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Desde sua fundação, o Fies (Financiamento Estudantil) nunca foi tão procurado. Com apenas cinco dias, mais de 52 mil pessoas já se cadastraram para concorrer a uma das 70 mil vagas oferecidas para este semestre. Leia mais:
As provas de transferência para Universidade de São Paulo (USP) estão exigindo dos alunos mais atenção e dedicação aos estudos. Leia mais:
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Nunca, desde sua criação há quatro anos, o programa de financiamento escolar da União (Fies) foi tão procurado. Em cinco dias – de segunda, quando se iniciaram as inscrições, a sexta-feira – 52.612 pessoas visitaram o site do programa e se cadastraram a uma das 70 mil vagas para este semestre. Em 2002, nos sete primeiros dias, foram 31 mil inscrições. A Caixa Econômica Federal, responsável pelas inscrições, já havia aumentado a capacidade do site do Fies de receber acessos simultâneos. A mudança passou a permitir até 6 mil visitas ao mesmo tempo. Mas no primeiro dia de inscrições mais de 9 mil estudantes acessaram (ou tentaram acessar) o site – ante uma média de 1.800 no segundo semestre do ano passado. Resultado: congestionamento que prejudicou a navegação nos primeiros dias da semana. Recessão – O principal motivo para o aumento no volume de interessados é a crise econômica do País, que vem reduzindo o poder aquisitivo dos brasileiros. Segundo a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), a taxa de inadimplência da educação no Brasil gira em torno de 25% a 30%. Particularmente em relação ao Fies de 2003 e ao contrário de anos anteriores, só houve uma fase de inscrições, e não duas. Há 10 mil vagas a menos do que em 2002. O estudante do curso de Letras da PUC-SP Rodrigo de Carvalho tentou cadastrar-se, mas não conseguiu – ou por causa do excesso de conexões ou por falha no sistema. Vai tentar nos próximos dias. “Preciso do crédito. Estou de aviso prévio e a mensalidade do meu curso é de cerca de R$ 700,00, fora os gastos com livros e condução.” Carvalho está no 2.º semestre do curso. Se não conseguir o financiamento do governo, tentará uma bolsa de estudos. O Fies financia até
70% do curso. A amortização por parte do aluno é
feita em três etapas: durante o curso, no primeiro ano após
formado e a partir do segundo ano. As inscrições podem ser
feitas até 22 de agosto, somente pela internet no endereço
http://fies.caixa.gov.br.
Quinta-feira da semana passada à noite. O estudante Jonatas Santiago Souto, 23, sai de casa, no Butantã (zona oeste de SP), e se dirige a Pinheiros (também na zona oeste), bairro que tem uma das maiores concentrações de bares, boates e restaurantes da capital paulista. Só que o destino do rapaz é, na verdade, uma biblioteca. Ele precisa devolver alguns e pegar emprestado outros tantos livros de alemão, seus companheiros inseparáveis nos últimos meses. Souto tem pouco tempo para dar uma "arrancada final" nos estudos. Se tudo saiu como ele esperava ontem, na primeira fase do processo de transferência para a USP (Universidade de São Paulo), o rapaz deverá fazer a prova específica de alemão em setembro. Passar ou não na seleção poderá ser decisivo no futuro profissional dele porque, depois de um ano e meio, Souto não consegue mais pagar os cerca de R$ 800 mensais no curso de letras, com ênfase em inglês, da Universidade Mackenzie. A solução, diz, é entrar numa universidade pública -mesmo que isso signifique aprender alemão (habilitação com vaga disponível) em menos de um semestre. Souto estudou em escola pública e se sustenta desde os 17 anos dando aulas de inglês e português para estrangeiros. Órfão, não tem a quem pedir ajuda financeira. "Na universidade pública, além de pesquisa e pós-graduação de melhor qualidade, você tem tudo, de assistência médica a lazer", afirma. "As pessoas acham que é impossível entrar, mas, se você é bom aluno, tem chance de conseguir a transferência", completa. Recomeço Breno Enrico Lemos, 25, é um exemplo disso. Estudante de destaque na Universidade de Mogi das Cruzes (Grande SP), ele também recorreu à transferência por causa do alto custo da mensalidade no curso de odontologia: pouco mais de R$ 1.000. "Já estava até recebendo ajuda do Fies [programa de financiamento estudantil do MEC], mas, mesmo assim, estava pesado", lembra. Entrar na USP em 2000 significou ter de praticamente jogar fora os dois anos de faculdade já cursados e começar do zero. "Mas valeu a pena. Foi como uma segunda chance. A concorrência [mais ou menos 30 candidatos por vaga] foi até maior do que no vestibular, mas, sem matemática e física para me atrapalhar, deu tudo certo", conta, rindo. Lemos havia tentado entrar duas vezes na USP pelo vestibular, mas não conseguia passar da primeira fase. "Fiz o terceiro ano [do ensino médio] numa escola estadual e estava em desvantagem na concorrência", diz. Tanto Lemos quanto Souto afirmam que, em geral, os estudantes que entram numa universidade pública por transferência dão mais valor à vaga e têm melhor aproveitamento do curso. (Folha de S. Paulo – 28/07/03)
A Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) lançará, em setembro, o primeiro volume do "Atlas das Regiões Metropolitanas Brasileiras" dirigido a alunos e professores dos ensinos fundamental e médio, durante o 1º Seminário Nacional das Regiões Metropolitanas, que acontecerá na Faculdade de Formação de Professores da Uerj, em São Gonçalo. (Folha Online – 27/07/03) |
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