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Associar um curso superior com atividades sociais são as novas propostas que muitas universidades estão adotando. É uma boa chance que os estudantes têm para conhecer a carreira escolhida na prática. Os programas podem até mesmo constar da grade curricular. Leia mais:
São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, abre hoje (29/05), com uma aula inaugural do geógrafo e ambientalista Aziz Ab'Sáber, a Universidade Aberta do Mar. O projeto é desenvolvido pela Sociedade Civil São Sebastião Tem Alma. Leia mais:
Você já pensou em associar um curso superior com atividades sociais? Estas são uma boa chance de conhecer a carreira escolhida na prática. Então vale a pena pesquisar o que as instituições de ensino e as organizações de estudantes estão fazendo. Há projetos que envolvem desde alunos de cursos de tecnologia em engenharia civil até os que cursam odontologia. Os programas podem até mesmo constar da grade curricular. As ações sociais são mantidas por diversos organismos das universidades, algumas das quais possuem departamentos exclusivos para esse fim. O estudante pode informar-se sobre essas atividades nas secretarias das instituições, nos centros acadêmicos ou nas empresas juniores (mantidas pelos próprios alunos). "Quando desenvolvem um programa social, os alunos enfrentam problemas como a falta de recursos. Nesse caso, eles aprendem a ser criativos", afirma Liliane Pellegrini, coordenadora do Departamento de Projetos Sociais da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Para ela, o estudante poderá também conhecer as oportunidades em um mercado crescente: o do terceiro setor. As atividades sociais, diz Pellegrini, estimulam os alunos a pesquisar e a buscar novas informações sobre a carreira. "Um estudante de direito que promova atividades com crianças, primeiramente, colocará na prática, por exemplo, o que aprende sobre os direitos da criança e do adolescente e, em segundo lugar, entenderá quais as conseqüências de determinadas ordens judiciais." (Folha de S. Paulo - 29/05/03)
A grade curricular do curso de odontologia da Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), em São Paulo, inclui ações sociais que serão desenvolvidas pelos próprios estudantes. Logo no primeiro ano do curso, o aluno terá a disciplina de ciências sociais e prevenção da saúde. O graduando desenvolverá um projeto que envolverá a criação de jogos pedagógicos para a orientação da população sobre a saúde odontológica. Os alunos ensinarão, por exemplo, as crianças de uma escola da rede pública a escovar corretamente os dentes. No segundo ano, eles ganharão uma carga a mais de responsabilidade. Na disciplina de odontologia em saúde pública, eles montarão seminários ou peças teatrais. A idéia é mostrar os principais problemas relacionados à saúde bucal, como as cáries e o câncer da boca. "Os alunos são convidados por instituições para apresentar os seus trabalhos", diz José Rodrigues Fernandes, professor responsável por essas atividades. No mês de maio, foram quatro chamadas. Quando as apresentações são agendadas para dias de semana, todos os alunos devem participar delas. Quando ocorrem nos finais de semana, somente os estudantes voluntários atuam. Finalmente, no último ano da graduação, os alunos farão o atendimento clínico gratuito da população carente e dos portadores de deficiência. Para Fernandes, as atividades desenvolvidas são importantes para que os estudantes aprendam a lidar com os diferentes tipos de paciente e com as dificuldades de transmitir as informações necessárias para o público em geral. (Folha de S. Paulo - 29/05/03)
São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, abre hoje, com uma aula inaugural do geógrafo e ambientalista Aziz Ab'Sáber, a Universidade Aberta do Mar. (Folha Online - 29/05/03)
Um convênio entre a Universidade Anhembi Morumbi e a Assindes (Associação Internacional para o Desenvolvimento), firmado em 2000, permite a estudantes voluntários que desenvolvam projetos sociais com base nos conhecimentos que adquiriram na sala de aula. O projeto Arsenal da Esperança, que atende a moradores de rua, abrange oficinas criadas por estudantes e por professores. Os alunos do curso de teatro, por exemplo, oferecem orientação de corpo e de voz. A dinâmica é destinada a pessoas que queiram trabalhar como garçons, entre outras atividades. "Esses profissionais têm de saber como abordar o cliente e como manter uma postura correta", afirma Edna Belasco de Magalhães, coordenadora do Programa de Participação Social e Comunitário da universidade. Os alunos de design desenvolvem atividades que ensinam os moradores de rua a produzirem esculturas e outros tipos de artesanato. Também são oferecidas aulas de informática. Os voluntários que cursam moda monitoram aulas de costura industrial básica. Os estudantes de enfermagem e fisioterapia, por sua vez, oferecem palestras sobre saúde e higiene pessoal. A novidade deste ano será a incorporação de alunos do curso de administração, que serão responsáveis por aulas de empreendedorismo e de formação de cooperativas. "Essa etapa será importante para que os beneficiados possam se organizar e administrar os seus negócios", diz Magalhães. Em 2002, foram 13 cursos, que atenderam 291 pessoas. Neste ano, o número de beneficiados deve dobrar. (Folha de S. Paulo - 29/05/03)
"É mais fácil para um juiz julgar um caso quando ele conhece as diversas partes envolvidas", afirma a estudante de direito Nicole Figueiredo de Oliveira, 22, presidente do projeto Criança Sorriso, que atende crianças em situação de risco, como aquelas que sofreram maus-tratos ou agressão sexual. O projeto é desenvolvido na Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. O Criança Sorriso desenvolve atividades que visam integrar a criança ao grupo e trabalhar a sociabilidade dela. Os estudantes recebem treinamento antes de iniciar o trabalho. Aprendem, por exemplo, noções sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Para Oliveira, esse trabalho também lhe permite conhecer outras funções, que poderá exercer futuramente na profissão, como fazer relatórios, pensar em cartazes de divulgação, selecionar pessoal, chefiar uma equipe etc. Participam do projeto estudantes dos cursos de direito, de psicologia, de pedagogia, de moda e de arquitetura. Além das atividades comuns, os estudantes de direito acompanham os processos judiciais, os de psicologia e de pedagogia desenvolvem novas atividades recreativas, os de moda criam roupas que serão vendidas para arrecadar fundos e os de arquitetura mantêm o site do projeto e desenvolvem o conteúdo dos folders. O Criança Sorriso foi idealizado pelos estudantes e submetido ao Departamento de Projetos Sociais da instituição. Aprovado pela universidade em 2000, o projeto recebe recursos financeiros e suporte para as atividades. São atendidas 300 crianças de cinco entidades. (Folha de S. Paulo - 29/05/03) |
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