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Aproximar crianças
paulistanas às crianças da região amazônica.
Esse é o novo objetivo da Expedição Vaga Lume. Intitulado
“Doe um livro "Queríamos desenvolver alguma estratégia para manter a qualidade do nosso acervo e, ao mesmo tempo, colocar as pessoas em contato”, conta uma das idealizadoras do projeto, Laís Fleury, para acrescentar: “A Amazônia é muito esquecida. As pessoas das regiões Sul e Sudeste não fazem a menor idéia de como eles vivem lá". A campanha, patrocinada
pelos Correios e pela Amazônia Celular, conta com o apoio de alunos
de cinco escolas particulares de São Paulo. Os colégios
organizam feiras de livros e o pessoal da Expedição Vaga
Lume faz Os voluntários do projeto entregam para o "pequeno doador" uma etiqueta e um cartão postal. A etiqueta é colada na capa do livro com uma dedicatória para aquele novo amigo que receberá a publicação. Dentro do livro, o doador coloca também o cartão postal com os seus dados pessoais. A criança que recebe o livro vai doá-lo para a biblioteca de sua região e responder para o doador dizendo o que achou do livro. "Além
de mostrar a transparência do nosso trabalho, já que o doador
tem certeza de que Segundo Laís, a decisão de só arrecadar livros novos é a maneira que encontraram para manter a qualidade dos acervos. "Esses livros estão chegando em locais muito remotos, a vida útil deles é muito preciosa. Se você manda livros usados eles já vão fragilizados, tendo uma vida útil ainda menor", diz. “Além disso, os livros novos são mais valorizados pela criança. É como toda criança que espera chegar o primeiro dia de aula para usar novos cadernos”. O primeiro lugar a receber os novos livros é a Biblioteca José Marti, instalada numa escola dentro da comunidade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Castanhal, no Pará. Até o mês de outubro, a Expedição Vaga Lume havia arrecadado dois mil livros, mas o objetivo é chegar aos 10 mil até o fim do próximo ano. A ONG foi criada em 2002 por Laís Fleury, Sylvia Guimarães e Maria Teresa Junqueira. As três percorreram toda a região amazônica, onde implantaram 32 bibliotecas em comunidades rurais de 21 municípios. Além das bibliotecas, foram mais de 21 cursos para capacitar 550 mediadores de leitura. Na ocasião, mais de 12 mil livros foram distribuídos, levando o mundo da literatura para cerca de 15 mil crianças. (Cássia Gisele Ribeiro – 06/11/03) |
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