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Preservar a identidade de pacientes de hospitais e residentes de locais onde a dignidade humana é comprometida, utilizando a arte como instrumento. Esse é o principal objetivo do projeto Carmim, uma ação que há oito anos leva a arte para dentro de hospitais. A idéia surgiu quando o artista plástico Eduardo Virarelli, fundador do projeto, passou 25 dias internado. "Naqueles dias eu percebi que o hospital estava tão doente quanto eu. Os pacientes eram vistos como se fossem a própria doença, toda a identidade era perdida lá dentro", conta. Virarelli conta que saiu do hospital já pensando em alguma estratégia para melhorar a relação entre os seres humanos dentro da instituição. "Resolvi utilizar a bagagem que eu já tinha, ou seja, a arte, para realizar o trabalho", diz. Hoje, o projeto realiza oficinas de arte, fazendo com que os pacientes produzam trabalhos artísticos dentro dos hospitais. Os produtos, caso os pacientes queiram, podem ser vendidos e parte da renda é revertida para o próprio projeto. "A partir do momento em que os pacientes se tornam produtivos dentro do hospital, as atenções, que estavam voltadas somente para a doença, mudam de foco", diz o artista-plástico. Eduardo conta que o projeto Carmim tem a intenção de, no próximo ano, estender a atuação para outras instituições cujas pessoas tenham a sua identidade comprometida, como clínicas de recuperação, prisões, asilos e orfanatos. Além disso, há também um trabalho realizado com funcionários dessas entidades. O projeto atualmente está presente em seis hospitais, e estão previstas mais 14 parcerias. O programa é composto por voluntários e conta também com contribuições financeiras pessoais. Os interessados em colaborar com o projeto de alguma dessas formas devem acessar o site. (Cássia Gisele Ribeiro - 02/10/03) |
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