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Em menos de uma semana de funcionamento, a loja Mundaréu já vendeu mais de 25% de seu estoque. Parte do sucesso se deve à novidade do empreendimento: a mais nova loja de comércio justo do Brasil. A iniciativa é da Fundação Mundaréu, primeira organização brasileira a trabalhar com esse conceito no país, que existe há mais de 30 anos na Europa. O comércio justo procura promover melhores condições de troca para produtores excluídos e desprivilegiados. A experiência da Mundaréu não só estimula a produção e capacitação dos envolvidos, como fornece um canal de escoamento próprio. Lizete Prada, coordenadora geral da Mundaréu, conta que a iniciativa surgiu porque as ações dos governos e do terceiro setor tinham foco na capacitação, mas não garantiam emprego e venda. Criada no ano passado, a Fundação Mundaréu junta-se a outras organizações internacionais que já desenvolvem o comércio justo em território brasileiro, como a Visão Mundial (organização presente em mais de 90 países e que exporta castanhas e melão produzidos no semi-árido nordestino, conferindo aos produtores um ganho médio de 68% em relação ao que o mercado pagava em média). Voltada para a venda de produtos artesanais feitos por 11 comunidades da grande São Paulo e mais 14 de várias regiões do Brasil, a loja fica no bairro paulistano da Vila Madalena. A escolha do local foi feita após pesquisa de opinião com consumidores em potencial da cidade. O retorno do público tem sido bom. Para manter as vendas, atividades culturais serão organizadas na loja para atrair consumidores. Está nos planos também a venda dos produtos no atacado, em feiras e eventos. O lucro conseguido é revertido para um fundo gerenciado pela Fundação, que serve para financiar compras à vista de matéria-prima e outros materiais de trabalho. Existe ainda uma oficina de gestão financeira para os participantes calcularem preços e compras. A transparência é fundamental tanto para os participantes quanto para a Fundação. Foi desenvolvido um boletim de prestação de contas para ser distribuído aos produtores e na loja. Como não há custo operacional, os produtos podem ter preços baixos, porém sustentáveis. Em um ano de funcionamento, acreditam os organizadores, será possível manter a loja sem ajuda financeira externa. As informações são do site "Rets - Revista do Terceiro Setor" - 02/07/02
O Cemina (Comunicação, Educação e Informação em Gênero) está organizando o Concurso Cyberela, que irá fornecer computadores para 13 rádios comunitárias que trabalham na promoção dos direitos das mulheres. Poderão concorrer rádios que tenham vínculo com as comunicadoras integrantes da Rede de Mulheres no Rádio, criada pelo Cemina. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de julho. O Cemina tem como foco de ação a capacitação de comunicadoras populares para o uso do rádio como instrumento de expressão e mobilização social. Para isso, a organização produz há 12 anos o programa de rádio Fala Mulher, transmitido pela rádio Guanabara, do Rio de Janeiro. A partir de primeiro de agosto, o programa será também veiculado pela Internet. Em formato de revista, o Fala Mulher traz entrevistas, debates, quadros e campanhas sobre meio ambiente, direitos reprodutivos, cidadania, juventude, violência contra mulher, prevenção contra DST/Aids, entre outros assuntos com enfoque em gênero. O Concurso Cyberela, que conta com o apoio financeiro do Programa Infodev (Information for Development Program), a assessoria técnica da Rits e o apoio institucional da Unesco, insere-se na estratégia da Rede de Mulheres no Rádio para ampliar a inclusão digital de suas 400 comunicadoras e produtoras. A Rede tem como objetivo trocar informações para melhorar a relação entre os gêneros e difundir o debate sobre as campanhas produzidas pelo programa Fala Mulher. Para poder concorrer, as rádios deverão dispor de infra-estrutura de conexão à Internet (das 13 selecionadas, apenas três ficarão isentas desta condição), além de se comprometerem a contribuir semanalmente com o envio de notícias, entrevistas, campanhas e outros materiais em texto e áudio para a Rede de Mulheres no Rádio. As vencedoras deverão também participar da capacitação, que será realizada no Rio de Janeiro, em outubro, voltada para o uso da informática para edição e envio de arquivos sonoros. As emissoras veicularão semanalmente o programa Fala Mulher.com, baixando-o via Internet. "As inscrições - que podem ser feitas por fax, Internet ou correio - serão aceitas até o dia 10 de julho. Mais informações podem ser obtidas na página www.cemina.org.br, pelo telefone (0xx21) 2262-1704, ou através do correio eletrônico cemina@cemina.org.br. O resultado do concurso será divulgado no dia 30 de julho na página do Cemina. O programa Fala Mulher na Internet será lançado oficialmente no dia 1o de agosto, mas já está no ar, na página www.radiofalamulher.com, em caráter experimental. As informações são do site "Rets - Revista do Terceiro Setor" - 02/07/02
A Associação Peter Pan, entidade não-governamental que atende crianças portadoras de câncer, inicia esta semana a venda de vales Big Mac com o objetivo de arrecadar mais recursos para o desenvolvimento de ações contra a doença no Ceará. Quem adquirir um vale - que custa R$ 3,95 - poderá trocá-lo por um sanduíche Big Mac, o mais vendido da rede internacional McDonald's, durante o McDia Feliz, uma das maiores campanhas mundiais na luta contra o câncer que, neste ano, acontecerá no dia 17 de agosto. Serão disponibilizados 18 mil vales. A intenção é arrecadar R$ 160 mil, a serem utilizados para a ampliação do Hospital Dia, que atende a mais de 800 crianças e adolescentes portadores de câncer de Fortaleza e interior do Ceará. Postos de troca serão instalados em vários locais da cidade, inclusive no próprio hospital, onde será montado um posto especial para a campanha. Desde que foi iniciada, em 1988, a campanha McDia Feliz já possibilitou a doação de mais de R$ 30 milhões a entidades dedicadas ao combate do câncer infantil. Calcula-se que já tenham sido mobilizados cerca de 20 mil voluntários. Esta é a quarta vez consecutiva que a campanha beneficiará a Associação Peter Pan. A entidade foi fundada em 1997 por um grupo de voluntários em visitas ao Hospital Infantil Albert Sabin. O Hospital foi inaugurado em 2000 e possui três salas de quimioterapia, emergência e coletas de exame. A estrutura também oferece consultórios médicos, odontológico, psicológico e serviço de assistência social. As informações são do jornal "Diário do Nordeste" - 02/07/02 |
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