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Veja como conseguir uma bolsa de estudos em universidades estrangeiras. O procedimento pode ser longo, mas é uma ótima alternativa para quem não pode pagar cerca de U$ 20 mil por ano. Leia mais.
O orçamento da universidade de Harvard atingirá cerca de R$ 26,6 bilhões no próximo ano. Este número é maior que o orçamento anual de 142 países. Leia mais.
Estudar no exterior com tudo pago não é privilégio dos adolescentes que têm pais com grana suficiente para bancar um intercâmbio. Quem já concluiu o curso superior também tem a chance de sair do Brasil gastando pouco para fazer mestrado, doutorado ou curso de extensão em uma universidade estrangeira. Existem hoje, dentro e fora do Brasil, mais de vinte instituições oferecendo ajuda de custo total ou parcial. Conseguir o benefício não é fácil, mas vale tentar. Afinal, um ano de estudos em uma universidade americana, por exemplo, não sai por menos de US$ 20 mil. Quem quer concorrer a uma dessas bolsas precisa falar bem o idioma do país para onde pretende ir, ter boas notas, cartas de recomendação e muita, muita paciência para preencher uma série de formulários de inscrição. ''É uma via sacra, mas vale a pena'', afirma Rodrigo Vieira, 24 anos, engenheiro civil. Ele se candidatou, na semana passada, a uma vaga de doutorado no Canadá. O financiamento foi pedido à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). Já a dentista Elizabetha Karl, de 33 anos, se candidatou a uma vaga de doutorado na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. ''Se não conseguir bolsa no Brasil, vou tentar lá nos Estados Unidos'', planeja. Rodrigo e Elizabetha só saberão se terão o financiamento no ano que vem. Em geral, as universidades estrangeiras e as instituições que oferecem bolsas pedem um prazo de seis meses para analisar a papelada do candidato. Justamente por isso é preciso se inscrever com antecedência. A inscrição, aliás, pode custar caro. As exigências variam de lugar para lugar mas, em geral, paga-se pelo teste de proficiência no idioma e pelos formulários de aplicação das universidades. A boa notícia é que, uma vez aprovada a ajuda de custo, pode-se ir para o exterior com praticamente tudo pago. É o caso de Eliana Ávila, 37 anos, pesquisadora da literatura americana. ''A Fundação Fullbrigt (veja quadro) cuidou de tudo, do visto à passagem aérea'', comemora. Quem já estudou no exterior garante que a experiência é única. É o caso de Sérgio Euclydes, professor de comunicação da Universidade de Brasília. Ele fez doutorado na Universidade do Colorado, EUA. ''Aprendi a dominar uma nova língua, conheci outra cultura, dei aulas e escrevi um livro'', enumera. Mas nem tudo são flores. Segundo ele, é difícil administrar a saudade de casa e da família. ''Estudar fora é duríssimo. Por mais adaptado que se esteja, você sempre vai ser um estrangeiro numa terra estranha'', diz. Rodrigo sabe dos riscos, mas não se importa. ''É a chance de conviver com pessoas que a gente admira e só vê nas revistas científicas'', afirma. (Correio Braziliense)
Bolsas no exterior
para formados PASSO A PASSO REQUISITOS Proficiência
no idioma Currículo Boas notas Projeto de estudos Ser brasileiro nato
com residência fixa no país ONDE TENTAR UMA BOLSA Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq) Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) Conselho
Britânico Fundação
de Amparo à pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp) Organização
das Nações Unidas para a Educação Científica
e Cultural (Unesco) Agência de Cooperação
Internacional da Embaixada da Espanha Rotary Club Internacional Associação
Brasileira dos Companheiros das Américas (ABCA) OUTRAS INFORMAÇÕES (Correio Braziliense)
Harvard, já de longe a universidade mais rica do mundo, no ano passado ampliou significativamente sua fantástica riqueza: a dotação da escola saltou mais de 30%, de US$ 14,4 bilhões (cerca de R$ 26,6 bilhões) para US$ 19,2 bilhões (cerca de R$ 35,5 bilhões). Esse valor é maior que os orçamentos anuais de 142 países, entre eles a Cuba, a Jordânia e a Lituânia. O aumento de US$ 5 bilhões (R$ 9,25 bilhões) sozinho é maior que as dotações totais registradas no ano passado por algumas das melhores universidades do país, entre eles o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a Universidade de Colúmbia e a Faculdade Dartmouth. Embora muitas instituições prevejam um aumento significativo em suas dotações este ano, é provável que o de Harvard vá ampliar sua vantagem financeira sobre as outras principais universidades. O que um aumento tão expressivo em dinheiro significa para os 18000 estudantes e 2000 membros do corpo docente e técnicos de Harvard? ``Não acho que isto deva sinalizar qualquer espécie de mudança radical'', disse Joe Wrinn, um porta-voz de Harvard. ``Uma universidade precisa pensar em termos de longo prazo e sobre a natureza cíclica da economia. Não sabemos quais serão nossas futuras necessidades. Mas reconhecemos e somos muito gratos àquilo que a empresa administrativa realizou''. O retorno de 32% sobre os mais de 8.600 investimentos da universidade foi maior que de qualquer ano desde 1983. O índice 500 da Standard & Poor subiu pouco mais de 7,3% durante o mesmo período. O motivo fundamental para o salto foi um retorno de 155% em investimentos em ações privadas, que inclui capital de risco. A Harvard é uma das poucas universidades que têm dinheiro bastante para investir em tais contas, que são consideradas especulativas. Ainda assim, esses investimentos representam apenas 15% da carteira de investimentos da Harvard. ``Sempre mantivemos uma carteira de investimentos bem diversificada'', disse Jack R. Meyer, presidente da Harvard Management Co., que supervisiona a dotação. ``Estamos felizes com onde está e ficaremos felizes se o capital de risco voltar a se sair bem. Mas não estamos planejando nenhuma mudança''. A maioria das escolas ainda precisa elaborar o relatório dos retornos de suas dotações. No ano passado, 34 faculdades registraram dotações acima da marca de um bilhão de dólares e o índice médio de retorno foi de 11%, com o maior retorno de cerca de 29%, de acordo com um estudo anual da Associação Nacional de Administradores Comerciais de Faculdades e Universidades. ``Obviamente, Harvard se saiu extremamente bem'', disse Damon Manetta, porta-voz da associação. ``Isso é provavelmente indicativo de como as demais instituições estão se saindo''. Agora, a verdadeira questão para os diretores de faculdades de Harvard é qual percentual da dotação eles empregarão no orçamento operacional da universidade. Tradicionalmente, o índice médio de dispêndio para as faculdades é de aproximadamente 5,5%. Harvard, que oferece quantias generosas de auxílio financeiro, mas agora custa aos estudantes US$ 33.110 (cerca de R$ 62 mil) de anuidade escolar, destina entre 4% e 5% de sua dotação ao orçamento operacional. ``A pergunta crítica para Harvard é quais são suas prioridades'', disse Gordon Winston, um professor de economia da Faculdade Williams e diretor do Projeto da Economia do Ensino Superior da escola. ``Se eles o usarem para aumentar significativamente o acesso a um ensino magnífico como o de Harvard, eles não poderiam ser censurados por isso. Mas é também questionável se os filhos dos ricos deveriam receber um ensino de Harvard por nada''. A dotação da Harvard provém de doações e também de rendimento dos investimentos. Em dezembro de 1999, a universidade encerrou uma campanha de capital de sete anos que estabeleceu um recorde em filantropia em ensino superior, com um aumento de US$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 4,8 bilhões) . No total, durante o ano fiscal de 2000, a dotação ultrapassou os índices de referência de investimentos em praticamente todas as contas. Os retornos só não conseguiram ganhar dos índices de referência nos investimentos em mercados emergentes e títulos indexados pela inflação. O aumento de 30% do último ano fiscal mais que dobrou o retorno de 12,2% do ano anterior e é maior que o retorno médio de 23% entre 1996 e 1999. Por ora, fontes oficiais da Harvard dizem que não prevêem que seu sucesso vá mudar a estratégia de investimento do próximo ano. ``Depois de um ano tão bom, eu diria que é difícil tirar lições'', disse Meyer. ``A lição, eu diria, é que é possível obter retornos substanciais e, ao mesmo tempo, manter uma carteira de investimentos bem diversificada''. (The Boston Globe) |
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