais, curso que a universidade fechou, no começo da década passada, e que preparava profissionais para trabalhar com previdência, controladoria e seguros. As aulas serão na sede da fundação, que fica ao lado da Cidade Universitária. Como a fundação é entidade privada e autônoma, não há impedimento legal. A diretoria da Fipecafi deve se reunir até segunda para decidir se aborta o curso ou mantém o projeto e perde a "grife USP". A relação de fundações da USP com o mercado privado é um assunto polêmico e já motivou protestos por parte de alunos e professores. No mês passado, um grupo de estudantes invadiu a reunião do conselho universitário para protestar contra a reitoria. Segundo os manifestantes, a política de abertura de fundações funciona uma "privatização branca" da universidade. Hoje, as fundações, em parceria com as universidades, captam e administram recursos para pesquisas e mantêm cursos de especialização pagos, a maioria na área de negócios, os MBA (Master of Business Administration). Professores e pesquisadores das universidades trabalham nessas atividades, que pagam melhor que o Estado e usam a estrutura e a credibilidade de uma USP, por exemplo. Em contrapartida, as universidades recebem um percentual da renda das fundações - em dinheiro ou como melhoria na infra-estrutura. Exemplo disso são as salas acarpetadas, com ar-condicionado e cadeiras acolchoadas da Faculdade de Economia e Administração, cuja fundação mais conhecida é a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), famosa pelo cálculo da inflação. A Fipecafi, por exemplo, faturou R$ 28 milhões no ano passado, dos quais repassou 15% à USP. Só no campus de São Paulo, são 19 fundações ligadas à universidade; mais seis, em Ribeirão Preto; duas, em Bauru; duas, em São Carlos, e uma na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), em Piracicaba. A USP não divulgou quanto recebe. Saúde, engenharias, economia e administração são as áreas mais pródigas, mas a ECA (Escola de Comunicações e Artes), a Faculdade de Educação e o Instituto Oceanográfico também têm suas fundações. (Folha OnLine) |
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