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Não há espanto algum quando se fala da importância das micro e pequenas empresas para a economia nacional. Além de representar 99% do total de empresas formalmente constituídas em todo o País - chamadas muitas vezes de "colchão social", em tempos de crise e recessão, demoram mais para demitir. Em tempos de retomada econômica, elas são as primeiras a fazer novas contratações. Por esses motivos, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) uniram-se na publicação de um guia para esse segmento do mercado tornar-se, como já propõe o instituto desde 1999, socialmente responsável. O programa pretende articular e contribuir para que conceitos com ética, transparência e sustentabilidade entrem nos processos de gestão da empresa. Na publicação o micro empresário poderá encontrar um arcabouço de iniciativas que poderá tomar para seguir os indicadores criados pelo Programa Ethos –Sebrae. “No guia o leitor perceberá que uma mudança de atitude não criará mais dificuldades financeiras, ao contrário, trará novas oportunidades econômicas , maior desenvolvimento profissional dos funcionários e maior contenção de custos”, explica Paulo Itacarambi, diretor Executivo do Instituto. Segundo ele, quando o empresário despertar para esses conceitos poderá encontrar formas alternativas para uma melhor capacitação da equipe e maior engajamento emocional dos funcionários. Se esses objetivos forem alcançados, a produtividade será maior. “Além de se tornar mais dinâmico, pode ter maior acesso a linhas de crédito, seguindo as novas regras impostas por bancos”, argumenta. As micro e pequenas empresas formais empregam 41% das carteiras assinadas no País. No mercado informal, estima-se que há entre 11 milhões e 13 milhões de pequenos empreendimentos empregando cerca de 50 milhões de brasileiros. Os dados do Sebrae podem dar uma boa margem do alcance dessa iniciativa. Fato que ainda pode ser mais proveitoso se somado a idéia de “colchão social”. Quando todos os indicadores apresentam queda - cai faturamento, caem as vendas, cai o lucro - o trabalhador ainda pode contar com o 'colchão' das microempresas para não se espatifar no chão. (Rodrigo Zavala – 14/10/2003) |
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