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Contrário à criação de cotas para negros nas universidades, o ministro da Educação Paulo Renato Souza, viajou há duas semanas em busca de US$ 5 milhões que financiariam cursinhos pré-vestibulares. Dinheiro garantido, recém-chegado, o ministro mostrou que não mudou de idéia: vai, sim, financiar jovens e adultos para ingressar na faculdade, mas brancos, negros ou índios. ''Não é restrito'', disse Paulo Renato. Leia mais
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, conseguiu o que queria. Assumidamente contrário à criação de cotas para negros nas universidades, ele viajou há duas semanas em busca de US$ 5 milhões que financiariam cursinhos pré-vestibulares para a população negra. A viagem aos Estados Unidos foi considerada uma mudança: Paulo Renato teria cedido às pressões do governo, empenhado em implantar cotas no funcionalismo e no ensino superior. Nada disso. Dinheiro garantido, recém-chegado, o ministro mostrou que não mudou de idéia: vai, sim, financiar jovens e adultos para ingressar na faculdade, mas brancos, negros ou índios. ''Não é restrito'', disse Paulo Renato. O ministro continua a tentar evitar cotas para negros no ensino superior. Os US$ 5 milhões vão financiar o projeto de cursinhos para jovens carentes, o Diversidade na Universidade, mas nada de discriminação. ''O caso da entrada de negros no ensino superior não será resolvido com cotas'', argumenta. O dinheiro é do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que exigiu uma contrapartida de US$ 4 milhões do Tesouro Nacional. O acordo está sendo redigido esta semana nos EUA por técnicos do MEC e do BID. Em março, será assinado no Ceará, na reunião anual do Banco, e entra em vigor imediatamente, mesmo sem a liberação dos recursos. O ministro encontrou no Diversidade na Universidade uma boa forma de driblar o sistema de cotas, do qual nunca foi fã. ''São 500 anos de maus-tratos. A questão agora é compensá-los para que tenham chance de passar no vestibular.'' Os Estados escolhidos para deslanchar o programa são Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Maranhão e Mato Grosso do Sul, que têm um expressivo percentual de estudantes de baixa renda. O objetivo é, por três anos, apoiar pré-vestibulares dirigidos a comunidades carentes. (Jornal do Brasil) A distância entre brancos e negros continua intocável no país. É o que mostra um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). É verdade que na última década os índices sociais e econômicos no Brasil melhoraram: na educação e na saúde, os resultados das políticas públicas foram positivos para negros e brancos. Mas não o suficiente para aproximá-los. Os dados da pesquisa comprovam: o Brasil do terceiro milênio ainda é reconhecido e dividido entre ''nação branca'' e ''nação negra''. O coordenador nacional da pesquisa de discriminação racial do Ipea, Ricardo Henriques, reuniu dados do IBGE de 1999 e comprovou que a vida melhorou ano após ano na última década do século 20. ''O ganho foi muito alto, mas isso não alterou a distância entre as raças'', explica. O pesquisador considera que a adoção de políticas afirmativas, no governo, empresas e escolas, modificaria rapidamente este cenário, desfavorável para cerca de 45% da população. ''O Brasil precisa tratar desigualmente quem é desigual''. O Ipea descobriu que jovens negros permanecem em média, 2,3 anos a menos na escola que os brancos. ''O jovem negro de 25 anos vai levar pelo menos 20 anos para alcançar o branco e recuperar o tempo perdido'', diz Ricardo Henriques. Ontem, técnicos do Ministério da Justiça responsáveis por elaborar programas de recuperação para jovens infratores ouviram de Ricardo Henriques um conselho duro e que pode dar início a uma mudança radical nas ações de reabilitação adotadas pelo governo. ''Há um cinismo da sociedade brasileira que se recusa a discutir a questão racial. Isso é inaceitável''. O pesquisador sugeriu aos gerentes dos programas do Ministério da Justiça um enfoque racial nas avaliações: ''As crianças e os adolescentes negros devem ser prioridade''. No país, 70% das pessoas consideradas miseráveis - longe de atingir a meta de R$ 120 por pessoa/mês - são negras. Apenas 2% dos negros conseguem entrar na universidade e sete em cada dez negros não completam o ensino fundamental. (Jornal do Brasil)
Hoje, quem tira as melhores notas consegue estudar inglês, espanhol ou francês, obviamente os mais procurados. Para quem não se destaca no primeiro ano da USP, sobram as outras 11 opções. Ontem foi o último dia para que os alunos vissem suas médias e escolhessem entre as habilitações oferecidas. Todos eles já têm garantida a habilitação em português. "É um segundo vestibular", diz a estudante Virgínia de Carvalho Moraes, de 22 anos. "A gente entra na faculdade certo de que vai cursar espanhol e depois fica dependendo das notas", reclama. Já Tatiana
Silvestri, que teve média 7 no primeiro ano, quer cursar inglês.
Como segunda opção, escolheu italiano. "Se não
conseguir nenhuma das duas, desisto do curso." Além da letras, o ciclo básico foi criado também na Escola Politecnica da USP. "O aluno recebe mais informação, entra em contato com outras línguas e muitas vezes resolve escolher uma habilitação que ele nem tinha pensado", diz a assessora da pró-reitoria de graduação da USP, Maria Vicentina Dick. Segundo ela, só no fim deste ano, quando se forma a primeira turma depois do ciclo básico, é que poderá ser feita uma avaliação da iniciativa. "O que já foi notado pelos professores do segundo ano é que os alunos chegam bem melhor preparados." Maria Vicentina assegura que há apenas dois alunos concorrendo a cada vaga nos cursos mais procurados. Antes, pelo vestibular da Fuvest, a relação candidato-vaga era de 26. "Não acredito que alguém desista da faculdade porque não consegue sua primeira opção." A USP informará amanhã aos alunos em qual curso poderão estudar (O Estado de S.
Paulo)
As inscrições para o provão 2002, Exame Nacional de Cursos, poderão ser feitas até o dia 22 de março, pelas instituições de ensino superior que têm concluintes nos cursos a serem avaliados. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação), já enviou aos coordenadores as informações e instruções necessárias para o cadastramento dos estudantes que deverão participar da avaliação. As inscrições só podem ser feitas pela internet. Os cursos que não têm estudantes aptos a participar do exame deverão prestar essa informação por meio da página na internet. As dúvidas sobre a inscrição poderão ser esclarecidas pelo e-mail: provao2002@inep.gov.br. O provão 2002, que será aplicado no dia 9 de junho, contará com a participação de mais de 320 mil alunos de 4.700 cursos de 24 áreas: agronomia, arquitetura e urbanismo, administração, biologia, ciências contábeis, direito, economia, enfermagem e obstetrícia, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia mecânica, engenharia química, farmácia, física, história, jornalismo, letras, matemática, medicina, medicina veterinária, odontologia, pedagogia, psicologia e química. (Folha OnLine) |
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