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A maioria da população brasileira está disposta a trabalhar de forma voluntária pelo meio ambiente. Entretanto, apenas 1% está vinculada a alguma entidade ambientalista. O dado é resultado da 3ª edição de uma pesquisa nacional de opinião, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A pesquisa aponta grandes contradições. A maioria dos entrevistados sabe da necessidade de preservar os recursos naturais, tem conhecimento sobre temas como efeito estufa e alimentos transgênicos, mas não assume hábitos individuais de proteção ambiental. Mais de 70% revelam-se dispostos a ajudar a proteger o meio ambiente e simpáticos a ONGs ambientalistas. As florestas brasileiras são o principal motivo de orgulho nacional, citadas espontaneamente por 28% dos entrevistados. Apesar de tanto orgulho, o desejo desenfreado pela aquisição de um automóvel é símbolo da contradição ambiental brasileira. Mais da metade da população que possui automóvel particular não abre mão do conforto e não o troca pelo transporte público - o que é compreensível, diante da falta de qualidade desse serviço - ou pela carona de vizinhos. Em relação à pesquisa de 1997, caiu de 66% para 53% o percentual dos entrevistados que deixariam o carro em casa uma vez por semana. Caiu igualmente o percentual daqueles dispostos a comprar um carro mais caro, porém mais econômico e menos poluente - um provável efeito da crise econômica que o país atravessa. A pesquisa foi realizada pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística). Foram 2 mil entrevistas domiciliares, feitas em outubro de 2001, com brasileiros de mais de 16 anos, de zonas urbanas e rurais. (As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo)
A ONG Viva Rio está selecionando até o dia 31 de janeiro bibliotecas no Estado do Rio de Janeiro que estejam interessadas em participar do Programa de Democratização da Informática da entidade. O objetivo é formar uma rede de 500 bibliotecas parceiras que se habilitem a receber, gratuitamente, entre seis e doze computadores, conexão à Internet, scanner e impressora, além da manutenção destes equipamentos durante cinco anos. Para participar do programa, a biblioteca precisa ter um acervo de pelo menos 500 volumes catalogados, espaço mínimo de 25 metros quadrados para instalação dos equipamentos, além de fornecer acesso livre à população. (As informações
são do jornal O Globo)
Em novembro, famosos atletas brasileiros deram o primeiro passo para contribuir com a educação no país. Eles fundaram, durante um evento em São Paulo, a Rede de Atletas pelo Brasil. A idéia do grupo é defender a prática do esporte não apenas como uma simples atividade específica para aqueles com aptidão, mas como um direito de todas as pessoas. A Rede de Atletas pretende ainda envolver um número maior de atletas nas causas da infância e juventude no país. O encontro reuniu personalidades como Ana Moser, do Instituto Esporte Educação, Aurélio Miguel, do Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento Humano, Lars Grael e Paulão, ambos da Secretaria Nacional de Esportes, Zequinha Barbosa, do Instituto Zequinha Barbosa, e representantes da Fundação Gol de Letra e do Instituto Guga Kuerten, entre outros. (As informações
são da Revista do Terceiro Setor - Rets)
A união está fazendo a diferença em algumas favelas do Rio de Janeiro. Polícia Militar e comunidade encontraram em reuniões, assembléias e iniciativas de cunho social uma maneira mais apropriada e eficiente para combater a violência e o tráfico de drogas. Há mais de um ano, na favela do Pavão-Pavãozinho e, na vizinha, favela do Cantagalo, líderes comunitários e PM decidem em conjunto a estratégia de policiamento. O resultado dessa empreitada se vê na diminuição do índice de homicídios, que baixou a zero, além de não se verem mais traficantes armados passeando pelas vielas. A mudança, vertiginosa, segundo os moradores, se deve ao aumento de uma relação respeitosa: deixando de ser tratados como marginais em potencial, a comunidade passou a colaborar mais com a patrulha policial. Em contrapartida, a PM incluiu no currículo de formação e capacitação dos novos soldados temas como direitos humanos, relacionamento interpessoal, filosofia do policiamento comunitário e até mesmo história das comunidades cariocas. (As informações
são da Revista IstoÉ)
O Brasil começa a exportar o programa nacional que atrela renda e educação para as famílias de baixa renda. Implantado em 2001 no país, o programa Bolsa-Escola deve conquistar, ainda este ano, a adesão da Argentina. Em dezembro, o senador Ricardo Gomes Diez apresentou seu projeto de lei para implementar uma bolsa-escola. Apelidado de Beca-Escuela, o programa já existe na província de Buenos Aires, mas o senador quer expandi-lo para o resto do país, copiando mecanismos do Ministério da Educação brasileiro, como cartões magnéticos para sacar o valor da bolsa em caixas eletrônicos. O projeto de lei ainda será avaliado pela comissão de educação do Senado argentino, antes de seguir para o plenário. Na Tanzânia
e em Moçambique, quem está se encarregando de levar a experiência
do Bolsa-Escola é a ONG Missão Criança, criada por
ex-governador de Brasília Cristovam Buarque - pioneiro na implantação
deste tipo de projeto no Brasil.
Algumas empresas de Wall Street - American Express, Deutsche Bank, Morgan Stanley, entre outras - lançaram uma iniciativa pioneira para fazer com que seus clientes invistam em ações sociais. O serviço, criado recentemente pelas empresas, orienta possíveis doadores a colocarem seu dinheiro em investimentos comunitários, como moradias populares, micro-empreendimentos de populações carentes e iniciativas educacionais. Batizado de Calvert Giving Fund, a iniciativa ganhou elogios do Terceiro Setor norte-americano. (As informações
são de Christian Science Monitor) |
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