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Crianças de Belém do Pará receberão neste mês uma visita que poderá mudar seus hábitos de leitura. Integrantes da Expedição Vaga Lume visitarão a cidade para instalar o projeto piloto do programa, que pretende implantar bibliotecas nas escolas públicas de toda a região norte do Brasil no ano que vem. O projeto foi idealizado por Sylvia Guimarães, Maria Tereza Meinberg e Laís Fleury e tem o patrocínio da empresa financiadora de créditos Fináustria. Quando se conheceram, Laís e Sylvia já tinham em mente a vontade de implantar um projeto social e viajar pelo Brasil. Sylvia, 24 anos, foi coordenadora pedagógica do Projeto Anchieta, onde conheceu a voluntária Maria Tereza. Laís, de 27 anos, é formada em administração de empresas. A primeira idéia do grupo foi implantar uma campanha voltada para o lixo. "Porém, ficamos impressionadas quando conhecemos as escolas, pois não tinham nada, nem lousa, nem giz, nem material e nem organização. Não dava mais para pensar em lixo", conta Sylvia. A estrutura que abrigará os livros está sendo feita por detentos do Centro de Recuperação do Coqueiro, no Pará. O trabalho deles fará com que as penas sejam reduzidas. Na sala de visitas do presídio, a Expedição implantará uma biblioteca e uma brinquedoteca. "O espaço é frio e vazio, queremos torná-lo menos dramático para os filhos que forem visitar os detentos" , disse Laís. A semana de abertura de cada biblioteca nas escolas terá oficinas de capacitação para a comunidade , especialmente os professores, para que dêem continuidade ao programa. "Nosso trabalho será apenas implantar as bibliotecas e capacitar os professores. O incentivo a leitura é tarefa da própria comunidade", relata Laís. Sylvia explica que a região norte foi escolhida porque está esquecida pelo resto do país. "Índios e brancos estão em guerra há anos e pessoas morrem de diarréia e tuberculose como se estivéssemos em 1920. No entanto, as pessoas do resto do país simplesmente não sabem.", completa. (Cássia Gisele
Ribeiro)
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