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A Associação Viva Rio, em parceria com a Iansa (International Action Network on Small Arms (Coav) deu início ao Projeto Crianças em Violência Armada Organizada): um estudo que aponta os grupos organizados de crianças armadas em 12 países. São facções pertencentes ao tráfico de drogas, criminosos organizados, gangues de jovens estruturadas, grupos de extermínio e justiceiros. O projeto reúne especialistas de El Salvador, Equador, Honduras, Haiti, Colômbia, Estados Unidos, Irlanda do Norte, Serra Leoa, Nigéria, África do Sul e Filipinas. O seu principal objetivo é identificar a existência de crianças envolvidas em grupo armados em países que não estão em guerra para depois conscientizar a comunidade sobre o malefício disso. A idéia surgiu em setembro de 2002, quando a Associação Viva Rio e o Instituto de Estudos de Religião (Iser) organizaram um seminário para apresentar os resultados de um estudo sobres crianças no tráfico de drogas no Rio de Janeiro, que resultaria no livro " Crianças no Tráfico" (Editora Sette Letras). Nesse caso, foi feita uma comparação entre crianças que integram facções do tráfico de drogas no Brasil e crianças que atuavam em guerras e conflitos armados em diversos países. A pesquisa mostrou que a guerra entre judeus e palestinos matou 467 crianças entre 1987 e 2001. No mesmo período foram mortas 3.937 crianças no Rio de Janeiro. "Entre deliquência e guerra existe um fenômeno que tem a ver com os dois lados. Tem a ver com as gangues, no que diz respeito a música, o estilo, a importância da arma, o status. Mas tem também coisas muito parecidas com as guerras, como em Serra Leoa, em termos de organização de grupos paramilitares, de dar armas para jovens, de pagar salário para ele defender um território e batalhar contra as forças do estado", explica Luke Dowdney, coordenador do projeto e autor do livro. Está disponível no site do projeto todas as novidades sobre a pesquisa e sobre o assunto. Com versões em português, inglês e espanhol, o site disponibiliza também outras pesquisas, denúncias, entrevistas e artigos que ampliam o entendimento geral sobre a questão. Em 2004, os resultados da pesquisa serão apresentados no Simpósio Nem Guerra nem Paz, promovido pelo Viva Rio, visando a criação e implementação de políticas públicas que tratem do problema em cada região. (Cassia Gisele
Ribeiro - 08/08/03) |
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