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Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, o combate a fome é o principal assunto do governo, dos jornais, dos críticos, das organizações sociais. No entanto, há muito tempo o assunto é tratado por Organizações Não-Governamentais (ONGs) e por governos estaduais e municipais. Várias dessas iniciativas deram certo. São organizações que distribuem e arrecadam alimentos, evitam e ensinam a população a evitar o desperdicio, educam as famílias para que estas aproveitem mais o valor nutricional da comida, combatendo a desnutrição. Segundo a Secretaria de Cultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o país desperdiça R$12 bilhões em alimentos por ano. Com esse dinheiro, dava para distribuir cestas básicas para oito milhões de famílias. Seguindo esses dados, grande parte dos programas e iniciativas combatem a fome usando como arma o combate ao desperdício. Um exemplo desse tipo de iniciativa é a ONG Banco de Alimentos. O principal trabalho da instituição é recolher alimentos em bom estado de conservação - que sobram das feiras e mercados - e distribuí-los para instituições e famílias de baixa-renda. Além disso, a ONG realiza cursos e palestras para a população e para empresas da área alimenticia para que aprendam como evitar o desperdício. Outra organização que realiza esse tipo de trabalho é a Associação Prato Cheio. O grupo foi criado em 2001 por universitários e realiza um trabalho de arrecadação de alimentos em mercados e direciona esses produtos para as instituições Minha Rua Minha Casa, Creche São José e Associação Comunitária Monte Azul. A Associação Mesa São Paulo percorre a cidade em um carro especial arrecadando doações e oferece duas refeições diárias em diversos pontos da capital paulista. Além disso, o grupo oferece cursos que são ministrados na cozinha de instituições, capacitando os profissionais para aproveitar melhor os nutrientes dos alimentos. As Centrais de Abastecimento (Ceasas) também tem programas de combate ao desperdício e a fome em diversos estados do país. Entre eles está o Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais. O Ceasa-RJ, por exemplo, tem quatro programas de combate a fome e a desnutrição. O Varejão Volante é um ônibus que percorre diversas comunidades vendendo produtos por preço 30% abaixo do mercado. O Desperdício Zero recolhe alimentos que sobram das feiras e distribui para mais de duas mil famílias cadastradas no programa. Além disso, o Ceasa-RJ mantém uma cozinha especializada em ministrar cursos de culinária com técnica de aproveitamento integral dos alimentos. O objetivo é que a população de baixa renda melhore o seu padrão alimentar familiar. Ainda há uma distribuição de refeições, que no caso, é uma sopa com a fórmula especialmente produzida para combater a desnutrição. No Pará, o governo do estado tem dois projetos de combate a desnutrição infantil e de mulheres grávidas: Maria-Maria e Roda Moinho. O primeiro tem o objetivo de facilitar o acesso das mães e futuras mães aos serviços de saúde, assistência social e geração de renda. O segundo oferece cursos de aproveitamentos dos valores nutritivos dos alimentos. (Cássia
Gisele Ribeiro - 18/02/03) |
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