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Será sob uma grande construção coberta de sapé que as crianças indígenas de três aldeias guaranis na periferia de São Paulo terão os primeiros contatos com a internet. A novidade é parte de um projeto anunciado ontem pela Prefeitura, que prevê a construção de três escolas indígenas equipadas com salas de informática, biblioteca, centro cultural e um espaço para reuniões e exposições de artesanato. O projeto foi criado em parceria com os indígenas. As aldeias Krukutu, Tenonde Porã (ambas em Parelheiros) e Jaraguá Ytu (no Pico do Jaraguá) receberão cada uma um Centro de Educação e Cultura Indígena (Ceci). As escolas oferecerão educação para crianças de 4 a 6 anos, que terão aulas de língua guarani e de aspectos culturais da etnia. O português também estará no currículo, mas será ministrado como língua estrangeira. Hoje, a maioria das crianças só fala guarani. Os computadores estão entre os pedidos dos índios. "Estamos na era da modernização. O computador hoje é um instrumento de trabalho", diz Marcos Tupã, presidente da organização não-governamental Instituto Memória Viva Guarani. O processo de licitação para a construção das escolas será aberto nos próximos dias. As obras, orçadas em R$ 195 mil cada uma, devem ficar prontas até junho. Duas aldeias já têm escolas estaduais de ensino fundamental. Embora afastadas, a Secretária Municipal de Educação informou que já há linhas telefônicas perto das aldeias para uma futura conexão à internet. "O eixo principal será a linguagem, não apenas oral e escrita, mas também dança, música e artes", disse a secretaria de Educação, Eny Maia, que participou do anúncio do projeto ao lado da prefeita Marta Suplicy, no Palácio das Indústrias. As aulas serão dadas por indígenas que passarão por cursos de capacitação com o antropólogo e especialista em educação indígena Daniel Munduruku. A idéia é que as crianças aprendam e depois se tornem professores da cultura guarani. As escolas terão 500 metros quadrados e seguirão um estilo rústico sugerido pelos índios. As informações são do Jornal da Tarde - 15/10/02
As internas do Educandário Santos-Dumont, um centro de recuperação para adolescentes infratores, tornaram-se destinatárias de cartas escritas por adolescentes desconhecidos, de pontos distantes da cidade, como o Morro do Vidigal. Isso porque o centro de detenção de menores da Ilha foi a primeira unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) a receber o projeto Carta de Paz a um Amigo, um programa elaborado pela Unesco. Inicialmente pensada para marcar os 50 anos da explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, a ação foi adaptada pela coordenação da Unesco no Rio para criar um canal de comunicação entre jovens que conhecem a realidade do crime, mas escolheram caminhos diferentes. Assim, os remetentes, adolescentes de comunidades violentas que encontraram novos rumos para a vida por meio da arte ou da cidadania, escrevem para jovens que já tiveram sua liberdade cassada. Para ela, o projeto é importante porque recupera a auto-estima dos adolescentes internos. Integrantes de ONGs como Viva Rio e Ação da Cidadania e do grupo de teatro Nós do Morro lotaram o escritório da Unesco com mais de 600 mensagens para os jovens do Degase. Algumas foram lidas por Carlinhos de Jesus e Elba Ramalho, que estiveram no local para o lançamento do projeto. As informações são do jornal O Globo - 15/10/02
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