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Com o objetivo de reeducar os hábitos alimentares e de higiene bucal da população, um grupo de dentistas, psicólogos e educadores se uniram para fundar o programa Sorriso Saudável. O projeto, realizado pela ONG Sopesb (Sociedade Odontológica de Prevenção e Educação Para a Saúde Bucal), teve início em 1999. O programa foi idealizado pelo dentista Marcello Eduardo dos Santos (presidente da Ong) e pela psicóloga Fabianni Mello (vice-presidente). Segundo eles, o diferencial do projeto é que o principal foco está na educação e mudança de hábitos alimentares e de higiene bucal, e não somente no tratamento dos dentes. "As doenças que mais matam no mundo são de origem comportamental. Por isso, nossa idéia é mudar os hábitos das pessoas, não só relacionados a saúde bucal, mas ao organismo como um todo", explica o presidente da Sobesp. O programa atua em diversas comunidades cariocas, em escolas e locais frequentados pela população, como igrejas e centros comunitários. Além disso, há duas instalações fixas dentro de unidades do FIA (Fundação da Infância e Adolescência), uma organização estadual do Rio de Janeiro que oferece atividades para crianças e adolescentes no horário em que eles estão fora da escola. As instalações ficam em Santa Cruz (Rio de Janeiro) e Cidade de Deus (Jacarepaguá). O programa atende especialmente crianças, pois para Fabianni, estas levam os hábitos de higiene e saúde adequados para dentro de suas casas. "Os adultos costumam ir ao dentista somente quando sentem dor, ou seja, quando está doente. A família passa esse hábito para os filhos, tornando a ida ao dentista dolorida e traumática para a criança", afirma a psicóloga. Inicialmente, é feito uma investigação dos hábitos alimentares dos membros da família da criança. O próximo passo está na conscientização do jovem e da família para acabar com os maus hábitos, realizada por meio de palestras e atividades pedagógicas para os pais e os filhos. Além do programa de educação, as pessoas ainda recebem tratamento dentário, limpeza, aplicação de flúor, restaurações, controle bacteriano e tratamento cirúrgico, se necessário. "Com as atividades, as população atendida aprende que a saúde bucal está diretamente relacionada à saúde do organismo como um todo", afirma Santos. (Cássia Gisele Ribeiro - 04/02/03) |
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