|
|||||||||||||||
|
Os professores das universidades federais estão em greve desde o dia 22 de agosto. Entre as reivindicações estão reajuste salarial de 75,48%, incorporação de gratificações e abertura de 8 mil vagas. O governo ofereceu R$ 350 milhões para o aumento das remunerações, mas mesmo assim ainda não há acordo. Leia mais
Os professores das universidades federais estão em greve desde o dia 22 de agosto. Entre as reivindicações estão reajuste salarial de 75,48%, incorporação de gratificações e abertura de 8 mil vagas. O governo ofereceu R$ 350 milhões para o aumento das remunerações, mas mesmo assim ainda não há acordo. No final de setembro,
quando a greve já tinha completado um mês, o ministro da
Educação, Paulo Renato Souza, decidiu não pagar os
salários dos docentes. O pagamento do salário de setembro foi parar na Justiça. O Sindicato Nacional do Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) conseguiu, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma liminar que anulava a decisão do ministro. O governo recorreu e ganhou: o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a decisão do STJ que determinava pagamento dos salários de setembro dos professores universitários em greve. Em meados do mês, foi preciso a interferência do presidente Fernando Henrique Cardoso para que o Andes retomasse a as conversações com o MEC. Desde o bloqueio do salário de setembro, os professores tinham interrompido as negociações. Apesar da oferta de R$ 350 milhões do MEC, o impasse continua. O Andes insiste em continuar a greve até que o salário de setembro seja pago. O governo só pagará setembro se a greve acabar. Em reunião realizada sexta-feira, representantes do MEC e do Andes não chegaram a um consenso sobre o reajuste salarial. O MEC chegou a rascunhar um termo, exigido por parlamentares para garantir a aprovação dos recursos necessários aos aumentos salariais prometidos. Mas os sindicalistas se recusaram a assinar o texto. Enquanto a greve continua, os universitários e os candidatos a vestibulares das federais são os mais prejudicados. Em muitos casos, o semestre letivo já está perdido. Os professores já chegaram a ameaçar que não farão reposição das aulas perdidas com a greve. (O Estado de S. Paulo)
Apenas alunos que fizeram o primeiro e o segundo graus na rede pública poderão se inscrever no programa. As bolsas serão destinadas aos estudantes que obtiverem as melhores notas no Exame Nacional de Ensino Médio (O Estado de S. Paulo)
O perfil dos estudantes que se formam nas universidades federais é menos elitista do que o dos que estudaram nas particulares, contrariando o senso comum de que os ricos vão para as públicas e os pobres, para as particulares. Nas federais, a porcentagem de formandos com renda mensal familiar acima de R$ 3.021 é de 24,4%. Nas particulares, essa porcentagem chega a 31,5%. Os dados são do questionário socioeconômico do provão de 2000. Nas instituições estaduais e municipais, a proporção é ainda menor: 18,7% e 19,9%, respectivamente. Apesar disso, a porcentagem de cursos noturnos no sistema federal de ensino superior é pequena, se comparada à de outras instituições públicas. Esses cursos, tradicionalmente, atendem a um público mais carente, que precisa conciliar os estudos com o trabalho. Um dado do censo do ensino superior do MEC de 2000 mostra que a porcentagem de cursos noturnos nas federais é de apenas 21,73%. "Na USP, essa porcentagem é de mais de 40%. Há universidades federais que têm apenas 1% ou menos de cursos noturnos", diz a secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Helena Castro. O presidente da Andifes (associação que representa os reitores das federais), Carlos Roberto Antunes dos Santos, defende as universidades. "Estamos cumprindo o acordo de expansão do ensino superior que assumimos com o MEC e aumentando as vagas em cursos noturnos, mesmo sem aumento de recursos." (Folha OnLine) |
|
|||||||||||||