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Desde 2001 foram abertos 600 cursos sequenciais no país. Dados do Cadastro das Instituições de Educação Superior dão conta de 933 cursos superiores seguindo o modelo sequencial. Leia mais:
Sem abandonar a tradição nas comemorações do seu 110º aniversário, a Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) apresentou ontem (25/08) um programa de modernização e mudança, chamado Poli 2015. Leia mais:
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Há dois anos, o Censo da Educação Superior, feito pelo MEC, identificou 333 cursos do tipo. Agora, dados do Cadastro das Instituições de Educação Superior, também de responsabilidade do ministério, dão conta de 933 cursos superiores seguindo o modelo sequencial. Neste ano, foram aprovados pelo ministério 138 processos de reconhecimento de curso e 19 de aprovação. Atualmente há outros 210 processos em trâmite, 74 de autorização e 136 de reconhecimento. Há dois tipos de sequenciais: o de formação específica, que conduz a diploma, e o de complementação de estudos, que concede certificado. O processo de autorização e reconhecimento só é obrigatório para abertura de cursos de formação específica em instituições não-universitárias. Em 2001, ano em que os sequenciais passaram a integrar as estatísticas do MEC, 3.900 alunos concluíram cursos desse tipo. Havia cerca de 35 mil vagas disponíveis -hoje, seriam cerca de 55 mil. Dados de 2002 sobre o número de concluintes não foram divulgados. Previsto na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), que entrou em vigor em dezembro de 96, e regulamentado em 99, o modelo exige carga horária mínima de 1.600 horas, com conteúdo distribuído em pelo menos 400 dias letivos. (Folha de S. Paulo – 25/08/03)
Experiência e foco definido - características valorizadas pelo mercado - são as armas dos profissionais que passaram pelas primeiras turmas de cursos superiores rápidos (de dois anos) para concorrer com quem ficou pelo menos quatro anos na faculdade. Formados nos primeiros cursos sequenciais (regulamentados em 1999, mas sem status de graduação) ou nos tecnológicos (que incluem opções de graduação em dois anos), optaram pela maneira mais rápida de pôr as mãos em um diploma de nível superior. Embora tenha aumentado o número de adeptos do modelo entre os recém-saídos do ensino médio, o perfil predominante é o de quem tem de 25 a 28 anos e já está no mercado. Hoje, o país tem 933 cursos sequenciais (leia mais ao lado) em operação. Para quem está empregado, o curso pode até resultar em promoção ou aumento de salário, mas, para quem não tem experiência, pode haver dificuldades. "Dois anos não me parecem tempo suficiente para se aprofundar. A experiência profissional, então, é muito importante", avisa Viviane Kaba Dona, da Foco RH. Na opinião de Roberto Santos, do Ateliê de Desenvolvimento Humano e Organizacional, a preocupação com a qualidade ou a duração do curso está diminuindo. "A formação é importante, mas, entre os que têm diploma, o diferencial está mais na personalidade e nas competências." Embora haja empresas que descartem os currículos de quem fez cursos curtos (como multinacionais que exigem graduação em faculdades de primeira linha), na maioria das vezes o que vale é a adequação ao perfil procurado. Isso ocorre em áreas como gastronomia e comunicação. Juliano Cordeiro, 26, que fez dois anos de hotelaria, supervisiona o trabalho de profissionais com quatro anos de graduação na cozinha do restaurante Skye, no hotel Unique, em São Paulo. "Na minha área, a experiência conta muito", afirma. (Folha de S. Paulo – 25/08/03)
Sem abandonar a tradição nas comemorações do seu 110º aniversário, a Escola Politécnica da USP apresentou ontem um programa de modernização e mudança, chamado Poli 2015. (Folha Online – 26/08/03) |
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