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Cerca de 300 crianças de diversas localidades do Brasil estão reunidas em Goiânia (GO), participando da II Conferência Crianças Brasil no Milênio. O objetivo do evento, organizado pelo Colégio Marista de Goiânia, Colégio Delta e Organização de Preservação Ambiental (OPA), entre outros, é a discussão e elaboração da Agenda 21 Infantil. A intenção é promover um pacto do adulto com a criança para a organização e expressão de grupos, agremiações e clubes comunitários de crianças articulados e conduzidos por elas mesmas, com o apoio de adultos. As reportagens a seguir foram produzidas pela equipe da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) - www.andi.org.br
No segundo dia da II Conferência Crianças Brasil no Milênio, foi a vez dos pequenos. Reunidos para aprovar as conclusões sobre os 12 eixos temáticos que irão compor a agenda 21 Infantil, as crianças presentes botaram a boca no trombone. O principal alvo de
críticas foi o descaso de governantes com algumas áreas
que as crianças consideraram essenciais, como a melhor formação
de professores, uma maior contratação de médicos
para hospitais públicos e a construção de hospitais
na periferia. Empresas que degradam o meio ambiente também foram
repreendidas Lucas Mendes de Oliveira, de nove anos, estudante da escola particular Marista, foi um dos que mais manifestou a opinião na conferência. Para ele, esta é a oportunidade de ajudar a criança a ter mais consciência do que pode fazer pelo mundo. "E se não fizermos as coisas agora, pode acontecer o pior. Estamos ajudando a fazer um futuro melhor", completa. Com relação ao evento, Lucas tem crítica: a pequena quantidade de estudantes de escolas públicas presente. "Precisava trazer gente de escola pública pra cá, eles também querem fazer isso. Afinal, aqui a gente tá representando o Brasil ", finalizou. (Aline Falco)
Crianças de todas as raças, credos e origens sociais, incluindo representações indígenas (Patachós da Bahia e Karajás de Tocantins), além de crianças portadoras de dficiência, desenvolveram atividades artísticas, sociais e educativas no primeiro dia da II Conferência Crianças Brasil no Milênio. O ponto principal do dia foram as discussões sobre os 12 eixos temáticos escolhidos para a elaboração da Agenda 21 Infantil, como Respeito e Solidariedade Social, Biodiversidade; Responsabilidade Social da Criança, Não Proliferação da Violência, entre outros. Orientadas por monitores, elas debateram os temas e chegaram a conclusões que serão apresentadas em documento no final da conferência. Os meninos e meninas também participaram de oficinas artísticas e sociais. Aliás, a arte marcou todo este dia de Conferência. Todas as atividades foram permeadas por apresentações de música e dança realizadas por crianças. Para o último dia do evento, está sendo preparada uma apresentação em forma de Corrente de Solidariedade. (Aline Falco)
Em Niterói (RJ), a Agenda 21 Infantil Niteroiense já começa a ser implantada por meio do diretor de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio-Ambiente, Ricardo Harduim. O Programa é realizado no Colégio Estadual Conselheiro Josino, situado em Fonseca, área que separa dois pontos de tráfico de drogas. Na escola, dois grupos de 15 crianças e adolescentes participam de encontros semanais que discutem a questão ambiental voltada para a questão da paz. Eles debatem e tentam achar soluções para problemas como o lixo, desperdício de água, falta de árvores e realizam trabalhos de campo, colocando em prática o que debateram. Niterói também já tem cinco agremiações organizadas de crianças, preceito básico da Agenda 21 Infantil. Segundo Harduim, essas agremiações são importantes porque a própria criança registra e expressa o que quer. "Não temos moral de preparar o futuro delas. Temos que ser veículos de organização do futuro delas", diz. Harduim pretende criar, no ano que vem, o Parlamento Infantil Niteroiense. (Aline Falco) |
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