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Neste semestre começa a funcionar o Programa Andifes de Mobilidade Estudantil. Seguindo a proposta, estudantes de qualquer curso de graduação das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) poderão cursar durante um ano outras instituições federais de ensino. Leia mais:
A Reitoria da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) proibiu a venda de bebidas alcoólicas dentro da instituição. O objetivo é diminuir os crescentes casos de violência em encontros e festas. Leia mais:
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Começa a funcionar neste segundo semestre o Programa Andifes de Mobilidade Estudantil. Através do programa, os estudantes de qualquer curso de graduação das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) poderão deslocar-se temporariamente para outras instituições federais, onde terão a oportunidade de estudar por até um ano. A novidade surgiu de um convênio firmado, em abril deste ano, entre as IFES, por meio da Andifes. Segundo o presidente da Comissão de Desenvolvimento Acadêmico da Andifes, reitor Evaldo Vilela, este é o primeiro programa, dessa natureza para a graduação, de abrangência nacional - um programa semelhante já existe em universidades da Comunidade Européia. "Para os estudantes, a mobilidade temporária proporcionará uma formação contemporânea, com a chance de complementar ou ampliar seus conhecimentos das manifestações culturais específicas, novas tecnologias e novos conhecimentos científicos, adquirindo, certamente, um pensamento mais crítico a respeito das realidades do país. É uma experiência inédita, que eles não encontrariam, na mesma intensidade, na instituição onde estão matriculados", destaca o reitor. Para se inscrever no programa, o aluno deve ter concluído o 1º. e 2º. semestres ou o primeiro ano letivo do curso com, no máximo, uma reprovação. Sua transferência temporária também dependerá da disponibilidade de vaga nas disciplinas pretendidas. Enquanto encontrar-se em outra instituição, através do Programa de Mobilidade, o estudante terá vínculo temporário com a instituição receptora, conservando, no entanto, o vínculo definitivo com a instituição de origem. "Durante a permanência na instituição receptora, o aluno estará submetido ao respectivo regime acadêmico, sendo, portanto, as aprovações e reprovações devidamente registradas no histórico escolar", lembra o presidente da Comissão de Desenvolvimento Acadêmico. Apesar de obter aproveitamento direto de créditos, freqüentando disciplinas do curso em que está matriculado na sua instituição de origem, o estudante também pode buscar alternativas para a sua programação, em outras atividades, de acordo com a disponibilidade da instituição receptora. "O que deve ficar claro para as comunidades universitárias é que o principal objetivo do programa é abrir os horizontes para a formação de profissionais diferenciados, mais preparados para um mundo exigente e em rápida transformação", diz Vilela. No entanto, lembra o reitor, o sucesso desta iniciativa dependerá da seriedade e dedicação do aluno às atividades programadas para o período da mobilidade, bem como da clara visão, por parte das coordenações, acerca da necessidade da formação de profissionais com a eclética formação que o mundo contemporâneo exige. (Universiabrasil.Net – 30/07/03)
Os encontros de universitários, professores e funcionários que acontecem sempre às sextas-feiras nos butecos de alguns diretórios acadêmicos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) já não têm mais o mesmo sabor. Em 11 deste mês, a reitora da instituição, professora Ana Lúcia Gazzola, publicou a portaria 2122/2003 que proíbe a venda de bebidas alcoólicas dentro da universidade, com o objetivo de diminuir os crescentes casos de violência em encontros e festas. A decisão mexeu com os ânimos dos estudantes. Eles a encaram como repressiva e prometem organizar um grande movimento estudantil contra a proibição. Nas festas, como as calouradas, que reúnem até 30 mil pessoas no campus, bebidas alcoólicas também não podem mais ser comercializadas. Os eventos dependem agora da aprovação da reitora, presença do diretor do prédio, caso seja realizada por um curso específico, e só serão autorizados sob a garantia de que não trarão prejuízos para as atividades acadêmicas. No prédio onde funciona o curso de biologia, a proibição preocupa alunos que estão passando para o último período. Eles explicam que, com a comercialização de cervejas (única bebida que era autorizada) em reuniões, sempre entre 18h e 0h, no saguão do prédio, arrecadavam dinheiro para custear a formatura. Estamos passando para o 8º período e vamos assumir o DA. Fizemos nossos cálculos para formatura contando com a venda de cerveja, cuja arrecadação chega a até R$ 9 mil por semestre. Agora, não sabemos o que fazer , lamenta o aluno Glênio Pereira dos Santos. Segundo a secretária do DA de biologia, Maíra Oliveira Campos, os estudantes do local estão achando a medida hipócrita. A reitora proíbe a venda, mas não veta o consumo. Ela alega que o problema é a violência, mas esquece que carros são assaltados e há tentativas de estupro no campus, no meio da semana, durante o dia. Isso não é problema de bebida e, sim, da falta de segurança , afirma. Integração Os alunos do curso de veterinária e odontologia, cujos butecos também estão ameaçados, são, igualmente, contrários à medida. Estamos no 3º período e sempre participamos desses eventos, que ajudam na integração entre calouros e veteranos. Já vimos uma ou outra briga, mas não acho que isso seja problema de bebida , afirma a estudante de odontologia Agnes Batista Meireles. A coordenadora do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFMG, Luana Bonone, afirma que em 13 de agosto os estudantes farão uma mobilização com o lema Lei seca é falso moralismo. Educação para combater o alcoolismo . Ela diz que, ao aprovar a proibição, o conselho diretor não consultou a comunidade estudantil. O maior problema da universidade é a falta de segurança, não o consumo de bebidas alcoólicas , afirmou. (Estado de Minas – 30/07/03) |
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