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Levar a informação para que as mulheres brasileiras saibam escolher a melhor forma de lidar com seu corpo e sua saúde. Essa a principal função das mulheres da organização não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir. Nascida há 30 anos nos Estados Unidos e há dez no Brasil, a ong foi criada com o objetivo de questionar os valores religiosos na vida das mulheres, incentivando-as a fazer controle reprodutivo com o uso de anticoncepcionais se assim elas decidirem. Segundo Maria José Rosado Nunes, diretora da CDD Brasil, a instituição desenvolve um discurso e uma prática de apoio as mulheres, que sem renunciar à religião, afirmam sua capacidade moral para tomar decisões relativas aos aspectos da sua vida. A matriz foi fundada em Nova York, no ano de 1973, logo que o Congresso americano legalizou o aborto. No Brasil a ong foi criada em 1993. No entanto, o foco principal da ong no Brasil mudou-se com o tempo, levando em conta as necessidades das mulheres brasileiras. Com o apoio financeiro de fundações internacionais, a CDD Brasil intensificou a divulgação das suas idéias na mídia, entre profissionais de saúde e organizações que atuam nas comunidades, cartilhas, programas de rádio, vídeos e materiais educativos relacionados à sexualidade e aos direitos reprodutivos. Além disso, a instituição faz anualmente um levantamento de dados sobre casos de violência contra a mulher. Está em andamento um projeto que pretende capacitar as mulheres para que se tornem multiplicadoras nas regiões Norte e Nordeste do país, onde a ong ainda tem uma atuação pequena. Todos os trabalhos
da instituição tem como objetivo proporcionar mais informação
para as mulheres. Segundo Rosangela Talib, responsavel pela área
de projetos do CDD, para que as mulheres tenham liberdade de saber o que
precisam, elas precisam estar bem informadas. |
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