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No último ano, o número de estudantes dos cursos sequenciais de formação específica cresceu 73%, segundo dados do Censo da Educação Superior 2002. Leia mais:
Embora o plano do governo federal seja implantar o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), que deve substituir o provão, já em 2004, a forma como ele vai funcionar na prática ainda é uma incógnita para o próprio presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Luiz Araújo. Leia mais:
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O número de estudantes dos cursos sequenciais de formação específica cresceu 73% no último ano, segundo o Censo da Educação Superior 2002. Há duas modalidades de curso sequencial: curso superior de formação específica e curso superior de complementação de estudos. (Folha Online – 28/10/03)
Embora o plano do governo federal seja implantar o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), que deve substituir o provão, já em 2004, a forma como ele vai funcionar na prática ainda é uma incógnita para o próprio presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Luiz Araújo. O órgão, subordinado ao MEC (Ministério da Educação), realiza a avaliação. Em debate promovido ontem em São Paulo pelo Instituto Fernando Braudel de Economia Mundial, Araújo não respondeu a nenhuma questão sobre a operacionalização do Sinaes e se justificou, dizendo que a comissão que o elaborou não tinha a função de definir como seria colocado em prática. "Muitas das perguntas feitas aqui são nossas também." A versão final do Sinaes será divulgada no início de novembro. Araújo não soube explicar quais serão os critérios para a determinação da amostra de alunos que serão avaliados -hoje, todos os formandos são obrigados a fazer uma prova. Também não disse qual a garantia de que o universo de amostragem terá valor, já que o exame passará a ser opcional. Não esclareceu quais serão os itens da auto-avaliação que cada instituição terá de fazer -uma das principais novidades do Sinaes - nem como evitar que seja distorcida por corporativismo. Como a idéia do MEC é que os cursos não entrem mais num ranking de notas – o que ocorre hoje -, surgiu a dúvida de como a sociedade será informada sobre a qualidade dos cursos. Araújo disse apenas que o ministro Cristovam Buarque quer que sejam criados "indicadores mais concretos de resultados", para que a divulgação seja transparente, mas não especificou quais seriam eles. Com relação a prazos, afirmou que todo o ciclo do Sinaes deve durar três anos e que a idéia inicial é avaliar os alunos anualmente. As incertezas levaram os demais debatedores a dizer que dificilmente o sistema começa a funcionar em 2004. "Saio com as mesmas dúvidas que tinha ao entrar, dúvidas levadas por universidades à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados", disse a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO), que preside a comissão. Para a ex-presidente do Inep (na gestão FHC, quando o provão foi criado) Maria Helena Guimarães, será inviável fazer uma avaliação completa de 1.600 instituições de ensino em três anos. Araújo saiu assim que acabou o debate e disse que ele "não foi bem balanceado". (Folha de S. Paulo – 28/10/03) |
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