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Desde então, as centenas de mortes de índios ianomâmis no Brasil, iniciada na década de 60 e considerada como um escândalo internacional, dá sinais de estar no fim. A entrega da responsabilidade da saúde indígena a ONGs está conseguindo frear a mortalidade, de acordo com as próprias autoridades governamentais. De 1987 a 1992, segundo a CCPY (Comissão Pró-Yanomami), 15% da população ianomâmi do Brasil morreu vítima de epidemias e doenças que têm condições de ser curadas a partir de tratamentos básicos de saúde. Em menos de três anos de trabalho, os números mostram que o que faltava para amenizar a tragédia dos índios, era sistematização dos atendimentos, aplicação de métodos básicos de cuidados com a saúde, diagnósticos precoces e tratamentos completos às doenças. Os números, mesmo subnotificados, conforme assume o órgão, são significativos diante dos dados nacionais de óbitos pelas mesmas doenças. Em 1991, por exemplo, dos 743 casos de morte provocadas por malária no Brasil, segundo a Funasa e o Datasus, 110 foram entre os ianomâmis, ou seja,15%. Os casos de malária baixaram de 4.152, em 1998, para 55, neste ano até setembro. É o menor índice desde que a Funasa começou a manter um registro oficial os dados, em 1991. A mortalidade de menores de um ano, que em 1998 estava em 197,4 para cada mil nascidos vivos, caiu para 38,4 para cada mil. A redução no índice de mortalidade geral é de 50%. Todos os outros indicadores de doenças também diminuíram. Cláudio Esteves de Oliveira, presidente da ONG, conta que algumas aldeias estavam sem receber a visita de um médico há dois anos. A intenção da Urihi não é somente tentar controlar epidemias e oferecer cuidados pontuais às doenças. Os ianomâmis estão em um programa para a formação de microscopistas e agentes de saúde. Até agora, 30 índios foram capacitados. Segundo Deise Alves Francisco, vice-presidente da Urihi, a idéia da Ong é fazer com que, a médio e longo prazos, os ianomâmis sejam capazes de dar conta sozinhos da assistência à saúde. Para isso, é preciso intensificar a alfabetização (quatro escolas foram construídas) e tentar, aos poucos, mostrar a nossa forma (de não-índios) de tratar e evitar doenças. As informações são do jornal Folha de S. Paulo - 08/10/02
O Centro Universitário Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, acaba de inaugurar o Núcleo de Prática Jurídica (NPJ). Pessoas com renda familiar de até três salários mínimos terão assistência jurídica gratuita, da triagem do caso até o final do processo nos tribunais. O serviço será prestado por professores (advogados) e alunos de Direito do Uninove. Será atendido quem comparecer ao NPJ, na rua Itaúnas, 429, no prédio G, próximo à unidade da Vila Maria, em São Paulo (SP), das 8h30 às 11h30. Os interessados têm de apresentar comprovante de endereço, carteira de trabalho e RG (carteira de identidade). A assistência funcionará de acordo com o calendário escolar, em outubro e novembro de 2002, e, depois, a partir de fevereiro de 2003. Mais informações podem ser obtidas na página www.uninove.br. As informações são da Rets - Revista do Terceiro Setor - 08/10/02
Alunos de seis escolas da rede particular de ensino de Salvador - Diplomata, ISBA, Integral, Maristas, Nobel e Portinari - estão participando da elaboração de um documento com propostas de ações para criar a Agenda Jovem pela Paz. A Agenda tem o objetivo de estimular a participação do jovem na construção de uma cultura de não-violência. A Agenda será entregue às autoridades municipais e estaduais. Este mês, alunos e professores vão discutir os temas que serão abordados na agenda: Estado de Paz, Igualdade Social, Mídia Cidadã, Tolerância, Saúde e Educação Sexual ou Educação e Trabalho. Os debates serão estendidos ao Papo Dez!, que acontece este mês. Serão convidados especialistas para ir às escolas conversar sobre as questões trabalhadas e esclarecer dúvidas. Os trabalhos serão coordenados pela equipe do Caderno Dez! do jornal A TARDE. O cantor da Banda Eva, Saulo Fernandes, atuará como mediador. A Agenda faz parte das ações do projeto Mais Telebahia Celular e foi idealizada pelo Grupo EVA, em parceria com a organização não-governamental CIPÓ - Comunicação Interativa. A iniciativa conta com o patrocínio da Telebahia Celular e apoio do Shopping Iguatemi e Jornal A TARDE. As informações são do jornal A Tarde - 08/10/02
Tocada por 20 anos sem ajuda oficial, a Fundação 16 Meninos da 13 de Maio, graças a padrinhos anônimos, sempre conseguiu superar suas dificuldades financeiras. Ultimamente, porém, a entidade - pela qual já passaram em torno de 2.500 jovens - convive com um déficit bastante peculiar: faltam crianças e adolescentes para aproveitar suas aulas de dança, capoeira e música, entre outras atividades que desenvolve aos sábados. A principal razão da déficit foram os vários alunos encaminhados para a Escola Municipal de Bailado. Segundo Penha Pietra's, a instituição já trabalhou com grupos de até 100 crianças e adolescentes, mas hoje trabalham com 50 alunos. A nova turma será de meninos e meninas entre 7 e 16 anos, dos quais se exige apenas que estejam matriculados no ensino regular. Deste contingente, sairão também os aprendizes do grupo de dança que Penha criará para apresentações pelo Brasil e na Holanda. As informações são do Diário de S. Paulo - 08/10/02 |
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