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"Bolinha", como é conhecido Henrique Assis pelos chegados, saiu do mundo do crime para ensinar música. Ex-traficante, ele decidiu levar seu batuque para favelas, centros comunitários e igrejas. Depois de quatro anos de trabalho voluntário independente, ele foi convidado pela ONG Movimento de Moradia Casa Nova para dar aulas de samba e pagode a 36 mulheres e 40 homens em um barracão abandonado num descampado do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. Segundo ele, o mundo do crime dá dinheiro, mas não traz felicidade, porque pensar de onde vem seu sustento pesa na consciência. Além das aulas de música, Assis aproveita para falar sobre os problemas da violência e das drogas. Para doação de instrumentos e outras informações, os telefones de contato são (11) 9839-7874 e (11) 5844-0761. (As informações são do jornal Folha de S. Paulo)
Um grupo de cerca de 300 jovens fez um diagnóstico do principal problema relacionado aos direitos humanos em quatro bairros com altos índices de violência na periferia de São Paulo e de Itapecerica da Serra, recolheu na comunidade sugestões para enfrentá-lo e continua tentando torná-las realidade por meio de políticas públicas. O balanço de um ano do programa Observatório de Direitos Humanos foi divulgado este mês por jovens e entidades que participam dessa primeira fase do projeto. Cada um dos quatro bairros - Capão Redondo, Jardim Ângela, Favela Heliópolis e Jardim Jacira, este último em Itapecerica da Serra - escolheu uma área prioritária. Segundo Rogério Nascimento Campos, de 18 anos, que trabalha no projeto do Capão Redondo, o problema mais grave identificado em seu bairro foi o difícil acesso à cultura e a falta de áreas de lazer. Identificar o problema era o primeiro passo. O segundo foi buscar soluções com a comunidade e levá-las ao poder público. No caso do Capão Redondo, o teatro mais próximo do bairro, o Paulo Eiró, que é municipal, fica a 12 quilômetros. Da administração Celso Pitta, o grupo só obteve promessas. Agora, estão levando suas sugestões à Câmara para buscar o apoio de vereadores. Os temas escolhidos pelos outros bairros foram violência (Jardim Ângela), desemprego (Jardim Jacira) e educação (Heliópolis). O programa é
coordenado pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade
de São Paulo (NEV-USP) e tem o apoio da Secretaria Nacional de
Direitos Humanos e do Alto Comissariado da Organização das
Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos e de organizações
não-governamentais.
O Instituto Ethos assinou este mês um acordo de parceria com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). O objetivo é introduzir premissas e o desenvolvimento de práticas empresariais socialmente responsáveis na gestão do Sistema Fiesp/Ciesp e junto aos seus associados no Estado de São Paulo. No encontro, foi lançado o relatório Responsabilidade Social das Empresas - Percepção do Consumidor Brasileiro, pesquisa 2001, iniciativa do Ethos em conjunto com o jornal Valor Econômico e a Indicator Opinião Pública, que tem por objetivo detectar como os consumidores percebem a responsabilidade social das empresas e como isso repercute em suas atitudes. A pesquisa, realizada anualmente em âmbito internacional, analisou as regiões seguintes regiões metropolitanas brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Belém, Recife, Salvador e Fortaleza. (As informações são do jornal Valor Econômico)
Inserir deficientes mentais na sociedade é o objetivo do projeto SuperAção, que reuniu, em agosto, a Siemens e a universidade paulista Anhembi Morumbi. A iniciativa capacita pessoas para o ensino de informática a portadores de deficiência mental entre 15 e 25 anos. A multinacional alemã fornece a infra-estrutura de laboratórios (no valor de R$ 12 mil, contendo micros a partir de Pentium 100), paga as despesas e arregimenta voluntários entre seus funcionários. Cabe à instituição de ensino prepará-los para introduzir mais pessoas no universo da informática. O SuperAção pretende chegar às dez cidades brasileiras onde a Siemens tem unidades. Segundo Neusa Barata, gerente de qualidade da companhia, o projeto já está presente em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. (As informações
são do jornal Valor Econômico)
Em um ônibus extremamente colorido estaciona na rua, a peça Auto da Camisinha é o novo projeto educativo da Cia. Viramundo da Cooperativa Paulista de Teatro. Escrito por José Mapurunga, o auto segue as tradições populares nordestinas ao abordar temas que tenham relação com o cotidiano. O grupo decidiu adaptá-lo para a rotina urbana de uma grande cidade. O Auto conta a história de Benedito, garoto que, ao decidir perder a virgindade, procura Lionor. Ela, bem informada, só aceita uma relação com preservativo. Ingênuo, Benedito não sabe o que é camisinha e sai em busca de informações com outros personagens cômicos, como a Sinhá Costureira, o Anjo da Guarda e o Padrinho. A Viramundo tem experiência em espetáculos que divertem sem perder o cunho educativo - desde 1999, encena Crácula, um Vampiro em Tempo de Aids, que recentemente recebeu apoio do Ministério da Saúde. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3822-0169. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
Entre os muitos prêmios conquistados em 72 anos de existência, a Escola de Samba da Mangueira ostenta dois muito especiais e pouco conhecidos do público que gosta de admirá-la na Marquês de Sapucaí: o de menor índice de criminalidade infantil e o de maior índice de escolaridade de todas as comunidades carentes da cidade. Eles foram conferidos pela delegacia policial do bairro e pelo juiz de menores Siro Darlan e valeram mais do que uma vitória no Carnaval. Mas isso não vem por acaso. A estatística é fruto de um projeto que começou em 1999 e que garantiu aos 35 mil moradores do morro, 22 oficinas profissionalizantes do Centro Cultural da Mangueira, que mantém 5.800 alunos e 188 funcionários. Após quatro meses se especializando em artesanato, percussão e estilo, 70% dos inscritos saem dali empregados. O sucesso rende frutos também lá fora. Mais uma vez a verde e rosa será consagrada: em abril de 2002, o Museu da Moda de Paris vai expor 600 fantasias de Carnaval confeccionadas pelas alunas das oficinas, em mostra que tem o costureiro Christian Lacroix como curador e que marcará a abertura das comemorações carnavalescas na França. O diretor do museu, o francês Samuel Abbon, esteve no Rio há pouco tempo especialmente para conferir o talento das jovens costureiras mangueirenses. (As informações são da revista Isto É) |
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