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A Universidade Rikkyo, no Japão, usará a Internet via celular para manter seus alunos informados sobre as atividades dos professores e do campus. Essa forma de comunicação foi escolhida, pois, 92% dos alunos possuem o aparelho, contra 35% de computadores pessoais. Leia mais.
Uma universidade japonesa alega que acaba de se transformar a primeira no mundo a empregar telefones móveis capacitados para acesso à Internet para ampliar a comunicação entre seus professores e os estudantes para quem eles lecionam. A Universidade Rikkyo, localizada na região oeste de Tóquio, acaba de lançar um site na Web acessível para os usuários dos telefones i-mode da NTT DoCoMo, que permitem que os estudantes recuperem seu atraso nos trabalhos acadêmicos, façam perguntas aos professores e verifiquem os horários e cancelamentos de suas aulas. O sistema, que já está recebendo por volta de 40 mil visitas mensais, deve ser em breve adotado por outras universidades japonesas. A Universidade Rikkyo foi inundada de pedidos de outras instituições de ensino próximas, e de fabricantes de telefones celulares capacitados para acesso à Internet de lugares tão distantes quanto a Suécia. O novo sistema vem sendo o destaque em uma campanha publicitária veiculada na televisão japonesa. A rede é um sistema particularmente bem adaptado ao estilo das universidades japonesas, cujos estudantes em sua maioria não moram nos campi, indo de casa para as suas faculdades a cada dia, e cujos professores são notórios pela sua dificuldade de acesso. "Queríamos criar uma rede de comunicações que conectasse os estudantes aos seus familiares", diz Shuichi Sakata, um professor de Ciências Sociais que ajudou a projetar o programa. A Universidade Rikkyo está funcionando online desde 1993. Mas quando ela tentou expandir esse programa criando um chamado "campus virtual" na Internet, com o objetivo de disseminar informações sobre seus cursos e aulas, seus dirigentes temiam que alguns dos estudantes ficassem privados dessa forma de comunicação. As preocupações eram bastante justificadas. De acordo com um estudo conduzido pela universidade, apenas 35% dos estudantes da Rikkyo possuem computadores pessoais; em contraste 92% deles têm telefones celulares. O rumo a tomar se tornou óbvio, disse o professor Sakata, especialmente depois que a NTT ME, uma subsidiária da principal operadora de telecomunicações do Japão, abordou a Rikkyo com uma oferta para rachar os custos de desenvolvimento do projeto. O professor Sakata preferiu não comentar sobre esses custos. A NTT ME projetou um sistema que converte sites padronizados na Web, voltados a computadores pessoais, em blocos de informação que podem ser exibidos nas telas dos celulares i-mode, que têm o tamanho aproximado de um cartão de crédito. Usualmente, os usuários dos celulares i-mode não estão capacitados a obter acesso aos mesmos sites vistos pelos usuários de computadores pessoais. Os estudantes têm acesso a cada departamento da universidade, e a quadros virtuais de avisos de alguns dos cursos que ela oferece. Os analistas do setor de telefonia celular elogiaram bastante o projeto. "A maior parte das pessoas se concentram em atividades de empresas a pessoa ou de empresa a grupos. Mas esse é um exemplo de projeto de faculdade a grupo. Esperamos ver mais idéias como essa sendo colocadas em prática", disse Tatsuto Ono, autor de diversos livros sobre telefonia celular e executivo na agência de publicidade japonesa Hakuhodo. Mariko Fujiwara, diretora do Instituto de Vida e Modo de Vida da Hakuhodo, a divisão de pesquisas da agência de publicidade, disse a tecnologia de telefonia móvel i-mode já é parte das salas de aula. Os estudantes universitários japoneses agora empregam símbolos costumeiros na comunicação por e-mail, por um exemplo um rosto sorridente ou um coração partido, em seus trabalhos acadêmicos. Mas funcionários da Universidade Rikkyo demonstraram cautela quanto às perspectivas do programa. Embora o quadro de avisos sobre cancelamentos de aulas se tenha provado extremamente popular, e a rede tenha dado aos alunos uma nova avenida para que se expressem, o professor Sakata diz que convencer os estudantes e professores a usar o sistema provou ser muito mais difícil do que se esperava. (Financial Times) |
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