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A partir desta semana, os estudantes inscritos no Exame Nacional de Cursos (Provão) de 2003 começam a receber uma publicação com uma série de informações necessárias para participar da prova no dia 08 de junho. Leia mais:
O conflito entre as universidades e centros universitários continua. O motivo é que Universidades querem limitar criação de centros universitários. A disputa que já havia chegado ao Conselho Nacional de Educação (CNE, órgão do Ministério da Educação) virou bate-boca público. Leia mais:
Os estudantes inscritos
no Exame Nacional de Cursos (Provão) de 2003 começam a receber,
a partir desta semana, uma publicação com uma série
de informações necessárias para participar da prova
no dia 08 de junho. No Informativo os formandos vão encontrar informações
sobre os conteúdos que serão avaliados, os procedimentos
a serem tomados antes do Exame e o que levar no dia da prova. (Último Segundo - 27/05/03)
Universidades estão em pé de guerra com os centros universitários. A disputa que já havia chegado ao Conselho Nacional de Educação (CNE, órgão do Ministério da Educação) virou bate-boca público. A raiz da briga está na autonomia concedida por decreto presidencial de 1997 aos centros para abrirem novos cursos e aumentarem o número de vagas, sem necessidade de autorização do MEC. A autonomia divide parlamentares, advogados, entidades e os conselheiros do CNE - alguns consideram a autonomia inconstitucional. As universidades têm a mesma autonomia, mas precisam manter um quadro maior de mestres e doutores entre seus professores além de serem obrigadas a oferecer pós-graduação e fazer pesquisas. Em abril, a chanceler Cláudia Levinsohn, do Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UniverCidade) disse que "nas universidades públicas brasileiras, a maioria das pesquisas é feita de brincadeirinha". Nas particulares, "enganação". A UniverCidade defende que todas as instituições de ensino superior - faculdades isoladas e integradas - passassem a ter autonomia. A UniverCidade acusou uma das conselheiras do CNE, Marília Ancona-Lopez (contrária à autonomia), de estar a serviço das universidades particulares - em especial a Universidade Paulista (Unip), onde trabalha. A Unip é a maior universidade privada do País, com 85 mil alunos. A UniverCidade é o maior centro universitário, com 35 mil. Marília processa a UniverCidade por injúria e nega que atenda interesses de universidades. "Quero esclarecer a constitucionalidade do artigo que concede autonomia aos centros", diz. Sua posição parece contrariar colegas do conselho. "No CNE impera uma política de se evitar a discussão sobre os centros." Para ela, a autonomia dos centros pode levar à expasão de cursos sem qualidade, já que não têm um acompanhamento do MEC. O empresário Ronald Levinsohn, proprietário da UniverCidade, voltou a fazer acusar Marília ontem e disse ter "inúmeras provas" sobre sua suposta vinculação. "As provas serão apresentadas em juízo." Para Levinsohn, as universidades estão movidas por um interesse "puramente mercantil". Doutores - Para o reitor da Unip, João Carlos Di Genio, além da discussão sobre a qualidade, há outro problema em jogo: a diminuição ou restrição do número de universidades no País, as únicas instituições que formam mestres e doutores. "Desde o decreto de 1997 que criou os centro universitários, 72 centros foram abertos e nenhuma universidade", diz ele. "Como as exigências são diferentes, ninguém mais quer abrir universidade." Segundo Di Genio, que nega qualquer interesse comercial na discussão, o governo federal terá de derrubar a automia e passar a estimular a abertura de universidades, se quiser alcançar uma das metas de campanha, a de dobrar o número de mestres e doutores brasileiros até o fim da gestão. (O Estado de S. Paulo - 28/05/03)
Um parecer elaborado pela consultoria jurídica do Ministério da Educação sugere que o governo suspenda a aplicação do decreto que deu autonomia dos centros universitários para abrir novos cursos superiores e peça ao Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar se a lei é ou não constitucional. O parecer foi uma resposta à consulta feita pela Secretaria de Ensino Superior do MEC, a pedido de uma conselheira do Conselho Nacional de Educação. O texto, assinado pelo consultor Moisés Teixeira de Araújo, sugere que o próprio ministério pode alterar o decreto antes mesmo de uma decisão do STF. No entanto, o ministro da Educação, Cristovam Buarque, informou que não vai suspender o decreto por enquanto. A lei, de dezembro de 2001, dá aos centros universitários o direito de abrir novos cursos sem autorização prévia do MEC, desde que tenham boas notas no Provão. Essa era uma prerrogativa das universidades, que se diferenciam dos centros por serem obrigadas a investir em pesquisa e extensão. Vários setores do ensino superior reagiram ao decreto, criticando-o por dar aos centros universitários o bônus sem o ônus, ou seja, permitir a abertura de novos cursos sem cobrar uma contrapartida. (O Globo - 28/05/03)
Um curso exclusivamente via internet destinado a pessoas da terceira idade. Esta é a proposta da Uati (Universidade Aberta à Terceira Idade), que recentemente firmou uma parceria com o Laboratório de Ensino à Distância do Departamento de Informática em Saúde da Unifesp (Universidade federal de São Paulo). (Folha Online - 27/05/03)
A Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância) realizou nesta terça-feira, em São Paulo, o 2° Encontro Estratégico de Universidades Corporativas Brasileiras. O objetivo do encontro foi a criação de uma "comunidade de prática" dos profissionais que estão desenvolvendo e operando Universidades Corporativas no país. (Folha Online - 27/05/03) |
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